

Naqueles dias, os amalecitas vieram atacar Israel em Rafidim. Moisés disse a Josué: “Escolhe alguns homens e vai combater contra os amalecitas. Amanhã estarei, de pé, no alto da colina, com a vara de Deus na mão”. Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado e combateu os amalecitas. Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina. E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec. Ora, as mãos de Moisés tornaram-se pesadas. Pegando então uma pedra, colocaram-na debaixo dele para que se sentasse, e Aarão e Ur, um de cada lado sustentavam as mãos de Moisés. Assim, suas mãos não se fatigaram até ao pôr do sol, e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada.
Eu levanto os meus olhos para os montes: de onde pode vir o meu socorro? “Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra!” Ele não deixa tropeçarem os meus pés, e não dorme quem te guarda e te vigia. Oh! não! ele não dorme nem cochila, aquele que é o guarda de Israel! O Senhor é o teu guarda, o teu vigia, é uma sombra protetora à tua direita. Não vai ferir-te o sol durante o dia, nem a lua através de toda a noite. O Senhor te guardará de todo o mal, ele mesmo vai cuidar da tua vida! Deus te guarda na partida e na chegada. Ele te guarda desde agora e para sempre!
Caríssimo: Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra. Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os mortos, e em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com insistência: proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina.
A palavra de Deus é viva e eficaz em suas ações; penetrando os sentimentos, vai ao íntimo dos corações.
Naquele tempo, Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!” E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste 29º Domingo do Tempo Comum exorta a todos os cristãos piedosos a manifestarem a sua fé, a sua esperança e o seu amor a Deus mediante a oração. Pois é pela oração confiante e cheia de fé que os verdadeiros filhos de Deus dialogam e se comunicam com Ele. E, por sua vez, Deus se comunica conosco e manifesta a sua vontade mediante a leitura e a meditação da sua Palavra divina que se encontra na Sagrada Escritura! Como disse o Apóstolo a respeito da Palavra de Deus: “A palavra de Deus é viva e eficaz em suas ações; penetrando os sentimentos, vai ao íntimo dos corações” (Hb 4, 12).
Nós sabemos, caros irmãos, que a oração pode ser feita de inúmeras maneiras, tanto na forma de preces particular, quanto em forma de um culto comunitário e litúrgico. Nós podemos elevar a Deus orações de pedidos, de intercessões, de louvor, de ação de graças e de adoração; nas quais declaramos ao Senhor nosso Deus todo o nosso amor, a nossa fé e a nossa esperança. Podemos pedir tudo aquilo que é justo e necessário para a nossa vida corporal e espiritual, e sobretudo aquilo que necessitamos para alcançar a graça da salvação eterna. O próprio Jesus Cristo exortava frequentemente os seus discípulos a se colocarem em oração, como disse são Lucas: “Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir” (Lc 18, 1).
E assim, depois de ter-lhes contado uma parábola, Jesus disse aos seus discípulos: “Deus por acaso não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra” (18, 7-8)? Ou seja, embora Deus tenha pleno conhecimento de nossas vidas, ele faz questão que nós apresentemos a ele, mediante a oração, todas as nossas necessidades materiais e espirituais. E ele não deixará, seguramente, de nos atender em nossas orações, desde que apresentemos a ele aquilo que é justo, bom e agradável a Deus. Pois, só ele sabe perfeitamente aquilo que nós, de fato, precisamos.
No Antigo Testamento encontramos inúmeros testemunhos de orações. Moisés era um homem de oração, ao ponto de nada fazer sem primeiro recorrer à oração, para obter de Deus a sabedoria e o seu conselho para bem agir, ou pedir a ele as forças e o seu poder para realizar a sua vontade. Como, por exemplo, naquele caso em que Josué e seu exército guerreavam contra os amalecitas, Moisés estava em oração, intercedendo a Deus. “Pois, enquanto Moisés conservava a mão levantada, em oração, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec. Mantendo os braços erguidos, sustentados por Aarão e Ur, suas mãos não se fatigaram até ao pôr do sol, e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada” (Ex 17, 11-13).
O rei Davi nos deixou um conjunto de 150 salmos, nos quais ele elevava a Deus as mais belas e variadas orações. Através do Salmo 120, cheio de fé e confiança, Davi dirigiu a Deus uma das mais belas orações, na qual ele confiava toda a sua vida e a vida do seu povo nas mãos de Deus, dizendo: “Eu levanto os meus olhos para os montes: de onde pode vir o meu socorro? “Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra! O Senhor é o teu guarda, o teu vigia, é uma sombra protetora à tua direita. O Senhor te guardará de todo o mal, ele mesmo vai cuidar da tua vida” (Sl 120, 1-2; 5; 7)!
São Paulo nos apresentou uma série de orientações para estarmos atentos com a voz do Senhor, que nos responde na hora da oração. Pois, por meio de sua Palavra Deus responde a nós em nossas orações. Enquanto lemos, estudamos e meditamos a sua palavra, Deus nos instrui e nos ilumina sobre os seus desígnios a nosso respeito e responde aos nossos pedidos em nossas orações. Por isso disse Paulo: “A palavra de Deus é viva e eficaz em suas ações; penetrando os sentimentos, vai ao íntimo dos corações” (Hb 4, 12). E aconselhava a Timóteo, dizendo: “Proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina” (2Tm 4, 2).
E. finalmente, para confirmar esta instrução, Paulo disse a Timóteo: “Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra” (2Tm 3, 15-17).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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