

Eu, João, na minha visão, vi uma nuvem branca e sentado na nuvem alguém que parecia um “filho de homem”. Tinha na cabeça uma coroa de ouro e, nas mãos, uma foice afiada. Saiu do Templo um outro anjo, gritando em alta voz para aquele que estava sentado na nuvem: “Lança tua foice, e ceifa. Chegou a hora da colheita. A seara da terra está madura!” E aquele que estava sentado na nuvem lançou a foice, e a terra foi ceifada. Então saiu do templo que está no céu mais um anjo. Também ele tinha nas mãos uma foice afiada. E saiu, de junto do altar, outro anjo ainda, aquele que tem o poder sobre o fogo. Ele gritou em alta voz para aquele que segurava a foice afiada: “Lança a foice e colhe os cachos da videira da terra, porque as uvas já estão maduras”. E o anjo lançou a foice afiada na terra, e colheu as uvas da videira da terra. Depois, despejou as uvas no grande lagar do furor de Deus.
Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça. O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.
Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei!
Naquele tempo, algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje, ao relatar profeticamente os acontecimentos do final dos tempos, ela nos revela aquele momento pavoroso do Juízo Final e da destruição de toda a obra da criação. Pois, conforme as profecias de Jesus relatadas em seu Evangelho e as visões proféticas de São João, no Livro do Apocalipse, o mesmo Deus Criador haveria de destruir toda a sua obra da criação. E, momentos antes do apocalipse final, naquele último dia, o Senhor nosso Jesus Cristo, o Justo Juiz e Rei do Universo, estaria sentado no seu trono de glória para realizar o Juízo Final de toda a humanidade. Então, naquele Juízo Final, o Justo Juiz levaria para junto de si todos os justos; e haveria de condenar os maus à ignomínia eterna, abandonando-os neste mundo entregue às chamas da destruição.
Deste modo, caros irmãos, Jesus começou a profetizar sobre o fim dos tempos, quando ele estava junto com seus discípulos em Jerusalém e, aproximando-se do Templo, “algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus, então, disse: ‘Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído'” (Lc 21, 5-6). Num primeiro momento, parecia que Jesus falava apenas a respeito da destruição da cidade de Jerusalém; que, de fato, aconteceu em pouco tempo depois. Mas, não! Ele estava profetizando a respeito do final dos tempos, quando todo mundo seria destruído, de modo semelhante à cidade de Jerusalém.
Os discípulos, então, assustados com estas alarmantes profecia de Jesus, queriam saber mais detalhes sobre estes futuros acontecimentos. Por isso, Jesus lhes disse: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim” (Lc 21, 8-9). Ou seja, a destruição de Jerusalém aconteceria brevemente; porém, o fim dos tempos se daria num tempo mais remoto, depois de acontecerem muitos fenômenos catastróficos. “Pois, nos últimos tempos haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu” (Lc 21, 11).
Em todo caso, irmãos caríssimos, todos aqueles que perseverassem firmes até o fim, como discípulos do Senhor, não teriam motivo nenhum de temer e de se preocupar com os terríveis acontecimentos daquele dia. Pois, antes que tudo isto viesse a acontecer, o Senhor e Salvador Jesus Cristo haveria de libertá-los daquele dia terrível e haveria de salvá-los da morte eterna. Pois, como disse Jesus: “Permanecei fiel até a morte e a coroa da vida eu vos darei (Ap 2, 10)!
Aquele último dia, do fim do mundo, seria, portanto, precedido pelo Juízo Final; que aconteceria de forma repentina, sem nenhum aviso antecipado. Aí, então, seria reunida diante dele toda a humanidade, para realizar o seu julgamento, como disse João: “Na minha visão, vi uma nuvem branca e sentado na nuvem alguém que parecia um ‘Filho de homem’. Tinha na cabeça uma coroa de ouro e, nas mãos, uma foice afiada. Saiu do Templo um outro anjo, gritando em alta voz para aquele que estava sentado na nuvem: ‘Lança tua foice, e ceifa. Chegou a hora da colheita. A seara da terra está madura!’ E aquele que estava sentado na nuvem lançou a foice, e a terra foi ceifada” (Ap 14, 14-16).
Como João insistisse em revelar aquelas coisas de forma enigmática e misteriosa, devemos entender que a colheita que o Filho do homem haveria de realizar, significava o julgamento que o Justo Juiz haveria de realizar no seu Juízo Final. São João, então, concluiu, dizendo: “O Anjo, então, gritou em alta voz para aquele que segurava a foice afiada: ‘Lança a foice e colhe os cachos da videira da terra, porque as uvas já estão maduras’. E o anjo lançou a foice afiada na terra, e colheu as uvas da videira da terra. Depois, despejou as uvas no grande lagar do furor de Deus” (Ap 14, 18-19).
Portanto, todos nós podemos cantar e louvar ao Senhor, dizendo: “Publicai entre as nações: ‘Reina o Senhor!’ Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça. O céu se rejubile e exulte a terra, na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade” (Sl 95, 10-11; 13).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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