

Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princÃpio e o fim da ação que Deus realiza.
Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero. Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa.
Veio o filho do homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos.
Aconteceu que Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discÃpulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.
CarÃssimos irmãos e irmãs. A Liturgia da Palavra nos diz que tudo neste mundo está sujeito à lei do tempo e do movimento. Tudo neste mundo tem o seu tempo de existir, e que tais coisas neste mundo perecÃvel, se movem no tempo para acabar! Tudo nasce e tudo morre! Somente Deus e as coisas que lhe pertencem permanece e são eternos! Por isso, Jesus Cristo ao vir a este mundo, embora fosse Deus, quis submeter-se à s instabilidades do tempo e à s fragilidades da vida humana neste mundo, para ser nosso refúgio, libertador, fortaleza e abrigo! Somente ele pode nos dar a salvação e a vida eterna!
Por isso, Jesus Cristo, vindo a este mundo, quis sujeitar-se à s condições de vida que eram próprias deste mundo. Ele veio para pôr-se a serviço dos homens, auxiliando-os no combate contra o pecado e contra as tentações do mundo, afim de resgatar a muitos deste mundo tenebroso, e conduzi-los ao seu Reino de Luz e de Paz eterna! conforme o testemunho que o próprio Jesus deu de si mesmo, dizendo: “Veio o filho do homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos” (Mc 10, 45). Por isso, aquele que trazia a fortaleza da divindade sob um corpo frágil e humano, se tornou nosso refúgio, nosso libertador, nossa fortaleza e nosso abrigo! Pois ele é, para toda eternidade, o nosso escudo e nele depositamos toda a nossa esperança de vida e de salvação; como disse o profeta: “O Senhor, é o meu rochedo. Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero” (Sl 146, 1-2)!
No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus nos levou a acreditar que ele era realmente o poderoso Senhor e Salvador! Conforme a profissão de fé de Pedro, que confessou a natureza divina de Cristo, dizendo-lhe: “Tu és o Cristo de Deus” (Lc 9, 21). E Jesus Cristo, ouvindo tal ato de fé, o aprovou plenamente! Porém, ele achou que não seria oportuno revelar ao povo esta verdade naquele momento; por isso, os apóstolos deveriam guardar tal mistério em segredo, visto que “Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém” (Lc 9, 21). E, a seguir, Jesus lhes disse que a sua divindade seria revelada ao povo somente depois de sua paixão, morte e ressurreição:“Pois, o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; e por fim, deveria ser morto e ressuscitar no terceiro dia” (Lc 9, 22).
Jesus quis mostrar, assim, que os mistérios de sua vida, morte e ressurreição deviam seguir as mesmas leis da natureza deste mundo. Tudo devia acontecer no seu tempo certo e oportuno, conforme a sabedoria de Deus. Pois, conforme o Eclesiastes: “Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. Pois, eu observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princÃpio e o fim da ação que Deus realiza” (Ecl 3, 1-3; 10-11).
Entretanto, Jesus Cristo, na condição de Senhor e Salvador, era profeticamente apresentado como o refúgio seguro contra as intempéries deste mundo; a fortaleza sólida contra os perigos desta vida; e um abrigo seguro contra os Ãmpios e os seus perseguidores! Desta forma, o homem percebendo-se cercado de tantas fragilidades e perigos, encontraria no Senhor e Salvador Jesus Cristo a proteção e o amparo seguro para se salvar deste mundo tenebroso e instável. Por isso, cheio de gratidão, o profeta elevou a Deus esta oração, dizendo-lhe: “Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero. Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa” (Sl 146, 1-4).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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