

Assim diz o Senhor: Não oprimas nem maltrates o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito. Não façais mal algum à viúva nem ao órfão. Se os maltratardes, gritarão por mim, e eu ouvirei o seu clamor. Minha cólera, então, se inflamará e eu vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas e órfãos os vossos filhos. Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, a um pobre que vive ao teu lado, não sejas um usurário, dele cobrando juros. Se tomares como penhor o manto do teu próximo, deverás devolvê-lo antes do pôr do sol. Pois é a única veste que tem para o seu corpo, e coberta que ele tem para dormir. Se clamar por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.
Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação. Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! e dos meus perseguidores serei salvo! Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! Concedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido.
Irmãos: Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. Assim vos tornastes modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia. Com efeito, a partir de vós, a Palavra do Senhor não se divulgou apenas na Macedônia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus propagou-se por toda parte. Assim, nós já nem precisamos de falar, pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir.
Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.
Naquele tempo, Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Jesus respondeu: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.
Caros irmãs e irmãs, paz e bem! A Liturgia da Palavra deste domingo nos apresenta aquilo que está no centro, no coração do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo: O amor a Deus e o amor ao próximo! Com efeito, todas as leituras da Liturgia da Palavra de hoje confirmam isto e são unânimes em dizer que realizamos com perfeição a vontade de Deus e toda a sua Lei, praticando com solicitude o amor a Deus e o amor fraterno!
O Evangelho que nós ouvimos demonstrou que a conduta humana que mais agrada a Deus é o amor. Pois, pelo amor, o homem torna-se agradável a Deus por praticar com solicitude e com boa disposição a vontade de Deus e os seus mandamentos. Entretanto, como o amor se mostra na forma de um ato humano extremamente amplo e complexo, ele precisa ser explicado em seus detalhes mais concretos. Por isso, nós precisamos ser instruídos na prática do amor por pessoas sábias e entendidas neste assunto. E, neste caso, Jesus Cristo, o nosso Mestre, junto com seus profetas e apóstolos, todos são unânimes em dizer que, muito além de um sentimento de afeição, o amor é um ato de nossa vontade de bem querer e de bem tratar a Deus e ao próximo. Por isso, o amor está, segundo a Palavra de Deus, voltado para três sujeitos específicos: a Deus; ao próximo; e a mim mesmo! Assim sendo, segundo Jesus Cristo, este amor deve ser orientado, primeiramente e sobretudo, a Deus, da seguinte forma: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento’! Esse é o maior e o primeiro mandamento” (Mt 22, 37-38).
Deste modo, todo cristão e discípulo de Cristo que trouxer a Deus em seu coração, estaria sempre pronto e disposto a amar a Deus e ao próximo, do modo como o Senhor quer que amemos. Como disse Jesus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos” (Jo 14, 23).
Neste sentido, caros irmãos, Deus deveria ser visto por nós tanto como a fonte de todo amor, bem como o merecedor do nosso amor maior, na máxima intensidade e capacidade! O profeta Davi expressou muito bem este amor a Deus, dizendo: “Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação. Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga sois meu escudo e proteção: em vós espero! Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador” (Sl 17, 2-3; 47)!
A seguir, depois de falar sobre o amor a Deus, Jesus apresentou-nos o amor ao próximo e o amor a nós mesmos; dando a entender que o amor ao próximo deveria andar sempre junto como o amor próprio e com o amor a Deus. Pois, o amor ao próximo deveria acontecer na mesma medida e intensidade do amor que nós devemos ter por nós mesmos! Ou seja, deveríamos amar o próximo com os mesmos propósitos e com a mesma intensidade que nós amamos a nós mesmos. Por isso, ele estabeleceu como critério de amor ao próximo, o mesmo amor que temos naturalmente para conosco mesmos. Por isso, Jesus disse: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 39).
Porém, em relação ao amor ao próximo, nós precisamos ser educados para praticá-lo corretamente. Por isso, precisamos receber de Deus e dos nossos mestres e educadores as orientações e os estímulos que nos movam ao amor e à caridade. Neste caso, a Palavra de Deus nos alerta para certas práticas do amor ao próximo, que facilmente negligenciamos; tais como a compaixão pelos pobres, pelos excluídos e pelos necessitados. Então, o Senhor nos chamou a atenção, por meio das palavras de Moisés, dando as seguintes orientações: “Não oprimas nem maltrates o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito. Não façais mal algum à viúva nem ao órfão. Se os maltratardes, gritarão por mim, e eu ouvirei o seu clamor. Se tomares como penhor o manto do teu próximo, deverás devolvê-lo antes do pôr do sol. Se clamar por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso” (Ex 22, 20-26).
São Paulo, na Carta aos Tessalonicenses, deu-nos um belo testemunho, enaltecendo o amor a Deus e o amor mútuo, apresentando-se a si mesmo como modelo a ser imitado, sobretudo no modo ele tratou a todos na comunidade. Todos os membros da comunidade cristã deveriam se tratar como irmãos de uma grande família. Ou seja, o amor fraterno e o amor a Deus deveriam ser as normas supremas no convívio dos irmãos dentro da Igreja e no seu relacionamento com Deus e no relacionamento mútuo. Por isso, recordando o testemunho de vida e de amor de Jesus Cristo e do próprio apóstolo, Paulo, então, disse aos tessalonicenses: “Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. Assim, nós já nem precisamos de falar, pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir” (1Ts 1, 5-6; 9-10).
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