Quando Pedro estava para entrar em casa, Cornélio saiu-lhe ao encontro, caiu a seus pés e se prostrou. 26Mas Pedro levantou-o, dizendo: “Levanta-te. Eu, também, sou apenas um homem”. 34Então, Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença”. 44Pedro estava ainda falando, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a palavra. 45Os fiéis de origem judaica, que tinham vindo com Pedro, ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado também sobre os pagãos. 46Pois eles os ouviam falar e louvar a grandeza de Deus em línguas estranhas. Então Pedro falou: 47“Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas que receberam, como nós, o Espírito Santo?” 48E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Eles pediram, então, que Pedro ficasse alguns dias com eles.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, * porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo * alcançaram-lhe a vitória. 2O Senhor fez conhecer a salvação, * e às nações, sua justiça; 3recordou o seu amor sempre fiel * pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram * a salvação do nosso Deus. 4Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, * alegrai-vos e exultai!
Caríssimos: 7Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.
Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9“Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome,
ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.
Caríssimos irmãos e irmãs do Cristo Ressuscitado! A Liturgia da Palavra deste sexto Domingo da Páscoa nos apresenta Jesus Cristo como o Homem-Deus Ressuscitado, cheio de amor pelos seus discípulos e amigos que o temem e que cumprem os seus mandamentos.
Toda a pregação de Jesus, caros irmãos, está impregnada de um amor divino pleno de bondade e mansidão, que não se deixa levar por nenhum tipo de amargura ou de frieza da parte da pessoa amada. Os amigos e discípulos de Jesus se sentem espontaneamente atraídos por este amor de Cristo, ao ponto de corresponderem a ele num sincero e verdadeiro amor mútuo, como disse Jesus: “Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos” (Jo 14, 23). Pois, o amor de Cristo para conosco é um amor inteiramente impregnado da bondade divina e de compaixão, que veio até nós para nos salvar. Por isso, o seu amor é um amor espiritual e generoso, voltado inteiramente para o nosso bem e para a nossa salvação!
Jesus mesmo declarou este seu divino amor para conosco, dizendo: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor” (Jo 15, 9-10). Por isso, os amigos do Senhor só conseguem permanecer nos amor a Deus, se perseverarem no caminho de salvação, que consiste em praticar rigorosamente os seus mandamentos.
As leituras que ouvimos são uma demonstração do amor do Coração humano e divino de Cristo, dirigido de forma privilegiada aos seus discípulos, aos seus amigos e aos fiéis cristãos! É um amor que Jesus dedica de modo especial às pessoas que acreditaram nele e se comprometeram a guardas a sua palavra, aplicando em suas vidas os seus mandamentos. Estes se tornam os verdadeiros amigos de Jesus Cristo, conforme as suas palavras: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15, 9-10; 14).
E para confirmar estas palavras de Cristo, São João – o Apóstolo do amor de Cristo – convocou os cristãos espalhados em todo o mundo a rivalizarem-se entre si no amor fraterno, em suas comunidades. Pois, segundo ele, o amor vem de Deus e é o que mais lhe agrada quando ele vê os seus amigos se tratarem no amor fraterno. É nisto que consiste a vida cristã: O amor a Deus e o amor fraterno! Por isso, ele disse: “Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados” (1Jo 4, 8-10).
Da mesma forma como Jesus Cristo ama os seus amigos e discípulos, que se ligaram a ele numa comunidade de fé e de amor, ele também dispensa um amor privilegiado aos justos e aos que temem a Deus, aonde quer que eles estejam, mesmo não sendo cristãos. Como testemunhou São Pedro, quando foi visitar Cornélio, que era pagão e centurião romano. Assim disse Pedro, expressando o amor de Cristo por todos os homens que vivem na justiça e no temor de Deus, dizendo: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença” (At 10, 34-35). E, para corroborar as palavras de Pedro, o Espirito Santo foi derramado sobre Cornélio e sobre todos os pagãos que estavam ali reunidos, ouvindo as palavras de Pedro. E para demonstrar que Jesus Cristo estava abraçando e acolhendo todos eles na sua Igreja, com muito amor, disse Pedro: “Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas que receberam, como nós, o Espírito Santo?” E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Eles pediram, então, que Pedro ficasse alguns dias com eles” (At 10, 47-48).
Assim sendo, todos os cristãos – amigos de Cristo – devem sempre agradecer e louvar a Deus, dizendo: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo! O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai” (Sl 97, 1-4)!
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