

Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e adulterar balanças, dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?” Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”.
Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus. Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra? Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para fazê-lo assentar-se com os nobres, assentar-se com nobres do seu povo.
Caríssimo: Antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador; ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, que se entregou em resgate por todos. Este é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e – falo a verdade, não minto –
mestre das nações pagãs na fé e na verdade. Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.
Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre e por amor; para que sua pobreza nos, assim, enriquecesse.
Naquele tempo, Jesus dizia aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. E eu vos digo: Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste 25º Domingo do Tempo Comum faz-nos uma veemente advertência diante dos perigos deste mundo que nos levam a desviar do caminho de salvação. E ela aponta o fascínio do poder político, da cobiça por dinheiro e da ambição de acumular bens materiais, como os piores inimigos de nossa vida cristã neste mundo. Pois, elas facilmente nos levam a deixar de lado os bens espirituais, a necessidade da salvação e o próprio Deus! Por isso, todo cristão deveria tratar estas coisas com muito cuidado, moderação e bom senso.
Deste modo, para que os governantes deste mundo governem as suas nações com justiça e honestidade eles deveriam saber que lá no céu existe aquele Senhor e Deus que nos criou e cuida de nós como um soberano universal, a quem todos os chefes das nações deveriam reconhecer e prestar contas de seus atos. Por isso, o rei Davi orava a Deus, exortando os governantes deste mundo a acompanhá-lo em sua oração, dizendo: “Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus. Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra” (Sl 112, 2; 4-6)?
E o Apóstolo Paulo, seguindo a mesma doutrina do profeta Davi, exortava os cristãos a elevarem orações e preces a Deus em favor de todos os homens, mas sobretudo, em favor dos governantes, para que eles exercessem os seus encargos com justiça e piedade, sem se deixarem seduzir pelo fascínio do poder e pela prepotência. Afim que, tanto os governantes quanto os seus súditos por eles governados pudessem, na paz e na tranquilidade, alcançar a salvação de suas almas. Por isso, Paulo implorava a todos os cristãos, dizendo: “Caríssimo: Antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 1-4).
Contudo, caros irmãos, com certeza o que mais prejudica os homens a prosseguirem firmes e resolutos no caminho de salvação, segundo a Liturgia da Palavra de hoje, seria a cobiça por dinheiro, que desperta nos homens o fascínio das riquezas e o desejo ilimitado do acúmulo de bens materiais. Diante disto, nós vimos o profeta Amós repreendendo duramente os judeus que se deixaram perverter pela cobiça de dinheiro, acusando-os de terem cometido os pecados mais cruéis e covardes contra as pessoas humildes e pobres, provocando a indignação divina; dizendo: “Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?” Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram” (Am 8, 4-7). “Pois, o Senhor e nosso Deus que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra? Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para fazê-lo assentar-se com os nobres, assentar-se com nobres do seu povo” (Sl 112, 2; 5-8).
Com efeito, caros irmãos, para que os cristãos não se deixassem levar pela cobiça do dinheiro e viessem a perder a sua salvação, por causa do dinheiro e por causa da má administração dos bens materiais, Jesus, então, contou aos seus discípulos a parábola do administrador infiel (Cfr. Lc 16, 1-8). Assim, depois de ter-lhes contado a parábola, Jesus tirou as seguintes conclusões, dizendo: “Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. E eu vos digo: Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 8-13).
Finalmente, São Paulo nos deixou um belíssimo testemunho do próprio Senhor nosso, Jesus Cristo, sobre o seu espírito de pobreza e sobre o seu evangélico despojamento diante dos bens materiais, dizendo: “Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre e por amor; para que sua pobreza nos, assim, enriquecesse” (2Cor 8, 9).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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