Assim diz o Senhor: 9“Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta. 10Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém; ele quebrará o arco de guerreiro, anunciará a paz às nações. Seu domínio se estenderá de um mar a outro mar, e desde o rio até aos confins da terra”.
Louvai o Senhor, bendizei-o; * louvai o Senhor, servos seus, 2que celebrais o louvor em seu templo * e habitais junto aos átrios de Deus! 3Louvai o Senhor, porque é bom; * cantai ao seu nome suave! 4Escolheu para si a Jacó, * preferiu Israel por herança. 5Eu bem sei que o Senhor é tão grande, * que é maior do que todos os deuses. 6Ele faz tudo quanto lhe agrada, † nas alturas dos céus e na terra, * no oceano e nos fundos abismos.
Irmãos: 9Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós. 12Portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. 13Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis.
Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra; pois revelais, ó Pai, os mistérios do teu Reino aos pequenos.
Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: 25“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Caríssimos irmãos e irmãs. A Liturgia da Palavra deste domingo têm o propósito de despertar em nós a fé em nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo, reconhecendo-o e venerando-o como o nosso Rei e nosso Pastor. Nas leituras que ouvimos, Jesus se apresentou como o Pastor e Rei de seu povo e de cada pessoa em particular. Deste modo ele governa, cuida e apascenta o seu povo, da forma como ele o fez quando esteve entre nós.
Deste modo, caros irmãos, durante os três anos da vida pública de Jesus, ele apascentou as suas ovelhas como um Pastor solícito e amável. Ele governou o seu povo como o Messias e rei bondoso, promovendo, de forma incansável, o bem, a paz e a concórdia; indo ao encontro das multidões que se aglomeravam em torno dele, e de cada pessoa em particular que vinha ao seu encontro. Ele tratava a todos com muita brandura e delicadeza, com toda bondade e misericórdia, que eram as atitudes características de nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso, Jesus estando diante de uma grande multidão de pessoas, ele convidava a todos a se aproximarem dele sem nenhum receio, e que depositassem nele, com toda confiança, as suas vidas, dizendo: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 25, 28-30).
E Jesus proclamava a todos que o ouviam, em forma de oração, declarando que ele era o Mestre divino que tinha uma doutrina que veio de Deus, e que era destinada a todas as pessoas que o acolhessem com simplicidade e fé, dizendo: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 25, 25- 27).
Este Jesus, revestido da majestade divina de Rei e Senhor do universo, quis ser visto como o Rei, o Pastor e o Senhor “manso e humilde”. Por isso o Profeta Zacarias proclamou com alegria, anunciando este Jesus Messias, Senhor e Pastor, que, ao entrar em Jerusalém, ele tomaria posse de sua cidade, dizendo: “Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta. Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém.” (Zc 9, 9-10).
No entanto, caros irmãos, Jesus continuou exercendo o seu ministério divino de ser o nosso Rei, o nosso Pastor e o Senhor de nossas vidas, morando nos nossos corações. Eis que, depois de sua morte e ressurreição, Jesus haveria de permanecer conosco na sua forma divina e espiritual, junto com o Pai e o Espírito Santo, como disse o apóstolo Paulo: “Pois vós não viveis mais segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós (Rm 8, 9; 11).
E, por fim, o Espírito Santo confirmou tudo isto, dizendo: “Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei, e bendizer o vosso nome pelos séculos. Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura” (Sl 144, 1-2; 8-9).
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