

Disseram a mim, João: “Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros, que estão diante do Senhor da terra. Se alguém quiser fazer-lhes mal, um fogo sairá da boca delas e devorará seus inimigos. Sim, se alguém quiser fazer-lhes mal, é assim que vai morrer. Elas têm o poder de fechar o céu, de modo que não caia chuva alguma enquanto durar a sua missão profética. Elas têm também o poder de transformar as águas em sangue. E quantas vezes elas quiserem, podem ferir a terra com todo tipo de praga. Quando elas terminarem o seu testemunho, a besta que sobe do Abismo vai combater contra elas, vai vencê-las e matá-las. E os cadáveres das duas testemunhas vão ficar expostos na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egito, e na qual foi crucificado também o Senhor delas. Gente de todos os povos, raças, lÃnguas e nações, verão seus cadáveres durante três dias e meio, e não deixarão que os corpos sejam sepultados. Os habitantes da terra farão festa pela morte das testemunhas; felicitar-se-ão e trocarão presentes, pois estes dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra”. Depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio de Deus, penetrou nos dois profetas e eles ficaram de pé. Todos aqueles que os contemplavam, ficaram com muito medo. Ouvi então uma voz forte vinda do céu e chamando os dois: “Subi para aqui!” Eles subiram ao céu, na nuvem, enquanto os inimigos ficaram olhando.
Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra! Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi.
Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecÃveis.
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão’. Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. Também o segundo e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. Por fim, morreu também a mulher. Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra Jesus Cristo e os seus profetas e apóstolos dando um convicto e lúcido testemunho de sua fé e de sua esperança na ressurreição dos mortos e na salvação eterna. Pois em Cristo e no seu Evangelho está a nossa salvação, como testemunhou firmemente Paulo, dizendo: “Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecÃveis” (2Tm 1, 10).
No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus Cristo deu um dos mais belos testemunhos sobre a ressurreição dos mortos e sobre a vida eterna daqueles que foram dignos de serem salvos. Depois de ser questionado pelos saduceus sobre ressurreição dos mortos, Jesus explicou-lhes, em poucas palavras, os fundamentos doutrinais da nossa fé e da nossa esperança na ressurreição e na vida eterna, dizendo: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele” (Lc 20, 34-38).
São João, descrevendo uma visão divina que ele teve, no seu livro do Apocalipse, apresentou o testemunho de dois profetas que haveriam de surgir num tempo futuro, de grandes perturbações e de tumultos no mundo inteiro. Eles deveriam passar por inúmeras provações e tribulações, provocadas por seus adversários que os odiavam, pelo simples fato de serem profetas que denunciavam os seus pecados. Por isso, São João falando a respeito destes homens de Deus, disse: “Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros, que estão diante do Senhor da terra. Quando elas terminarem o seu testemunho, a besta que sobe do Abismo vai combater contra elas, vai vencê-las e matá-las. E os cadáveres das duas testemunhas vão ficar expostos na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egito, e na qual foi crucificado também o Senhor delas. Os habitantes da terra farão festa pela morte das testemunhas; felicitar-se-ão e trocarão presentes, pois estes dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra” (Ap 11, 4; 7-8; 10). Porém, no final de tudo, Deus viria em socorro dos profetas para dar-lhes a salvação, conduzindo-os para junto de si, no Reino dos Céus; como disse João: “Ouvi então uma voz forte vinda do céu e chamando os dois: “Subi para aqui!” Eles subiram ao céu, na nuvem, enquanto os inimigos ficaram olhando” (Ap 11, 12).
Finalmente, caros irmãos, para expressar a sua confiança em Deus, o profeta Davi cantava com alegria e gratidão pela proteção e amparo recebido do Senhor, em meio à s lutas, ao enfrentar tantos perigos e adversários neste mundo. E ele acreditava que no final de tudo haveria de ser recompensado com a salvação eterna, dizendo: “Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra! Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero. Pois sois vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi” (Sl 143, 1-2; 10).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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