

Isto diz o Senhor: “Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’. Eis que eu os trarei do paÃs do Norte e os reunirei desde as extremidades da terra; entre eles há cegos e aleijados, mulheres grávidas e parturientes: são uma grande multidão os que retornam. Eles chegarão entre lágrimas e eu os receberei entre preces; eu os conduzirei por torrentes d’água, por um caminho reto onde não tropeçarão, pois tornei-me um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito”.
Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecÃamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios, de canções. Entre os gentios se dizia: “Maravilhas fez com eles o Senhor!” Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria. Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes!
Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituÃdo em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifÃcios pelos pecados. Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Por isso, deve oferecer sacrifÃcios tanto pelos pecados do povo, quanto pelos seus próprios. Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão. Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo sacerdote, mas foi aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. Como diz em outra passagem: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedec”.
Jesus Cristo, Salvador, destruiu o mal e a morte; fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecÃveis.
Naquele tempo, Jesus saiu de Jericó, junto com seus discÃpulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.
CarÃssimos irmãos e irmãs, em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! A Liturgia da Palavra deste domingo nos dá um grande testemunho de fé em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo; reconhecendo publicamente que este Jesus que realizava curas e milagres era, de fato, o Messias esperado em Israel, e que fora prometido pelos profetas. Ele era aquele que haveria de salvar o seu povo e dar-lhe a libertação de seus pecados. Como dizia São Paulo: “Jesus Cristo, o Salvador, destruiu o mal e a morte; e ele fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecÃveis” (2Tm 1, 10).
Quando Jesus se apresentou diante do povo de Israel realizando aqueles prodÃgios todos, curando os enfermos e restaurando a integridade fÃsica dos defeituosos e estropiados, todos acreditavam que ele, de fato, fosse o Messias, o filho de Davi, que devia vir a este mundo. Por isso, Jesus arrebanhava multidões que iam atrás dele para assistir os seus milagres e ouvir os seus discursos.
Num certo dia, quando Jesus andava pela cidade de Jericó, Bartimeu, filho de Timeu, que era cego, começou a gritar insistentemente, dizendo:“Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” (Mc 10, 47-48). Com estas palavras, Bartimeu professava sua fé em Jesus Cristo, reconhecendo-o como o Messias e Salvador, o filho de Davi! Então, Jesus vendo a sua fé e a sua piedade – que já enxergava Jesus com os olhos da fé -, mas implorava a graça da cura de sua cegueira, aproximou de Bartimeu e disse-lhe: “‘O que queres que eu te faça?’ O cego respondeu: ‘Mestre, que eu veja!’ Jesus disse: ‘Vai, a tua fé te curou’. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho” (Mc 10, 51-52).
Este Jesus, o Nazareno e filho de Davi, que estava passando em Jericó realizando milagres, e que curou o cego Bartimeu, era, de fato, aquele que Jeremias outrora profetizara a seu respeito, dizendo: “Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’. Eis que eu os trarei do paÃs do Norte e os reunirei desde as extremidades da terra; entre eles há cegos e aleijados, mulheres grávidas e parturientes: são uma grande multidão os que retornam. Eles chegarão entre lágrimas e eu os receberei entre preces” (Jr 31, 7-9).
E sobretudo, caros irmãos, Jesus não curava apenas enfermidades e defeitos fÃsicos, mas curava os males mais profundos e devastadores da alma humana, causados pelo pecado. Ele perdoava os pecados e tratava com toda piedade e misericórdia os pecadores que demonstravam arrependimento. E na maioria das vezes, quando ele realizava alguma cura prodigiosa – percebendo a fé e a humildade da pessoa agraciada pela cura -, imediatamente ele perdoava os seus pecados e prometia-lhe a salvação!
Por isso, Jesus veio a este mundo para assumir aquele Sumo Sacerdócio capaz reconciliar os homens com Deus e de perdoar os seus pecados, como disse Paulo aos Hebreus: “Pois, ele era, na verdade, o Sumo Sacerdote tirado do meio dos homens e instituÃdo em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifÃcios pelos pecados. Ele sabia ter compaixão dos que estavam na ignorância e no erro, porque ele mesmo estava cercado de fraqueza. Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo sacerdote, mas foi aquele que lhe disse: ‘Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei’. Como diz em outra passagem: ‘Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedec'” (Hb 5, 1-2; 5-6).
Este mesmo Jesus Cristo, caros irmãos, foi aquele que deu ao povo de Israel a verdadeira libertação, dando-lhe a redenção da escravidão do pecado, cuja escravidão era muito mais miserável e humilhante do que aquela que o povo de Israel havia sofrido nos tempos do exilio, entre as nações pagãs. Agora, prestes a ser libertado por Cristo da escravidão do pecado, todo o povo de Israel podia cantar aquele antigo cântico de louvor que eles cantavam ao retornarem do exÃlio, que dizia: “Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecÃamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios, de canções. Entre os gentios se dizia: ‘Maravilhas fez com eles o Senhor!’ Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria” (Sl 126, 1-3)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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