

Jó disse: “Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? Como um escravo suspira pela sombra, como um assalariado aguarda sua paga, assim tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimento. Se me deito, penso: Quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até ao anoitecer. Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear, e se consomem sem esperança. Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade!
Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor, ele o merece! O Senhor reconstruiu Jerusalém, e os dispersos de Israel juntou de novo. ele conforta os corações despedaçados, ele enfaixa suas feridas e as cura; fixa o número de todas as estrelas e chama a cada uma por seu nome. É grande e onipotente o nosso Deus, seu saber não tem medida nem limites. O Senhor Deus é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os que são Ãmpios.
Irmãos: Pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possÃvel. Com os fracos, eu me fiz fraco, para ganhar os fracos. Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele.
Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas.
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuÃdos pelo demônio. A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, à s aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste domingo nos mostra a jornada de um dia na vida de Jesus. Todas as leituras, a certo modo, se referem ao trabalho missionário de Cristo, empenhado no ensino de sua sabedoria de vida e do seu Evangelho.
O Evangelista Marcos, logo no começo do seu Evangelho, nos deu uma demonstração muito resumida de um dia de trabalho de Jesus Cristo, no qual ele se dedicava inteiramente à obra de evangelização. Assim sendo, num dia de sábado, na parte da manhã, todos estavam reunidos na Sinagoga, na qual Jesus dera a sua mensagem. Depois disto, Jesus e os discÃpulos foram à casa de Pedro, na qual encontraram sua sogra acamada e com febre. Jesus imediatamente a curou e, assim, ela pôs-se a servi-los, oferecendo-lhes o almoço (Cfr Mc 1, 29-31).
Ao cair da tarde, Jesus atendeu a uma multidão de pessoas, que se aglomerava bem de fronte à casa de Pedro, para vê-lo e ouvi-lo. Jesus, com toda delicadeza e bondade, acolhia a todos, realizando inúmeras curas e milagres. Esta solicitude de Cristo pelos sofredores e pelos enfermos – curando-os e consolando-os – era a atitude que mais impressionava as pessoas. Como disse o Evangelista Mateus: “Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas” (Mt 8, 17). Feito isto, depois de um rápido descanso, já de madrugada, Jesus retirou-se para rezar (Cfr Mc 1, 32-35).
Primeiramente podemos dizer que as palavras de Paulo, a respeito do seu ministério de evangelização se aplicam, sobretudo, ao nosso Senhor Jesus Cristo, quando ele diz: “Pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado” (1Cor 9, 16-17).
São Paulo aprendeu de Cristo o modo como devia se comportar o apóstolo na hora de evangelizar. Assim como Jesus, Paulo dizia que ele estava muito feliz e sentia-se devidamente recompensado por Deus, ao se dedicar inteiramente à obra da evangelização, para conquistar o máximo de pessoas para Cristo e para que estes alcancem a sua salvação, quando dizia: “Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possÃvel. Com os fracos, eu me fiz fraco, para ganhar os fracos. Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele” (1Cor 9, 18-23).
A pregação evangélica de Jesus consistia basicamente em exortar as pessoas a levarem uma conduta de vida honesta e tranquila. E assim, instruÃdos com a sabedoria do Evangelho, as pessoas estariam capacitadas a conformar as suas vidas aos mandamentos divinos e aos preceitos do Evangelho de Cristo Senhor! Todos deviam suportar as adversidades da vida com paciência e humildade, como fez Jesus Cristo e como disse Jó: “Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Como um escravo suspira pela sombra, como um assalariado aguarda sua paga, assim tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimento. Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade” (Jó 7, 1-3; 7)!
Ou ainda, caros irmãos, como dizia o sábio profeta Davi em seu salmo: “Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor, ele o merece! É grande e onipotente o nosso Deus, seu saber não tem medida nem limites. O Senhor Deus é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os que são Ãmpios” (Sl 146, 4-6).
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