

Naqueles dias, o Senhor falou com Acaz, dizendo: “Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”. Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel.
Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável. “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”. O rei da glória é o Senhor onipotente; abri as portas para que ele possa entrar!
Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus, que pelos profetas havia prometido, nas Sagradas Escrituras, e que diz respeito a seu Filho, descendente de Davi segundo a carne, autenticado como Filho de Deus com poder, pelo Espírito de Santidade que o ressuscitou dos mortos, Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por Ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado, a fim de podermos trazer à obediência da fé todos os povos pagãos, para a glória de seu nome. Entre esses povos estais também vós, chamados a ser discípulos de Jesus Cristo. A vós todos que morais em Roma, amados de Deus e santos por vocação, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso Senhor, Jesus Cristo.
Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Chamar-se-á Emanuel, que significa: Deus conosco.
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.
Caríssimos irmãos! A Liturgia da Palavra deste 4° Domingo do Advento nos revela o Mistério da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi, na verdade, o Anjo Gabriel quem nos revelou este mistério tão sublime que ocorreu nas intimidades ocultas do corpo da Virgem Maria. Pois, aquela que foi eleita por Deus para ser a mãe de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo deveria, conforme a vontade divina, conceber esta criança de uma forma sobrenatural e inteiramente peculiar. Como disse o profeta Isaías: “Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel” (Is 7, 14).
A encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo se deu de uma forma esplendidamente extraordinária e sobrenatural, bem como, ao mesmo tempo, de forma perfeitamente comum e natural. O aspecto extraordinário e miraculoso da concepção virginal de Maria, por obra sobrenatural do Espírito Santo, ficou encoberto e escondido sob os elementos naturais do matrimônio de Maria com José e da família de Nazaré, conforme o que foi dito o testemunho do Evangelista, que disse: “Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo” (Mt 1, 18-20).
Assim, o matrimônio de José e Maria conferiu um caráter natural á família de Nazaré, ao dar à Virgem Maria um marido e um pai para Jesus. Isto fez com que Jesus Cristo, ao vir a este mundo, teve o aconchego de uma família humana! Deus jamais fizera isto antes, e é certo que jamais haverá de fazê-lo depois! No entanto, Deus encobriu este fato extraordinário com um manto de mistério e de sigilo, a tal ponto que esta encarnação virginal somente foi revelado a Maria e a José. E Maria, mais tarde, revelou este mistério aos Apóstolos!
Além disto, Deus queria dar uma forma natural à encarnação, mesmo tendo sido gerado no seio de uma virgem, sem o auxílio de um homem, como o Anjo revelou a José, que disse: “‘José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados’. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: ‘Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco'” (Mt 1, 20-23). Portanto, este filho da Virgem Maria deveria ser o Emanuel – o Deus conosco -, e deveria ser chamado de Jesus – o Salvador dos homens!
Os Apóstolos e a Igreja só vieram ao conhecimento deste mistério da encarnação virginal, após a Ressurreição de Jesus, pelo testemunho da sempre Virgem Maria. Paulo, então, transmitiu-nos, pelo seu Evangelho, este mistério da Encarnação de Jesus Cristo no seio da Virgem, para que pudéssemos participar da graça da salvação que nos foi dada pelo Cristo, o Salvador. Por isso, Paulo disse: “Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus para anunciar o seu Filho, descendente de Davi segundo a carne, autenticado como Filho de Deus com poder, pelo Espírito de Santidade que o ressuscitou dos mortos, Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por Ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado, a fim de podermos trazer à obediência da fé todos os povos pagãos, para a glória de seu nome” (Rm 1, 1-5).
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