

Assim diz o Senhor: “Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta. Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém; ele quebrará o arco de guerreiro, anunciará a paz às nações. Seu domínio se estenderá de um mar a outro mar, e desde o rio até aos confins da terra”.
Louvai o Senhor, bendizei-o; louvai o Senhor, servos seus, que celebrais o louvor em seu templo e habitais junto aos átrios de Deus! Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome suave! Escolheu para si a Jacó, preferiu Israel por herança. Eu bem sei que o Senhor é tão grande, que é maior do que todos os deuses. Ele faz tudo quanto lhe agrada, nas alturas dos céus e na terra, no oceano e nos fundos abismos.
Irmãos: Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós. Portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis.
Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra; pois revelais, ó Pai, os mistérios do teu Reino aos pequenos.
Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Caríssimos irmãos e irmãs. A Liturgia da Palavra deste domingo têm o propósito de despertar em nós a fé em nosso Senhor e Messias Jesus Cristo, reconhecendo-o e venerando-o como o nosso Rei e Pastor. Nas leituras que ouvimos, Jesus apresentou-nos os mistérios de seu Reino, no qual ele era o Pastor e o Rei deste povo e de cada pessoa em particular, que se unia a ele num compromisso de fé e de amor. Deste modo, Jesus Cristo haveria de governar, cuidar e apascentar o seu povo congregando-o em seu Reino, por toda a eternidade, da mesma forma como ele o fez quando esteve entre nós.
Por esta razão, caros irmãos, durante os três anos da sua vida pública, Jesus apascentou as suas ovelhas como um Pastor solícito e amável! Ele governou o seu povo como o Messias e Rei bondoso, promovendo de forma incansável o bem, a paz e a concórdia; fornecendo a todos os seus fiéis discípulos o pão da palavra e a luz de sua sabedoria. Indo, assim, ao encontro das multidões que se aglomeravam em torno dele, e de cada pessoa em particular que vinha até ele. Jesus Cristo, por todos os lados onde ia, tratava a todos com muita brandura e delicadeza, com toda bondade e misericórdia, dizendo abertamente a todos aqueles que se aproximavam dele: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso” (Mt 11, 29).
Por isso, estando diante de uma grande multidão de pessoas, Jesus convidava a todos a se aproximarem dele sem nenhum receio, e que depositassem nele, com toda confiança, as suas vidas, dizendo: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 25, 28-30).
E Jesus proclamava a todos que o ouviam, em forma de oração, declarando que ele era o Mestre divino que tinha uma doutrina que ele trazia da parte de Deus, o seu Pai, e que era destinada a todas as pessoas que o acolhessem com simplicidade e fé, dizendo: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 25, 25- 27).
Este Jesus, revestido da majestade divina, como Senhor e Rei do universo, quis ser visto não como um simples profeta mas como o Messias e Rei, como o Pastor e Senhor “manso e humilde”. Por isso, o Profeta Zacarias o proclamava com alegria, anunciando este futuro Messias, Senhor e Pastor, que, ao entrar em Jerusalém tomaria posse de sua cidade, dizendo: “Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta. Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém” (Zc 9, 9-10).
No entanto, caros irmãos, Jesus continua exercendo, por toda eternidade, o seu ministério divino de Rei, Pastor e Senhor de nossas vidas, morando em nossos corações, junto com o Espírito Santo. Eis que, depois de sua morte e ressurreição, Jesus haveria de permanecer conosco na sua forma divina e espiritual, junto com o Pai e o Espírito Santo, como disse o apóstolo Paulo: “Pois vós não viveis mais segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós” (Rm 8, 9; 11).
E, por fim, o Espírito Santo confirmou tudo isto, dizendo: “Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei, e bendizer o vosso nome pelos séculos. Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura” (Sl 144, 1-2; 8-9).
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