

Naqueles dias, disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”. Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo'”.
Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.
Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência.Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra. Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. Nele também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória.
Que o Pai do nosso Senhor Jesus Cristo nos dê a sabedoria do Espírito; para que conheçamos, assim, a esperança à qual nos chamou como herança.
Naquele tempo, Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.
Caríssimos irmãos e irmãs, em nosso Senhor Jesus Cristo! As leituras da Liturgia da Palavra deste Domingo nos mostram como Deus se serviu das mais variadas formas de ministros da sua palavra, para anunciarem a todos os homens os mistérios do Reino de Deus. Contudo, todos este ministros – quer sejam eles profetas, apóstolos, ou meros discípulos -, todos eles, unânimes e unidos a Cristo e ao seu Evangelho, foram devidamente chamados pelo Senhor, para anunciarem os mistérios do Reino de Deus e o Evangelho da Salvação!
Desde os tempos mais remotos, Deus chamou para si profetas para anunciarem a sua Palavra aos judeus que habitavam nos reinos de Judá e de Israel. Assim aconteceu com o profeta Amós, pertencente ao Reino de Israel, que foi chamado por Deus para ser profeta no meio de seu povo, para denunciar os pecados de Israel e reconduzi-lo ao bom caminho, propondo-lhes a salvação e e a remissão de seus pecados. Contudo, como de costume, a pregação profética de Amós não foi bem recebida pelos grandes do povo de Israel. Por isso, o rei de Israel e o sacerdote de Betel Amasias, disseram-lhe: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino” (Am 7, 12-13). Porém, Amós não se deu por vencido, replicou-lhes, então, dizendo que ele não era profeta por profissão e nem estava pregando as suas profecias por iniciativa própria, mas fora chamado por Deus e por ele fora investido neste ministério. Por isso, Amós respondeu a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo'” (Am 7, 14-15).
Embora os maus, os prepotentes e os hipócritas não suportem ouvir a palavra do Senhor, proclamada pelo profeta; já, por outro lado, os bons, os justos e os fiéis discípulos do Senhor estariam sempre prontos a ouvir as palavras do Senhor e o Evangelho de Salvação, dizendo-lhe: “Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus” (Sl 84, 9-11; 14).
No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus Cristo enviou os seus Doze Apóstolos em missão. Depois de tê-los instruído com o seu Evangelho de Salvação, os instituiu no ministério profético e apostólico, de anunciar o seu Evangelho ao povo, da seguinte forma: “Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas” (Mc 6, 7-9). E, por fim, ele mandou que anunciassem a conversão dos pecadores, expulsassem os demónios e curassem os enfermos(Cfr. Mc 6, 12-13).
E assim, caríssimos irmãos, nos deparamos com o Apóstolo Paulo que nos brindou com uma belíssima pregação profética em sua Carta aos Efésios, apresentando-nos um resumo de toda a sua pregação e do seu Evangelho de Salvação, dizendo: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. Nele também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória” (Ef 1, 33-6; 13-14).
E finalmente ele concluiu, dizendo: “Que o Pai do nosso Senhor Jesus Cristo nos dê a sabedoria do seu Espírito; para que conheçamos, assim, a esperança à qual nos chamou como herança eterna” (Ef 1, 17-18).
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