

Moisés falou ao povo dizendo: “O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar. Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: ‘Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus, nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo’. Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome.Mas o profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei ou se falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer'”.
Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. Oxalá ouvÃsseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.
Irmãos: Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solÃcito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espÃrito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. Digo isto para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.
O povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sombras da morte.
Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. Estava então na sinagoga um homem possuÃdo por um espÃrito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” Então o espÃrito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espÃritos maus, e eles obedecem!” E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste 4º Domingo do Tempo Comum nos apresenta Jesus Cristo como aquele profeta que Deus prometera a Moisés, dizendo: “O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar” (Dt 18, 15). E assim, iluminado pela luz deste profeta, “o povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sombras da morte” (Mc 4, 16).
O primeiro profeta do Antigo Testamento que profetizou sobre Jesus Cristo foi Moisés. Ele alertou o povo de Israel, no final de sua vida, dizendo que haveria de aparecer nos tempos futuros um profeta semelhante a ele. Por isso, ele os exortava para que todos estivessem muito atentos para acolher bem este Profeta, pois ele seria muito mais importante que o próprio Moisés, dizendo: “Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome” (Dt 18, 17-19).
Mais tarde o rei Davi voltou a advertir o povo de Israel para que estivesse atento para ouvir a Palavra de Deus que seria anunciada pelo Divino Pastor e Profeta, dizendo: “Oxalá ouvÃsseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras” (Sl 94, 8-9). E conclamava a todos os fiéis judeus a irem ao encontro deste Profeta, o Divino Pastor de Israel e de todo o gênero humano, dizendo: “Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão” (Sl 94, 1-2; 6-7).
Jesus, o Messias e Divino Profeta, quando iniciou a sua vida pública anunciando o seu Evangelho da Boa-Nova em Cafarnaum, entrou na sinagoga, num dia de Sábado. Estando ali, na cidade onde ele morava, “num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar” (Mc 1, 21). Sem que eles soubessem que este Jesus era aquele poderoso Profeta prometido por Moisés e por todos os antigos profetas, Jesus começou a profetizar de uma forma tão extraordinária que “todos ficaram admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei” (Mc 1, 22). Deste modo, todas estas pessoas ficaram radiantes de alegria, ao se sentirem iluminados por palavras tão repletas da luz divina. Pois, “o povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sombras da morte” (Mc 4, 16).
Logo a seguir Jesus mesmo se apresentou, discretamente, como o poderoso Profeta e Divino Pastor de Israel, quando mostrou toda a sua força no confronto com o espÃrito mau, que ali se manifestou. O demônio, confuso e enfurecido com Jesus, começou a perturbá-lo na sua pregação, gritando: “‘Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus’. Jesus o intimou: ‘Cala-te e sai dele!’ Então o espÃrito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: ‘O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espÃritos maus, e eles obedecem!’ E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia” (Mc 1, 24-28).
São Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, convocava a todos os que se convertiam ao seu Evangelho a dedicarem-se inteiramente ao Senhor Jesus Cristo, quer sejam solteiros ou casados. Pois “o homem não casado é solÃcito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espÃrito” (1Cor 7, 32-34). Entretanto, todos deveriam perseverar no discipulado do Senhor, quer sejam os que estão casados ou aqueles que se mantém solteiros; Todos os cristãos devem permanecerem congregados na Igreja, para alcançar a sua salvação, como concluiu Paulo, dizendo: “O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações” (1Cor 7, 35).
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