

Assim diz o Senhor: Vós andais dizendo: “A conduta do Senhor não é correta. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta? Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.
Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação; em vós espero, ó Senhor, todos os dias! Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! Não recordeis os meus pecados quando jovem, nem vos lembreis de minhas faltas e delitos! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.
Irmãos: Se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor!”
— para a glória de Deus Pai.
Minhas ovelhas escutam a minha voz; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar!
Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.
Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo, nosso Senhor! A liturgia da Palavra deste domingo nos propõe um elegante e generoso convite à conversão dos pecadores, para que eles obtenham do Cristo Redentor a remissão dos seus pecados. E ao mesmo tempo, ela apresenta algumas virtudes importantes a serem adotadas pelos que foram justificados, para que perseverem no caminho da justiça e da santidade; afim de obter, no final de suas vidas, a eterna salvação!
A Liturgia da Palavra de hoje, em todo o seu conjunto, quer nos dizer que a nossa religião cristã tem como objetivo principal conceder a salvação eterna aos seus aderentes, e estimulá-los a ter uma conduta de vida que os torne dignos de alcançarem esta salvação, no dia do Juízo Final. E assim, verificamos que o primeiro passo para se obter a salvação se daria no momento da conversão, quando o pecador sinceramente reconhece os seus pecados, se arrepende e pede perdão a Deus de suas iniquidades. Feito isto, o penitente seria imediatamente justificado, assumindo o compromisso de permanecer na justiça e na santidade até a sua morte, quando ele haverá de passar pelo Juízo Final.
O próprio Senhor Jesus Cristo, o Justo Juiz, seria aquele que haveria de realizar o Juízo Final; conforme as palavras do profeta Ezequiel, que disse: “Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre” (Ez 18, 26). E por sua vez, “quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, ele conserva a própria vida. Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá” (Ez 18, 27-28). Estes seriam, portanto, os critérios que o Senhor nosso Jesus Cristo adotará para realizar o seu julgamento no Juízo Final!
Jesus Cristo, ao falar sobre esta assunto, disse que, na verdade, o que importava a ele era que fôssemos encontrados no final de nossas vidas, na hora da morte, justificados e vivendo na graça de Deus. E para que isto acontecesse era necessário que fôssemos encontrados por Deus, naquela hora derradeira, fazendo a vontade de Deus; que consistia basicamente em: 1. Acreditar em Jesus Cristo; 2. Humildemente fazer penitência e pedir perdão dos pecados; 3. Seguir Jesus Cristo no caminho de salvação, com uma conduta de vida na justiça e na santidade!
Por isso, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: “Em verdade vos digo, que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele” (Mt 21, 31-32). Com estas palavras, Jesus lhes disse que os pecados da incredulidade, da hipocrisia e da soberba dos fariseus, dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo os faziam piores que os cobradores de impostos e as prostitutas, por não acreditarem em Jesus Cristo como o seu Salvador e o seu Redentor. Por esse motivo os seus pecados não podiam ser perdoados e a salvação deles tornava-se quase impossível! Por outro lado, Jesus declarava abertamente que todos aqueles que o acolhessem com fé e humildade, arrependendo-se dos seus pecados, haveriam de fazer parte do seu rebanho, pois, como ele dizia: “As minhas ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço e elas me seguem no meu caminho” (Jo 10, 27)!
Portanto, caros irmãos, o pecador que se convertesse e acreditasse na palavra de Deus que o chamou à conversão, seria seguramente salvo! Desde que o fiel discípulo, a partir de então, perseverasse na justiça e na santidade até o final de sua vida, e implorasse a Deus a graça da perseverar no caminho de salvação, dizendo: “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação; em vós espero, ó Senhor, todos os dias! O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho” (Sl 24, 4-5; 8-9).
São Paulo, exortava vivamente os cristãos filipenses, recém convertidos, a permanecerem firmes na fé, na santidade e no amor mútuo, imitando Jesus Cristo em tudo. Por isso, ele lhes dizia: “Irmãos: Se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus” (Fl 2, 1-5).
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