

Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração cotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida: a caridade feita a teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados e, na justiça, será para tua edificação.
Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
Irmãos: Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.
Que a paz de Cristo reine em vossos corações e ricamente habite em vós sua palavra!
Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”. Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois aqueles que procuravam matar o menino já estão mortos”. José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, entrou na terra de Israel. Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste Domingo da Oitava de Natal nos coloca diante da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, afim que depositemos nossos olhos sobre esta família e a reconheçamos como o modelo de família cristã. Pois, nela se encontram as mais elevadas virtudes da vida familiar que tanto agradam a Deus. Nesta santa comunidade doméstica da Família Sagrada o frágil e delicado neném recém-nascido encontrou todos os cuidado de uma mãe dedicada e amorosa e a proteção dos braços firmes de um pai zeloso e destemido diante dos inúmeros perigos deste mundo.
Deste modo, caros irmãos, aquela santa família de Jesus, Maria e José, que estava refugiada no presépio de Belém, fora por Deus revestida de todas as graças divinas e era constituída das mais elevadas e sublimes virtudes humanas. Ali, naquela estrebaria, rodeada de animais, e em meio a grandes aflições e desconfortos, Jesus nasceu. Porém, apesar de todas estas tribulações, a família sagrada, em presença do Cristo, estava em paz, como disse o Apóstolo: “Que a paz de Cristo reine em vossos corações e ricamente habite em vós sua palavra” (Cl 3, 15.16)!
E logo a seguir, as coisas acabaram piorando ainda mais, pois o casal recebeu uma mensagem dos céus dizendo que Herodes, o rei da Judeia, queria matar o menino. Por isso, “o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: ‘Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo’. José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito” (Mt 2, 13-14). Mais tarde, “o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel. José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, entrou na terra de Israel. E depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré” (Mt 2, 19-23).
Estando, então, em Nazaré, na sua própria casa, a Família Sagrada de José, Maria e Jesus viveu com intensidade as melhores virtudes cristãs, numa vida de perfeição e de amor mútuo, do mesmo modo como recomendava Paulo aos cristãos de Colossos, dizendo: “Revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição” (Cl 3, 12-14).
José, uma vez constituído por Deus como o chefe e cabeça da Família Sagrada recebeu a incumbência de ser o provedor e o protetor desta sublime comunidade doméstica, conforme as palavras do profeta, que disse: “Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor” (Sl 127, 1-4). Por isso, naquele ambiente familiar, da casa de José e Maria, “Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens. (Lc 2, 52).
Naquela família de Nazaré, repleta das graças do Espírito Santo – que tinha o privilégio de ter em seu seio o Menino-Deus -, resplandecia nela todas as virtudes mais elevadas de uma família santa e cristã. Esta família de Nazaré tornou-se, assim, modelo para todas as famílias, na qual os preceitos do Senhor seriam rigorosamente cumpridos, com temor e com amor! Assim como disse o profeta: “Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração cotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros” (Eclo 3, 3-5).
E, sobretudo, nesta Família Sagrada encontramos o modelo perfeito de família cristã, conforme as palavras de Paulo: “Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor” (Cl 3, 17-20).
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