

Naqueles dias, veio também um homem de Baal-Salisa, trazendo em seu alforje para Eliseu, o homem de Deus, pães dos primeiros frutos da terra: eram vinte pães de cevada e trigo novo. E Eliseu disse: “Dá ao povo para que coma”. Mas o seu servo respondeu-lhe: “Como vou distribuir tão pouco para cem pessoas?” Eliseu disse outra vez: “Dá ao povo para que coma; pois assim diz o Senhor: ‘Comerão e ainda sobrará'”. O homem distribuiu e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor.
Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura. É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca de todo aquele que o invoca lealmente.
Irmãos: Eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espÃrito pelo vÃnculo da paz. Há um só Corpo e um só EspÃrito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos.
Um grande profeta surgiu, e entre nós ele se mostrou; é Deus quem visita o seu povo!
Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de TiberÃades. Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se aÃ, com os seus discÃpulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer.Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. Um dos discÃpulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discÃpulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje professa, com toda a confiança, que o mesmo Deus que providencia o alimento do pão para sustentar o nosso corpo, é também aquele que nos alimenta com o pão de sua Palavra, para sustentar o nosso espÃrito! Acreditamos também, que este Deus que providenciou os pães de forma extraordinária e miraculosa, através de Jesus Cristo e do profeta Elizeu, era o mesmo Deus que providenciou o pão espiritual de sua Palavra para nos dar vida e salvação!
Assim sendo, caros irmãos, os milagres da multiplicação dos pães, efetuados por Jesus e pelo profeta Elizeu, nos apresentam três significados espirituais muito importantes. O primeiro significado espiritual deste evento extraordinário e sobrenatural, seria a conexão estreita que existia entre os milagres da multiplicação dos pães e o ministério profético da Palavra de Deus. Pois, o anúncio profético da Palavra de Deus era tão extraordinário e divino quanto os milagres da multiplicação dos pães. O segundo significado estaria no sentido de que a finalidade dos milagres da multiplicação dos pães não consistia apenas em saciar a fome de pão, mas indicava os poderes divinos da palavra de Cristo e dos profetas que realizaram aqueles milagres. E o terceiro significado estaria no fato de que os profetas e apóstolos deveriam distribuir à s multidões a palavra de vida e salvação, da mesma forma como eles distribuÃram os pães milagrosamente multiplicados por Deus.
Tendo presente tais considerações, entenderemos o significados dos milagres realizados por Deus, pelas palavras de Cristo e do profeta Elizeu. Conforme as palavras do profeta Elizeu que disse: “‘Dá ao povo para que coma’. Mas o seu servo respondeu-lhe: ‘Como vou distribuir tão pouco para cem pessoas?’ Eliseu disse outra vez: ‘Dá ao povo para que coma; pois assim diz o Senhor: ‘Comerão e ainda sobrará’. O homem distribuiu e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor” (2Rs 4, 42-44).
Jesus Cristo, por sua vez, vendo aquela enorme multidão de pessoas que se aglomerava em torno dele, para ouvir o seu evangelho e ver os prodÃgios que ele realizava, aproveitou-se daquela circunstância para dar um testemunho de sua condição divina, fazendo o milagre da multiplicação dos pães. Por isso, Jesus ordenou aos seus discÃpulos, sem invocar a Deus, dizendo-lhes: “‘Fazei sentar as pessoas’. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “‘ste é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo'” (Jo 6, 10-11; 14).
Enfim, caros irmãos, todos aqueles que presenciaram estes milagres de Jesus, admirados e cheios de fé diziam: “Um grande profeta surgiu, e entre nós ele se mostrou; é Deus quem visita o seu povo” (Lc 7, 16)! Ou ainda, podemos ouvir o belo testemunho de fé do apóstolo São Paulo, que disse: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos” (Ef 4, 5-6).
Desta forma, todos nós, unidos aos apóstolos e aquela grande multidão de judeus que presenciou aquele prodÃgio tão extraordinário do milagre da multiplicação dos pães, louvemos ao nosso Deus que tudo nos providencia. E sobretudo, agradeçamos ao nosso Salvador Jesus Cristo, que providencia tudo aquilo que precisamos para a nossa vida e a nossa salvação, dizendo: “Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura. É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz” (Sl 144, 11; 15-17).
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