Naqueles dias, 5o Senhor conduziu Abrão para fora e disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”. Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. 7E lhe disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em possessão esta terra”. 8Abrão lhe perguntou: “Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?” 9E o Senhor lhe disse: “Traze-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, além de uma rola e de uma pombinha”. 10Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma frente à outra. 11Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotou. 12Quando o sol já se ia pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror. 17Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais divididos. 18Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates”.
O Senhor é minha luz e salvação; * de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; * perante quem eu tremerei? 7Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, * atendei por compaixão! 8Meu coração fala convosco confiante, * é vossa face que eu procuro. 9Não afasteis em vossa ira o vosso servo, * sois vós o meu auxílio! Não me esqueçais nem me deixeis abandonado, * meu Deus e Salvador! 13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver * na terra dos viventes. 14Espera no Senhor e tem coragem, * espera no Senhor!
Sede meus imitadores, irmãos e observai os que vivem de acordo com o exemplo que nós damos. 18Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. 19O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso e só pensam nas coisas terrenas. 20Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o nosso Salvador, o Senhor, Jesus Cristo. 21Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso, com o poder que tem de sujeitar a si todas as coisas. 4,1Assim, meus irmãos, a quem quero bem e dos quais sinto saudade, minha alegria, minha coroa, meus amigos, continuai firmes no Senhor.
Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória. Numa nuvem resplendente fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós!
Naquele tempo, 28Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 33E quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!” 36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste segundo Domingo da Quaresma apresenta-se a nós com um significado todo especial. Lá no Antigo Testamento Deus se revelou a Abrão, que acreditou em Deus, e foi, assim, eleito para ser o pai de um grande povo. Jesus Cristo, no Evangelho de Lucas, se revelou aos apóstolos para despertar neles a fé na sua divindade, como salvador da humanidade. São Paulo, por sua vez exortava os cristãos filipenses a perseverarem na fé em Cristo e na esperança de salvação.
Deste modo, caros irmãos, lá no Livro do Gênesis, Deus foi ao encontro de Abrão para despertar nele a fé e a confiança neste Deus que a ele se revelava e, assim, estabelecer com ele uma aliança. “Por isso, numa noite, o Senhor conduziu Abrão para fora e disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”. Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. E lhe disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em possessão esta terra” (Gn 15, 5-7). E para confirmar a fé de Abrão, Deus enviou lá do céu o fogo para consumir as oferendas que ele colocara sobre o altar, da seguinte forma: “Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais divididos. Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates” (Gn 15, 17-17).
Como disse São Paulo, “Abraão, esperando contra toda esperança firmou-se na fé e, assim, tornou-se pai de muitos povos” (Rm 4, 18). “Pois, por causa da justiça que vem pela fé, que Deus prometeu a Abraão ser herdeiro no mundo” (Rm 4, 13).
No Evangelho que ouvimos, caros irmãos, Jesus atingiu o clímax do seu ministério profético e salvífico de evangelização. Naquele momento, Jesus, chamando à parte os apóstolos Pedro, João e Tiago, conferiu-lhes o privilégio de serem as testemunhas oculares da sua condição divina, transfigurada em sua humanidade. Com a finalidade de confirmá-los na fé, antes de passarem pelas provações e pelo escândalo da cruz, Jesus lhes revelou o esplendor de sua divindade. De forma antecipada, os apóstolos viram o corpo de Cristo revestido de glória e luz, assim como haveriam de vê-lo mais tarde, na sua ressurreição dos mortos.
Deste modo, quando Jesus e os discípulos subiam a Jerusalém, poucos dias antes de sua paixão e morte de cruz, “Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante, A seguir, apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz. Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho (Lc 9, 28-29; 34-36)! Por isso, profundamente impressionados e maravilhados com aquilo que viram, ficaram por um longo tempo refletindo e meditando nos mistérios que lhes foram revelados. Como disse são Lucas: “Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto” (Lc 9, 36).
São Paulo, depois de ter anunciado o Evangelho da salvação de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em Filipos, cidade grega da Ásia, levou a muitos deles a se converterem e professarem a fé cristã. Depois de um certo tempo ele enviou-lhes uma carta na qual os exortava a perseverarem firmes nesta fé, para alcançarem a salvação eterna, dizendo-lhes: “À vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição. Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o nosso Salvador, o Senhor, Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso” (Fl 3, 18-21).
E nós todos devemos professar esta mesma fé para fazermos parte da glória eterna de nosso Senhor e Salvador no seu Reino, dizendo: “O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? Não me esqueçais nem me deixeis abandonado, meu Deus e Salvador! Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor” (Sl 26, 1; 9; 13-14)!
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