

No tempo passado o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações. O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. Pois o jugo que oprimia o povo, – a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais – tu os abateste como na jornada de Madiã.
O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!
Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. Digo isto, porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”; ou: “Eu sou de Apolo”; ou: “Eu sou de Cefas”; ou: “Eu sou de Cristo!” Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados? De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.
Jesus Cristo anunciava a Boa Nova do Reino e curava, com poder, as dores do seu povo.
Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram. Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. Eles, imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.
Caríssimos discípulos e discípulas do Senhor! A Liturgia da Palavra deste terceiro domingo do Tempo Comum nos apresenta Jesus Cristo iniciando a sua obra missionária entre os judeus da Galileia. Depois de passar trinta anos numa vida discreta e oculta Jesus se manifestou ao mundo, iniciando a sua vida pública, anunciando o Evangelho de Salvação. Desta forma, “Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo” (Mt 4, 23).
Em vários momentos de sua vida pública, Jesus Cristo fez referência a uma luz espiritual e divina que ele trazia dentro de si, para dissipar as trevas do pecado, e, assim, iluminar os caminhos da vida e da salvação dos homens neste mundo. Em todo caso, esta luz divina que resplandecia na face de Cristo – que era percebida apenas com os olhos da fé -, tornava as pessoas capazes de entender e enxergar as coisas de Deus e os mistérios da salvação de Cristo. Quando Jesus começou a sua vida pública, como profeta itinerante a anunciar o seu Evangelho em toda a Galileia, ele se apresentou pessoalmente como a Luz Divina que veio iluminar as trevas deste mundo, cumprindo a profecia de Isaías, que dizia: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz” (Mt 4, 15-16).
E, esta luz de Cristo, que veio brilhar neste mundo, devia iluminar as mentes humanas e abrir-lhes os olhos da fé, mediante aquelas palavras cheias de luz e de sabedoria, que resplandeciam na pregação do seu Evangelho, ao dizer a todos: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 4, 17).
Este Jesus que caminhava, humilde e despretensiosamente pelas ruas da cidade de Cafarnaum, anunciando simplesmente a mensagem do seu evangelho, dizia: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 4, 17). E, andando na praia, abordou aqueles pescadores com toda a bondade, chamando-os a serem seus discípulos, da seguinte forma: “Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse a eles: ‘Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens’. Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram” (Mt 4, 17-20) .
A seguir, prosseguindo em sua pregação itinerante, “Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo” (Mt 4, 23). Cumpria-se, assim, as palavras do profeta que disse: “O Senhor recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações. O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos” (Mt 4, 15-16. Is 8, 23; 9, 1-2).
São Paulo, no início de sua Carta aos Corintos, declarou aos irmãos daquela comunidade qual era o propósito de sua pregação, da sua fé e do seu Evangelho, dizendo-lhes: “De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria” (1Cor 1, 17).
Desta forma, voltando nossos olhos para o Senhor Jesus e professando a nossa fé, deixemo-nos levar pelo desejo sincero de contemplá-lo eternamente nos céus. E assim, envolvidos por uma tal esperança, proclamemos a seguinte oração, dizendo: “O Senhor é minha luz e salvação! Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor” (Sl 26, 1; 4; 13-14)!
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