

A Palavra de Deus é comprovada. O Senhor é um escudo para os que nele se abrigam. Não acrescentes nada à s suas palavras, para que ele não te repreenda e passes por mentiroso! Duas coisas eu te pedi; não mas recuses, antes de eu morrer: afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é necessário. Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: “Quem é o Senhor?” Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus.
Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente! A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata. É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável como o céu. De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens. De vossa lei eu recebi inteligência, por isso odeio os caminhos da mentira. Vossa palavra é uma luz para os meus passos! Eu odeio e detesto a falsidade, porém amo vossas leis e mandamentos!
Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando!
Naquele tempo, Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas. Em qualquer casa onde entrardes, ficai aÃ; e daà é que partireis de novo. Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. Os discÃpulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa-Nova e fazendo curas em todos os lugares.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje enaltece as inúmeras virtudes da Palavra de Deus. Pois ela ilumina a nossa inteligência para compreendermos as verdades mais sublimes; bem como ela nos protege contra a mentira e a falsidade. Ela nos ensina os preceitos divinos que nos orientam a ter uma conduta de vida aprovada por Deus; e, sobretudo, ela nos confirma no caminho de vida e de salvação! Portanto, a Palavra de Deus é, na verdade, o Evangelho de Cristo que indica o caminho que nos leva ao Reino de Deus! Por isso, Jesus dizia em sua pregação missionária: “Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando” (Mc 1, 15)!
Depois de Jesus ter realizado várias viagens missionárias – por toda a região da Galileia, Judeia e Samaria -, anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus, ele decidiu enviar os seus discÃpulos, numa idêntica missão evangelizadora. Por isso, “Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. Os discÃpulos, então, partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa-Nova e fazendo curas em todos os lugares” (Lc 9, 1-2; 6).
No entanto, na hora de enviar os discÃpulos em missão, Jesus fez algo totalmente inédito! Ele quis que os pregadores desta mensagem messiânica e divina, expressassem pessoalmente um testemunho de despojamento e de simplicidade. Ele quis, portanto, que os apóstolos saÃssem em missão totalmente entregues nas mãos da Providência Divina, dependendo somente da generosidade das pessoas a quem eles deviam anunciar o seu Evangelho. Pois, eles deviam anunciar o Evangelho pelo proclamação da palavra e pela conduta de vida deles. Por isso, Jesus deu-lhes as seguintes recomendações: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas. Em qualquer casa onde entrardes, ficai aÃ; e daà é que partireis de novo. Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles” (Lc 9, 3-5).
Neste sentido, caros irmãos, o despojamento e a pobreza recomendados por Cristo evitavam dois grandes perigos. O primeiro perigo seria a tentação das riquezas e do dinheiro. Com isso, o despojamento do missionário fazia com que ele não fizesse da pregação evangélica um pretexto para se enriquecer. E, por outro lado, a pobreza do missionário evitava a miséria, pois Jesus reconhecia que eles tinham o direito de receberem o seu salário e as doações que lhes fossem providenciadas pelas pessoas que eles encontrassem pelo caminho! Neste caso, estas determinações que Jesus estabeleceu aos apóstolos tinham a mesma finalidade daquele pedido que o sábio profeta fizera a Deus, dizendo: “Duas coisas eu te pedi; não mas recuses, antes de eu morrer: afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é necessário. Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: ‘Quem é o Senhor?’ Ou, empobrecido de tal modo, que eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus” (Pr 30, 7-9).
Os apóstolos, ao saÃrem em missão, sabiam, com certeza, quão grande e sublime era pregar esta mensagem do Reino de Deus, que era aquela Boa-Nova de Jesus. Eles deviam anunciar a Palavra de Deus, em toda a sua integridade. E, assim, comprometidos com a verdade, não deveriam deixar-se levar pelas próprias ideias e nem por falsos raciocÃnios, conforme as palavras do sábio profeta, que dizia: “A Palavra de Deus é comprovada. O Senhor é um escudo para os que nele se abrigam. Não acrescentes nada à s suas palavras, para que ele não te repreenda e passes por mentiroso” (Pr 30, 5-6)!
Ou seja, caros irmãos. os apóstolos deviam estar imbuÃdos do mesmo espÃrito de Davi, que dizia: “A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata. É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável como o céu. De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens. Vossa palavra é uma luz para os meus passos! Eu odeio e detesto a falsidade, porém amo vossas leis e mandamentos” (Sl 118, 72; 89; 101; 105; 163)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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