

Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos”.
Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus! Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados. Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei! Sede bom com vosso servo, viverei, e guardarei vossa palavra, ó Senhor. Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei! Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim! Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei,* e de todo o coração a guardarei.
Irmãos: Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Então, também os que morreram em Cristo pereceram. Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.
Ficai muito alegres, saltai de alegria, pois, tendes um prêmio bem grande nos céus. Ficai muito alegres, saltai de alegria,
Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem- venturados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados, sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste 6º Domingo do Tempo Comum é, na verdade, um grande hino de louvor à esperança da vida eterna! A Liturgia da Palavra de hoje se apresenta como um belo testemunho de fé e confiança nas palavras de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, dos apóstolos e dos profetas que nos convocam a irmos na direção daquela vida gloriosa e bem-aventurada no Reino dos céus. Todas as leituras que ouvimos fazem este mesmo caloroso convite de nos colocarmos no caminho de salvação e, assim, irmos pressurosos rumo à glória do Reino do Senhor, na vida eterna, junto de Deus.
Poderíamos inclusive dizer, caros irmãos, que Jesus Cristo em seu Evangelho de hoje fez um de seus discursos mais impressionantes. Este discurso de Jesus, foi a mais persuasiva e eloquente propagando sobre o Reino de Deus! Despertando, assim, em todos os ouvintes uma inquebrantável confiança nas promessas divinas e uma firme esperança de alcançar aquela vida na qual seriam satisfeitas, eternamente, todas as necessidades e carências humanas. Por isso, Jesus começou dizendo: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem- venturados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir” (Lc 6, 20-21)!
E Jesus, então, concluí o seu discurso fazendo um desafio a todos os seus fiéis discípulos a permanecerem leais ao seu Evangelho, mesmo que isto levasse a serem perseguidos, difamados e levados à morte pelos seus inimigos. Pois, todos eles poderiam confiar nas suas promessas e poderiam ficar certos de que seriam largamente recompensados no Reino dos Céus, como disse Jesus: “Bem-aventurados, sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas” (Lc 6, 22-23).
Seguindo este mesmo discurso de Jesus Cristo, o grande servo do Senhor, o rei Davi, anunciava também estas mesmas promessas de salvação e de bem-aventurança, aos que cumprissem a Lei de Deus e vivessem na justiça, dizendo: “Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus! Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei! Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim” (Sl 1, 1-2; 18; 33)!
Além de Davi, também o profeta Jeremias exortava os judeus a permanecerem firmes na fé e na confiança em Deus, sem se deixarem seduzir pelo poderes e pelas glórias deste mundo. Mas, deveriam, antes de tudo, confiar no Senhor e na feliz esperança das promessas que ele garantia dar a todos aqueles que lhe fossem fiéis. Conforme as palavras do Senhor, que dizia: ‘Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor. E bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor” (Jr 17, 5; 7)!
São Paulo, na sua Carta aos Coríntios, ao falar sobre a ressurreição dos mortos, ele tinha a intensão de chamar a atenção de todos, para que permanecessem firmes na esperança da vida eterna e na confiança de alcançar aquela vida feliz e bem-aventurada no Reino dos céus. Pois, aquela vida celeste somente seria possível de ser alcançada pela fé no Cristo ressuscitado. Pois, na verdade, Todos deviam estar cientes de que o principal motivo de nossa fé cristã consiste na esperança da ressurreição para a vida eterna; afim de se alcançar, lá no céu, a glória e a bem-aventuranças junto de Deus. Por isso, disse Paulo: “Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Então, também os que morreram em Cristo pereceram. Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram” (1Cor 15, 12.16-20).
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