


Assim fala o Senhor: “Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma; pus meu espÃrito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os paÃses distantes esperam seus ensinamentos. Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituà como o centro de aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.
Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com santo ornamento! Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa. Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre! Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa-Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o EspÃrito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele”.
Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado; escutai-o, todos vós!
Naquele tempo, João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o EspÃrito Santo”. Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o EspÃrito, como pomba, descer sobre ele. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.
CarÃssimos irmãos e irmãs em Cristo nosso Senhor! Esta festa do Batismo do Senhor pode, eventualmente, ter sido transferida para o domingo anterior. E é possÃvel que a festa da Epifania tenha sido celebrada na sexta-feira passada, dia 6 de janeiro, na data que se costumava comemorar este evento litúrgico. Em todo caso, a festa do Batismos do Senhor se reveste de uma importância litúrgica singular, pois ela é um marco divisor no tempo litúrgico, no qual termina o Tempo do Natal e se inicia o longo perÃodo do Tempo Comum.
O Ano Litúrgico, tradicionalmente, se organizou tomando como base a vida de Jesus. Por isso, os grandes momentos da vida de Jesus determinaram os cinco grandes perÃodos litúrgicos da Igreja Católica. Assim sendo, no Tempo do Advento se celebra a expectativa da vinda de Jesus; no Tempo do Natal se celebra o nascimento de Jesus; no Tempo da Quaresma se celebra as tribulações e os sofrimentos de Jesus; no Tempo da Páscoa se celebra a morte e ressurreição de Jesus; e no Tempo Comum se celebra os três anos da vida pública e da evangelização de Jesus. Portanto, com o Batismo do Senhor, que inaugura um novo momento na vida de Jesus, se dá inÃcio à sua atividade pública e missionária. Também, de um modo semelhante, ocorreu na Igreja, pela sua liturgia. Assim sendo, a Igreja celebrando a festa litúrgica do Batismo de Jesus, deu inicio ao longo perÃodo do Tempo Comum.
Jesus, sujeitando-se ao rito do batismo nas águas do rio Jordão, estabeleceu o Batismo com um sacramento instituÃdo por ele mesmo, como um rito de iniciação necessário para obter a remissão dos pecados, se tornar discÃpulo dele, obter a graça da salvação e renascer para a vida nova em Cristo. Por certo, Jesus Cristo não precisava passar pelo rito do batismo. Porém, ele mesmo entendeu que seria conveniente fazê-lo, para dar o exemplo e para demonstrar a todos que o batismo é a porta de entrada do seu reino messiânico. O Batismo seria o sinal mais expressivo de que ele era, de fato, o Messias prometido e que todos esperavam. O próprio João Batista deu o seguinte testemunho sobre Jesus e sobre o seu batismo, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o EspÃrito Santo” (Mc 1, 7-8).
E, logo a seguir, “Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o EspÃrito, como pomba, descer sobre ele. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer” (Mc 1, 9-11). Deste modo, Jesus emergindo das águas batismais do rio Jordão foi glorificado pela unção do EspÃrito Santo e declarado pelo Pai como o seu Filho amado! Da mesma forma, todos nós quando banhados pelas águas de nosso batismo, somos purificados de nossos pecados, ungidos pelo EspÃrito Santo e declarados filhos de Deus!
E vendo Jesus saindo das águas, todos os anjos e santos que presenciaram este evento o aclamaram, dizendo: “Filhos de Deus, tributai ao Senhor Eis a voz do Senhor sobre as águas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa. Sua voz no trovão reboando! É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre” (Sl 28, 1; 3-9-10)! Pois, naquela hora “abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado; escutai-o, todos vós” (Mc 9, 6)!
Uma vez batizado e ungido pelo EspÃrito Santo, Jesus Cristo estava, a partir daquele momento, confirmado e estabelecido em sua missão salvÃfica e evangelizadora, como disse São Pedro: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o EspÃrito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele” (At 10, 37-38). Ou como disse o profeta IsaÃas: “Olhai e vede, irmãos, ‘eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma; pus meu espÃrito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruasEu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituàcomo o centro de aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas‘“ (Is 42, 1-2; 7).
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