

Quando Pedro estava para entrar em casa, Cornélio saiu-lhe ao encontro, caiu a seus pés e se prostrou. Mas Pedro levantou-o, dizendo: “Levanta-te. Eu, também, sou apenas um homem”. Então, Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença”. Pedro estava ainda falando, quando o EspÃrito Santo desceu sobre todos os que ouviam a palavra. Os fiéis de origem judaica, que tinham vindo com Pedro, ficaram admirados de que o dom do EspÃrito Santo fosse derramado também sobre os pagãos. Pois eles os ouviam falar e louvar a grandeza de Deus em lÃnguas estranhas. Então Pedro falou: “Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas que receberam, como nós, o EspÃrito Santo?” E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Eles pediram, então, que Pedro ficasse alguns dias com eles.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodÃgios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a salvação, e à s nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
CarÃssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vÃtima de reparação pelos nossos pecados.
Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discÃpulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome,
ele vo-lo concederá. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.
CarÃssimos irmãos e irmãs do Cristo Ressuscitado! A Liturgia da Palavra deste sexto Domingo da Páscoa nos apresenta Jesus Cristo como o Homem-Deus Ressuscitado, cheio de amor pelos seus discÃpulos e amigos. Ele demonstrou ser Deus que tinha uma predileção pelos que o temem e que cumprem os seus mandamentos, vivendo na justiça e na santidade! E todos aqueles que fossem justificados pelo Cristo Redentor receberiam as graças e os dons do EspÃrito Santo!
Toda a pregação de Jesus, caros irmãos, estava impregnada de um amor humano e divino, pleno de bondade, de mansidão e de misericórdia; cujo amor não se deixava levar por nenhum tipo de amargura ou indiferença pela pessoa amada, diante de qualquer ofensa ou pecado que viessem a praticar! Por isso, os amigos e os discÃpulos de Jesus logo se arrependem e procuram reconciliar-se com ele, quando caem no pecado! Neste caso, os amigos e discÃpulos de Jesus se sentem espontaneamente atraÃdos por este amor de Cristo, ao ponto de corresponderem a ele num sincero e verdadeiro amor mútuo, como disse Jesus: “Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos” (Jo 14, 23). Pois, o amor de Cristo para conosco é um amor inteiramente impregnado de bondade divina e de compaixão, que veio até nós para nos livrar de nossos pecados e de nos salvar! Por isso, o seu amor é um amor espiritual e generoso, voltado inteiramente para o nosso bem e para a nossa salvação!
Jesus mesmo declarou este seu divino amor para conosco, dizendo: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor” (Jo 15, 9-10). Por isso, os amigos do Senhor só conseguem permanecer no amor a Deus, se perseverarem no caminho de salvação, que consiste em praticar rigorosamente os seus mandamentos, afastando-se de todo tipo de pecado.
As leituras que ouvimos são uma demonstração do amor do coração humano e divino de Cristo, dirigido de forma privilegiada aos seus discÃpulos, aos seus amigos e aos fiéis cristãos! É um amor que Jesus dedica de modo especial à s pessoas que acreditam nele e se comprometem a guardas a sua palavra, aplicando em suas vidas os seus mandamentos. Estes que amam Jesus Cristo na justiça e na santidade tornam-se seus verdadeiros amigos, conforme as suas palavras: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15, 9-10; 14).
E para confirmar estas palavras de Cristo, São João – o Apóstolo do amor de Cristo – convocou os cristãos espalhados em todo o mundo a rivalizarem-se entre si no amor fraterno, em suas comunidades. Pois, segundo ele, o amor vem de Deus e é o que mais lhe agrada quando ele vê os seus amigos se tratarem no amor fraterno. É nisto que consiste a vida cristã: O amor a Deus e o amor fraterno! Por isso, ele disse: “CarÃssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vÃtima de reparação pelos nossos pecados” (1Jo 4, 8-10).
Da mesma forma como Jesus Cristo amou os seus amigos e discÃpulos, que se ligaram a ele numa comunidade de fé e de amor, ele também dispensa um amor privilegiado aos justos e aos que temem ao Senhor, aonde quer que eles estejam, mesmo não sendo cristãos. Como testemunhou São Pedro, quando foi visitar Cornélio, que era pagão e centurião romano. Assim disse Pedro, expressando o amor de Cristo por todos os homens que vivem na justiça e no temor de Deus, dizendo: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença” (At 10, 34-35). E, para corroborar as palavras de Pedro, o Espirito Santo foi derramado sobre Cornélio e sobre todos os pagãos que estavam ali reunidos, ouvindo as palavras de Pedro. E para demonstrar que Jesus Cristo estava abraçando e acolhendo todos eles na sua Igreja, com muito amor, disse Pedro: “Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas que receberam, como nós, o EspÃrito Santo?” E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Eles pediram, então, que Pedro ficasse alguns dias com eles” (At 10, 47-48).
Assim sendo, todos os cristãos – amigos e discÃpulos de Cristo – devem sempre agradecer e louvar a Deus, dizendo: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo! O Senhor fez conhecer a salvação, e à s nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai” (Sl 97, 1-4)!
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