Assim diz o Senhor: 7Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. 8Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: “Eis-me aqui”. Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.
Uma luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez. 4Ele é correto, generoso e compassivo,* como luz brilha nas trevas para os justos. 5Feliz o homem caridoso e prestativo,* que resolve seus negócios com justiça. 6Porque jamais vacilará o homem reto,* sua lembrança permanece eternamente! 7Ele não teme receber notícias más:* confiando em Deus, seu coração está seguro. 8Seu coração está tranquilo e nada teme* 9Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez* e crescerão a sua glória e seu poder.
Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens.
Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; e terá a luz da vida, quem se fizer meu seguidor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje faz uma catequese completa sobre a luz de Deus neste mundo. Primeiramente Jesus se apresentou como a Luz do mundo. Pois ele, ao vir a este mundo, veio iluminar os homens com uma luz espiritual e divina. A seguir, nos foi dito que todo discípulo fiel a Jesus Cristo, se tornaria luz do mundo, transmitindo aquela luz de Cristo que estaria nele. E por último, a Liturgia da Palavra nos mostra que todas as boas obras são, de alguma forma, manifestações da luz divina.
Na verdade, Jesus Cristo, por ser o Filho de Deus, tinha a missão de iluminar, com a luz sobrenatural da graça, aqueles que estavam caminhando às cegas, em meio às trevas deste mundo! Por isso, tanto a pessoa de Cristo, quanto as suas palavras e as suas obras eram manifestações desta luz divina. Jesus mesmo deu testemunho desta luz que dele emanava, dizendo: “Eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; e terá a luz da vida, quem se fizer meu seguidor” (Jo 8, 12).
Assim sendo, todos aqueles que se tornassem discípulos de Cristo, estabelecendo com ele uma comunhão de vida muito estreita, seriam envolvidos por esta luz divina e espiritual que irradiava da face de Cristo. Desta forma, uma vez iluminados e repletos desta luz, todo bom discípulo se tornaria, por sua vez, luz do mundo, assim como Jesus era a luz do mundo (Cfr. Jo 8, 12). Por isso, Jesus disse aos seus discípulos: “Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa” (Mt 5, 14-15).
Por outro lado, a Liturgia da Palavra desenvolveu a ideia de que as obras de misericórdia realizadas pelos discípulos – praticadas na humildade e na generosidade de coração – seriam obras de luz, perfeitamente percebidas por Deus e por aqueles que conseguem enxerga as coisas espirituais e inteligíveis, pelos olhos da fé. Assim sendo as boas obras realizadas pelo influxo da graça divina, emanam espontaneamente aquela luminosidade espiritual do bem e da caridade. Por isso, disse Jesus aos seus discípulos, estimulando-os na prática das virtudes e das boas obras, dizendo: “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 16).
Se o fiel discípulo de Cristo praticar as boas obras, como diz o profeta Isaías: “Brilhará sua luz como a aurora” (Is 58, 8)! E ainda, se o justo praticar a justiça e as obras de misericórdia, como diz Isaías: “nascerá nas trevas a sua luz e sua vida obscura será como o meio-dia” (Is 58, 10). Ou como diz o próprio Senhor Jesus aos seus discípulos, no Evangelho que acabamos de ouvir: “Vós sois a luz do mundo. E que brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 14-15).
Pois, “uma luz há de brilhar nas trevas para o justo, e o bem que ele fez permanece para sempre” (Sl 111, 4)! Desta forma, as obras de misericórdia praticadas pelo fiel discípulo – com humildade e sem ostentação -, repletas da graça divina, fazem com que estas boas obras resplandeçam aquela luz espiritual, no meio das trevas deste mundo, que está submerso nas trevas espirituais do mal e do pecado. Portanto, “se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia” (Is 58, 10).
O Apóstolo Paulo, saindo pelo mundo a anunciar o Evangelho de Cristo e os mistérios divinos, era como uma lâmpada que iluminava a luz divina neste mundo de trevas e escuridão. As suas palavras eram repletas de luz que dissipava as trevas do pecado e abria os olhos dos incrédulos. Por isso, ele anunciava a pessoa de Jesus Cristo Crucificado com uma pregação que não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, para que a fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens” (Cfr. 1Cor 1, 1-5).
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