

Irmãos, se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está, à direita de Deus, intercedendo por nós? Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Pois é assim que está escrito: “Por tua causa somos entregues à morte, o dia todo; fomos tidos como ovelhas destinadas ao matadouro”. Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! Tenho a certeza que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Agi a meu favor, ó Senhor Deus, por amor do vosso nome, libertai-me, pois, vossa lealdade é benfazeja! Necessitado e infeliz, eis o que sou, dentro de mim meu coração está ferido! Senhor, meu Deus, vinde ajudar-me e salvar-me segundo vosso amor e compaixão. Para que nisso reconheçam o poder de vossas mãos, e saibam que sois vós que o fizestes! Celebrarei o meu Senhor em alta voz, em meio à multidão hei de louvá-lo. Pois ele defende o indigente e o salva daqueles que condenam sua alma.
Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens!
Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor'”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra como Jesus Cristo e seus discípulos foram maltratados e perseguidos, de forma implacável, pelos seus inimigos deste mundo. As leituras nos mostram que todos aqueles que anunciaram o Evangelho da salvação de nosso Senhor Jesus Cristo foram, irremediavelmente, incompreendidos, perseguidos e odiados pelos seus adversários e opositores. Mas, o Senhor sempre se pôs ao lado deles, para os proteger dos perigos e dos seus perseguidores, para os encorajar na luta e para salvá-los da morte!
Jesus era frequentemente ameaçado e perseguido pelos seus adversário, sobretudo pelas autoridades civis e pelas autoridades religiosas judaicas. O Evangelho que acabamos de ouvir nos disse que, certo dia, Jesus foi advertido por um emissário de Herodes, para que ele se retirasse da região da Judeia, dizendo-lhe: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar” (Lc 13, 31). Ao invés de se esconder e fugir, Jesus Cristo mandou um outro recado a Herodes, que estava instalado em um de seus palácios em Jerusalém, dizendo-lhe: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém” (Lc 13, 32-34)! Com estas palavras, Jesus mandou dizer a Herodes que ele haveria de continuar anunciando o seu Evangelho, visto que esta era a sua missão; levando avante o seu ministério da pregação de seu Evangelho, até o momento em que haveria de oferecer a sua própria vida, em sacrifício, na cidade de Jerusalém.
E, depois de ter dito isto, Jesus profetizou sobre a cidade de Jerusalém, dizendo: “Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor'” (Lc 13, 34-35).
Deste modo, na consumação de seu sacrifício na Cruz – que haveria de se realizar por meio das mãos iníquas de seus perseguidores -, depois de sua morte na Cruz, toda a multidão de seus seguidores e discípulos haveria de ver, o Cristo ressuscitado. Então, cheios de alegria, estes seus discípulos poderão aclamá-lo, dizendo: “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens” (Lc 19, 38;2,14)!
O profeta Davi, falando em nome de todos os profetas antigos, deu também o seu testemunho de que ele sofria todo tipo de maus tratos e de perseguições, simplesmente por anunciar a Palavra do Senhor. Por isso, ele implorava ao Senhor e seu Salvador, a proteção contra os seus inimigos e a graça da salvação, diante dos maus tratos de seus perseguidores, dizendo: “Agi a meu favor, ó Senhor Deus, por amor do vosso nome, libertai-me, pois, vossa lealdade é benfazeja! Senhor, meu Deus, vinde ajudar-me e salvar-me, segundo vosso amor e compaixão. Para que nisso reconheçam o poder de vossas mãos, e saibam que sois vós que o fizestes” (Sl 108, 21; 26-27)!
Contudo, caros irmãos, o apóstolo Paulo, na sua Carta aos Romanos, nos ofereceu um belíssimo testemunho de fé e de amor ao Senhor Jesus, demonstrando uma lealdade e uma fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho à toda prova. Por isso, estando repleto do amor de Cristo e cheio do Espírito Santo, São Paulo declarou com desassombro e coragem as seguintes palavras:“Irmãos, se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está, à direita de Deus, intercedendo por nós? Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Pois é assim que está escrito: ‘Por tua causa somos entregues à morte, o dia todo; fomos tidos como ovelhas destinadas ao matadouro’. Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou” (Rm 8, 31-37)!
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