

Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. Estes, são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são a sua melhor herança. A descendência deles mantém-se fiel às alianças, e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará. Seus corpos serão sepultados na paz e seu nome dura através das gerações. Os povos proclamarão a sua sabedoria, e a assembleia vai celebrar o seu louvor.
O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar!” Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” “De Davi farei brotar um forte Herdeiro, acenderei ao meu Ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!”
Esperavam estes pais a redenção de Israel, e o Espírito do Senhor estava sobre eles.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje faz a memória festiva dos justos patriarcas, os antepassados de nosso Senhor Jesus Cristo, São Joaquim e Santa Ana, pais da Maria Santíssima e avós de Jesus Cristo.
Nós, infelizmente, não encontramos em nenhum lugar da Sagrada Escritura do Novo Testamento alguma referência sobre os avós de Jesus Cristo, por parte de sua mãe. Nem encontramos nenhuma referência a eles nas listas das genealogias dos Evangelhos de São Mateus e de São Lucas. No entanto, a Tradição da Igreja, posteriormente, se encarregou de preencher certas lacunas que a piedade popular exigia; trazendo algumas informações que, obviamente, deveriam ter acontecido. Assim, desde muito cedo atribuiu-se os nomes dos pais de Nossa Senhora de: Joaquim e Ana. Estes nomes apareceram pela primeira vez num evangelho apócrifo, chamado “Proto-Evangelho de Tiago”, escrito por um cristão anônimo, por volta do ano 150. Este evangelho não teve reconhecimento eclesiástico e nem foi incluído na Sagrada Escritura como livro canônico.
Entretanto, caros irmãos, este documento histórico do segundo século, não pode ser rejeitado por completo. Portanto, desde então, a Igreja passou a venerar os pais da Virgem Santíssima sob os nomes de São Joaquim e Santa Ana. A Igreja os reconheceu como sendo eles os últimos santos patriarcas que transmitiram à Virgem Maria os mais sublimes valores que eles herdaram dos antigos santos patriarcas do povo de Israel.
O sábio autor do livro do Eclesiástico fez um belíssimo elogio à memória dos mais dignos e justos patriarcas de Israel; e que os seus descendentes não deixariam de lembrá-los com satisfação, dirigindo-lhes as seguintes palavras: “Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. Estes, são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. Seus corpos serão sepultados na paz e seu nome dura através das gerações. Os povos proclamarão a sua sabedoria, e a assembleia vai celebrar o seu louvor” (Eclo 44, 9-10; 14-15). E logo a seguir, ele dirigiu profeticamente algumas palavras aos digníssimos patriarcas e avós de Jesus Cristo, São Joaquim e Santa Ana, dizendo-lhes: “Pois eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são a sua melhor herança. A descendência deles mantém-se fiel às alianças, e, graças a eles, também os seus filhos. A sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará” (Eclo 44, 11-13).
Estes santos patriarcas, São Joaquim e Santa Ana, por serem descendentes de Davi, e avós de Jesus Cristo, eles colaboraram para que as promessas feitas por Deus a Davi se cumprissem, conforme as palavras do profeta, que disse: “O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: ‘Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar! De Davi farei brotar um forte Herdeiro, acenderei ao meu Ungido uma lâmpada’” (Sl 131, 11; 13).
Por fim, caros irmãos, o próprio Jesus Cristo fez um autoelogio, sem perder a sua puríssima e santa humildade, dizendo a todos aqueles que estavam ali presentes, ouvindo as suas palavras, e vendo-o com os seus olhos, seriam as pessoas mais felizes e bem-aventurados entre todos os homens, pois, como disse Jesus: “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram” (Mt 13, 16-17). Mesmo que São Joaquim e Santa Ana não estivessem ali presentes, naquele momento, eles, certamente, exultaram de alegria quando viram o seu neto e ouviram as suas palavras. “Pois, estes pais esperavam a redenção de Israel, e o Espírito do Senhor estava sobre eles” (Lc 2, 25).
São Joaquim e Santa Ana, rogai por nós!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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