Naqueles dias, 5Filipe desceu à cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade. 14Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus e enviaram lá Pedro e João. 15Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito Santo. 16Porque o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; apenas tinham recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. 17Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, * 2cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! * 3Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! 4Toda a terra vos adore com respeito * e proclame o louvor de vosso nome!” 5Vinde ver todas as obras do Senhor: * seus prodígios estupendos entre os homens! 6O mar ele mudou em terra firme, * e passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! * 7Ele domina para sempre com poder! 16Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: * vou contar-vos todo bem que ele me fez! 20Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, † não rejeitou minha oração e meu clamor, * nem afastou longe de mim o seu amor!
Caríssimos, 15santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir. 16Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. 17Pois será melhor sofrer praticando o bem, se essa for a vontade de Deus, do que praticando o mal. 18Com efeito, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito.
Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15“Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17o Espírito da verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”.
Caríssimos discípulos e discípulas do Senhor Ressuscitado! A Liturgia da Palavra deste sexto Domingo da Páscoa nos revela que Deus, Uno e Trino, nos enviou o Espírito Santo para tornar-nos capazes de amar com um amor sincero e verdadeiro, de viver na santidade, de praticar a sua Palavra, cumprindo os mandamentos do Senhor.
No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus revelou aos apóstolos a mais sublime doutrina sobre Deus, revelando-lhes a Santíssima Trindade. Depois de ter concluído a catequese sobre o amor, Jesus começou a falar sobre o Espírito Santo. Sem entrar em complexas explicações teológicas, Jesus revelou aos apóstolos todo o esplendor da divindade, dizendo-lhes que o Deus Altíssimo era composto por três Pessoas Divinas, formando, assim, a Santíssima Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. De um modo muito simples e singelo Jesus foi dizendo aos apóstolos: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece” (Jo 14, 16-17).
Ao mesmo tempo em que Jesus revelava o nome divino da terceira pessoa da Santíssima Trindade, ele prometeu aos apóstolos, que era da vontade dele e do Pai Eterno, de enviar o Espírito Santo para permanecer junto à sua Igreja e nos corações de seus discípulos, dizendo: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós” (Jo 14, 16-17). Assim, Jesus Cristo e o Pai haveriam de enviar o Espírito Santo sobre a comunidade apostólica para confirmá-la na fé, fortalece-la na caridade e sustentá-la na santidade.
Da mesma forma, Jesus Cristo prometeu manter uma presença constante e perpétua junto à sua Igreja Apostólica, dizendo: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós” (Jo 14, 18-20)..
Algum tempo depois de Pentecostes, os apóstolos Pedro e João, cheios do Espírito Santo, instituíram o sacramento do crisma, conferindo o Espírito Santo aos cristãos de Samaria. Pois estes, após ouvirem a pregação de Felipe, em grande número de samaritanos se converteram e foram batizados. “Então, os apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus e enviaram lá Pedro e João. Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito Santo. Porque o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; apenas tinham recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo” (At 8, 14-17).
Pedro, em sua carta apostólica, completou o discurso de Jesus, com um breve conselho, dizendo que todos aqueles que estivessem repletos do Espírito Santo, deveriam guardar-se na santidade de vida, imitando o Senhor Jesus. Portanto, estas foram as palavras de Pedro dirigidas aos cristãos do mundo inteiro, dizendo: “Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir. Com efeito, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus” (1Pd 3, 15-18). E, tomando as palavras do Profeta, completemos as palavras de Pedro, dizendo: “Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor” (Sl 65, 16; 20)!
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