

CarÃssimo Gaio, é muito leal o teu proceder, agindo assim com teus irmãos, ainda que estrangeiros. Eles deram testemunho da tua caridade diante da Igreja. fizeste bem em provê-los para a viagem de um modo digno de Deus. Pois, por amor do Nome, eles empreenderam a viagem, sem aceitar nada da parte dos pagãos. A nós, portanto, cabe acolhê-los, para sermos cooperadores da Verdade.
Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos! Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!
Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
Naquele tempo, Jesus contou aos discÃpulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’ ” E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje quer dar-nos um testemunho em favor da fé verdadeira em Cristo Senhor e do amor fraterno aos irmãos que se dedicam a propagar o Evangelho de Cristo entre os homens. Pois, quem permanecer na verdade do Evangelho, perseverando na oração, na caridade e na comunhão fraterna, este estará pronto para ser resgatado pelo Senhor, quando ele vier naquele último dia! Como disse São Paulo: “Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 2, 14).
Queremos iniciar esta homilia, caros irmãos, a partir da última frase que Jesus falou no Evangelho. Ali ele fez um questionamento profético, no qual ele deixava no ar um ponto de interrogação extremamente preocupante para nós cristãos e para toda a Igreja de Cristo, que milita neste mundo, dizendo o seguinte: “Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra” (Lc 18, 8)? Este seu questionamento foi uma forma muito sutil e velada de profetizar sobre a situação lamentável da Igreja e dos cristãos nos últimos tempos, prevendo uma grave crise de fé e de apostasia. Pois, sem a fé ninguém pode agradar a Deus e nem pode alcançar a salvação!
Por isso, na nossa religião cristã a fé no Deus de nosso Senhor Jesus Cristo é fundamental! É por meio desta fé que nós oramos a Deus, e elevamos confiantes as nossas preces para que Deus providencie tudo aquilo que só ele pode nos dar. Por isso, Jesus nos incentivou a sermos fervorosos e persistentes na oração, com firme confiança e fé. E depois de contar aos seus discÃpulos uma parábola sobre um juiz injusto e uma pobre viúva que lhe pedia insistentemente que lhe fizesse justiça, Jesus explicou-lhes a parábola, dizendo-lhes: “Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa” (Lc 18, 6-8).
Com estas palavras Jesus quis nos estimular a perseverar numa constante e perseverante oração de fé e de amor ardente e insistente com o nosso Senhor Jesus Cristo! Isto deveria acontecer, sobretudo, naqueles últimos dias de nossa vida aqui neste mundo, quando haveremos de passar por inúmeras tribulações e provações, antes de sermos acolhidos pelo Justo Juiz, o nosso Salvador. Por isso, Jesus disse: “Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra” (Lc 18, 8)? E a seguir, Paulo fez um ardente apelo para que perseverássemos na fé e no Evangelho de Cristo, dizendo: “Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 2, 14).
No mesmo sentido, o Apóstolo João louvou a boa conduta de Gaio, por causa de sua fé e do seu amor pelo Evangelho da verdade. Pois, ao passarem por sua cidade uns missionários ambulantes, ele os havia acolhido com todo amor, hospedando-os em sua casa, como convinha a um bom cristão. Com este simples gesto de hospitalidade e de amor fraterno aos irmãos de fé, Gaio se tornava, assim, cooperador na obra de evangelização. Isto fez com que São João lhe enviasse uma carta, dizendo-lhe: “CarÃssimo Gaio, é muito leal o teu proceder, agindo assim com teus irmãos, ainda que estrangeiros. Eles deram testemunho da tua caridade diante da Igreja. fizeste bem em provê-los para a viagem de um modo digno de Deus. Pois, por amor do Nome, eles empreenderam a viagem, sem aceitar nada da parte dos pagãos. A nós, portanto, cabe acolhê-los, para sermos cooperadores da Verdade” (3Jo 1; 6-8).
Por fim, caros irmãos, o salmista dizia que o homem que tivesse fé e amor a Deus e que praticasse com alegria os seus mandamentos, seria um homem feliz e agraciado por Deus, porque tudo o que ele fazia era do agrado de Deus. Por isso ele dizia: “Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente” (Sl 111, 1; 3; 5-6)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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