

Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não descansarei, enquanto não surgir nela, como um luzeiro, a justiça e não se acender nela, como uma tocha, a salvação. As nações verão a tua justiça, todos os reis verão a tua glória; serás chamada com um nome novo, que a boca do Senhor há de designar. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real nas mãos de teu Deus. Não mais te chamarão Abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será Minha Predileta e tua terra será a Bem-Casada, pois o Senhor agradou-se de ti e tua terra será desposada. Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios! Ó família das nações, dai ao Senhor, ó nações, dai ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu nome! Oferecei um sacrifício nos seus átrios. Adorai-o no esplendor da santidade, terra inteira, estremecei diante dele! Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Pois os povos ele julga com justiça.
Irmãos: Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. A um é dada pelo Espírito a palavra da sabedoria. A outro, a palavra da ciência segundo o mesmo Espírito. A outro, a fé no mesmo Espírito. A outro, o dom de curas no mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres. A outro, profecia. A outro, discernimento de espíritos. A outro, falar línguas estranhas. A outro, interpretação de línguas. Todas estas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer.
O Senhor Deus nos chamou, por meio do Evangelho, a fim de alcançarmos a glória de Cristo.
Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste Domingo nos revela que aconteceu a mística celebração das bodas de casamento entre Jesus e Sião, a sua amada esposa, que era a Nova Jerusalém. Pois, enquanto Jesus, junto com a sua mãe Maria e os seus discípulos participavam das bodas de Caná, Jesus serviu-se desta ocasião para celebrar com seus discípulos o seu compromisso matrimonial com a nova Jerusalém, como dizia o profeta: “Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não descansarei, enquanto não surgir nela, como um luzeiro, a justiça e não se acender nela, como uma tocha, a salvação. Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus” (62, 1; 5).
No Evangelho que acabamos de ouvir, são João disse que Jesus, Maria Santíssima e os seus discípulos tinham sido convidados a participar de uma festa de casamento, em Caná da Galileia. Ele não mencionou o casal de noivos, mas mencionou apenas Jesus, sua mãe Maria e o discípulos, dizendo: “Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento” (Jo 2, 1-2). Na verdade, este místico casamento estava sendo celebrado entre Jesus, o Esposo, e a sua mística Esposa, a nova Jerusalém, formada pela sua mãe, Maria e os seus discípulos.
Ao irem à festa de casamento, Jesus, Maria e os discípulos celebraram de forma antecipada, num rito sacramental, aquele místico matrimônio que haveria de acontecer na hora da paixão e morte de Cruz. Ali, naquele sacrifício da Cruz, Jesus haveria de derramar o seu sangue sobre a sua amada Esposa, a nova Sião, formada por sua mãe, Maria Santíssima e por todos os seus discípulos. Por isto, Jesus respondeu à sua mãe Maria, quando ela lhe solicitou que providenciasse o vinho que estava acabando, ele lhe disse: “Mulher, porque dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2, 4). Pois a hora de celebrar as bodas do Messias – o Esposos – com a Nova Jerusalém – a Esposa – somente deveria acontecer mais tarde, no Gólgota, quando Jesus haveria de derramar abundantemente o seu sangue redentor sobre a sua Amada Esposa.
Pois, a partir daquele momento, como proclamou o Profeta: “não mais te chamarão Abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será Minha Predileta e tua terra será a Bem-Casada, pois o Senhor agradou-se de ti e tua terra será desposada. Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus” (Is 62, 4-5).
Entretanto, agora, no momento da celebração das bodas, a cerimônia de casamento seria comemorada com vinho. Com um vinho novo que, em grande abundância, seria oferecido por Cristo. Pois, logo a seguir, Jesus haveria de transforma água em vinho, cujo elemento serviria, mais tarde, como sacramento do seu sangue redentor e purificador, no sacrifício da Santa Missa. Por isso, disse São João: “Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: ‘Enchei as talhas de água’. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: ‘Agora tirai e levai ao mestre-sala’. E eles levaram. O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “‘odo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora”” (Jo 2, 6-8; 10)!
E assim, a Amada Esposa de Cristo se firmou na fé e na fidelidade ao Esposo, conforme o testemunho de João, que disse: “Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele” (Jo 2, 11). “Pois, o Senhor Deus chamou o seu povo, por meio do Evangelho, a fim de alcançar a glória de Cristo” (2Ts 2, 14).
A sua Amada Esposa, a Igreja dos seus discípulos, embriagada por este vinho novo, e repleta do Espírito Santo, rendeu ao Amado Esposo, Jesus Cristo, um canto novo cheio de júbilo, dizendo: “Cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios! Ó família das nações, dai ao Senhor, ó nações, dai ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu nome” (Sl 95, 2-3; 7-8)!
WhatsApp us