

Irmãos, tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo o joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda lÃngua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” – para a glória de Deus Pai.
Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia! Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão: “Seus corações tenham a vida para sempre!” Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famÃlias das nações. Pois ao Senhor é que pertence a realeza; †ele domina sobre todas as nações. Somente a ele adorarão os poderosos. Toda a minha descendência há de servi- o; à s futuras gerações anunciará, o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!”
Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o senhor.
Naquele tempo, um homem que estava à mesa, disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete'”.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje faz um ardente convite para irmos ao grande e magnÃfico banquete do Reino dos Céus! Este era o grande apelo que Jesus fazia a todas as pessoas, pois ele queria que todos se salvassem e participassem daquele repouso e daquelas delÃcias do seu Reino Celeste. Esta era a principal mensagem do Evangelho de Cristo, dos apóstolos e dos profetas. E todos eram unânimes em dizer que para se tornar digno de participar deste banquete na eterna glória seria necessário imitar Jesus Cristo e acolher o seu Evangelho!
No evangelho que ouvimos, encontramos Jesus Cristo participando de um banquete que lhe fora oferecido na casa de um dos chefes dos fariseus; com a participação de muitos fariseus e mestres da Lei, junto com seus familiares. Depois que Jesus lhes dirigiu algumas palavras, um dos convivas, inspirado pelo EspÃrito Santo e entusiasmado pelas palavras de Cristo, disse em alta voz, no meio da assembleia: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” (Lc 14, 15). Em seguida, respondendo a esta proclamação de fé no Reino Celeste, aprovando esta saudação, Jesus a estendeu a todos este mesmo convite. Ao mesmo tempo, ele advertiu a todos os judeus que estavam ali presente, sobre os graves perigos que eles corriam se não se importassem ou se recusassem o convite que o próprio Jesus estava lhes fazendo, para que participassem do banquete no Reino dos Céus!
Então Jesus lhes contou a seguinte parábola: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas, recusando-se a ir ao banquete” (Lc 14, 16-18). E todos aqueles que recusaram o convite se escusavam dizendo que tinham coisas melhores e mais importantes a fazer!
Por isso, o Senhor mesmo haveria de convidar outras pessoas em lugar deles, como disse Jesus na parábola: ‘”Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete'” (Lc 14, 21-24).
Entretanto, depois de deixar esta grave advertência a todos – quer sejam eles judeus ou cristãos -, Jesus voltou a exortá-los, dizendo: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o senhor” (Mt 11, 28). Pois Jesus, na sua imensa bondade e misericórdia não quer que ninguém se perca, mas todos se salvem e entrem no repouso e na bem-aventurança do seu Reino Celeste!
O grande profeta e rei Davi, como se estivesse tendo uma visão mÃstica do Reino dos céus, elevou a Deus um hino de louvor, anunciando as maravilhas de estarem ali reunidos, naquela grande assembleia celestial, todos os pobres e os fiéis que temem ao Senhor, participando daquele banquete no Reino de Deus, dizendo: “Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão: ‘Seus corações tenham a vida para sempre!’ Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famÃlias das nações. Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações” (Sl 21, 26-29).
São Paulo, caros irmãos, na Carta aos Filipenses teceu enormes louvores à grandeza e à gloria de Jesus Cristo, o nosso Senhor e Salvador, lá no seu Reino Eterno. Ele estimulava a todos os fiéis cristãos a acolherem o Evangelho de Jesus Cristo e serem seus imitadores. Pois Jesus Cristo, antes de assumir a nossa natureza humana, ele já existia na sua glória e majestade divina, junto do Pai e do EspÃrito Santo. Porém, depois de sua encarnação, ele assumiu a nossa natureza humana em tudo menos no pecado, conforme as palavras do Apóstolo, que disse: “Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome” (Fl 2, 6-9).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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