Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, 9ao profeta Elias entrou numa gruta, onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida nestes termos: 11“Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar”. Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. 12Passado o terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo, ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa. 13aOuvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta.
Quero ouvir o que o Senhor irá falar: * é a paz que ele vai anunciar. 10Está perto a salvação dos que o temem, * e a glória habitará em nossa terra. 11A verdade e o amor se encontrarão,* a justiça e a paz se abraçarão; 12da terra brotará a fidelidade,* e a justiça olhará dos altos céus. 13O Senhor nos dará tudo o que é bom, * e a nossa terra nos dará suas colheitas; 14a justiça andará na sua frente * e a salvação há de seguir os passos seus!
Irmãos: 1Não estou mentindo, mas, em Cristo, digo a verdade, apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha consciência. 2Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor contínua, 3a ponto de desejar ser eu mesmo segregado por Cristo em favor de meus irmãos, os de minha raça. 4Eles são israelitas. A eles pertencem a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas 5e também os patriarcas. Deles é que descende, quanto à sua humanidade, Cristo, o qual está acima de todos, Deus bendito para sempre! Amém!
Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança e amor; eu espero em sua palavra, hosana, ó Senhor, vem, me salva!
Depois da multiplicação dos pães, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
Caríssimos irmãos e irmãs, em Cristo nosso Senhor! As leituras da Liturgia da Palavra deste Domingo nos apresentam três lugares nos quais Deus revelou a sua presença, afim de manifestar aos seus eleitos a sua glória e o seu poder divino: 1. – o Monte Horeb; 2. – o Povo de Israel; 3. – a barca dos Apóstolos.
1. – Elias na gruta do Monte Horeb! O profeta Elias foi refugiar-se de seus inimigos que o perseguiam no monte de Deus, o Monte Horeb. Ali, entrando numa gruta, a mão de Deus o protegia de todos os perigos e fenômenos assustadores, tais como: “Um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Depois do vento, houve um terremoto. Passado o terremoto, veio um fogo” (1Rs 19, 11-12). Porém, o Senhor se manifestou a Elias, quando fez-se ouvir o som de uma brisa suave: “Ouvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta” (1Rs 19, 13).
E o profeta Elias, exultando de alegria, elevou o seu coração ao Senhor, dizendo-lhe: “Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; e a salvação há de seguir os passos seus” (Sl 84, 9-11; 14)!
2. – O Apóstolo Paulo e o Povo de Israel! O apóstolo Paulo disse que estava profundamente confuso e desapontado com o Povo de Israel, por não ter se convertido a Cristo, excluindo-se, assim, por própria culpa, da salvação que o Senhor Deus lhe havia trazido. Ele estava sinceramente triste e decepcionado com os seus irmãos de raça, pois Deus os havia cumulado de todas as graças e de todos os meios de salvação, para que eles pudessem acreditar e acolher o Senhor Jesus na fé; tendo em conta que nada lhes faltava para dar aquele passo tão importante em suas vidas. Como disse o próprio Paulo: “Eles são israelitas. A eles pertencem a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas e também os patriarcas. Deles é que descende, quanto à sua humanidade, Cristo, o qual está acima de todos, Deus bendito para sempre! Amém” (Rm 9, 4-5)! Porém, apesar de tudo isto, somente alguns poucos se converteram e acolheram o caminho de salvação, abraçando com fé o nosso Senhor Jesus Cristo!
3. – Jesus e os Apóstolos na barca em alto mar! “Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar. E Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”” (Mt 14, 22-27). Neste momento, Pedro, de forma impetuosa e sem estar seguro de que era, de fato, o Senhor, pediu para fazer a experiência de andar sobre as águas. Pedro, abandonando a barca dos apóstolos, soçobrou na fé; pois, no meio do caminho ele começou a duvidar e a afundar nas águas! Vendo que estava perecendo, gritou por socorro ao Senhor, dizendo com fé: “Senhor, salva-me!” Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste” (Mt 14, 30-31)?”
E, finalmente, os outros apóstolos, que permaneceram na barca, perseveraram firmes na fé, professando a fé no Cristo Senhor e Salvador, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus” (Mt 14, 33)! Desta vez, Pedro, que fraquejou na fé, foi sustentado pela firmeza da fé dos Apóstolos, que proclamaram todos justos: “Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança e amor; eu espero em sua palavra, hosana, ó Senhor, vem, me salva” (Cfr. Sl 129, 5)!
WhatsApp us