

Irmãos, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. Nesse caso, nós serÃamos testemunhas mentirosas de Deus, porque terÃamos atestado – contra Deus – que ele ressuscitou Cristo, quando, de fato, ele não o teria ressuscitado – se é verdade que os mortos não ressuscitam. Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Então, também os que morreram em Cristo pereceram. Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primÃcias dos que morreram.
Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios! Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós. Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me, à proteção de vossas asas, Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Naquele tempo, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espÃritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saÃdo sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discÃpulos com os bens que possuÃam.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra da celebração de hoje nos dá um testemunho muito interessante dizendo que o Evangelho da salvação e da redenção fora destinado por Deus tanto aos homens quanto à s mulheres. Pois, Jesus Redentor e Salvador, pelo poder de sua palavra e pelo poder divino de sua ressurreição dos mortos, haveria de dar a sua vida para a remissão dos pecados; e sobretudo haveria de dar a salvação a todos os homens e mulheres, por meio de sua ressurreição dos mortos! Pois, todos aqueles que depositassem no Cristo Senhor a sua fé e as suas vidas, desapegando-se dos bens deste mundo, seriam acolhidos por ele no Reino dos céus!
No Evangelho que ouvimos, Jesus ofereceu à algumas mulheres a graça da sua redenção, libertando-as do poder dos demônios e perdoando-as de seus pecados; como nos transmitiu Lucas no seu Evangelho, dizendo: “Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espÃritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saÃdo sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes” (Lc 8, 1-2). Estas mulheres, repletas de gratidão e de fé no Messias Jesus Cristo, o grande benfeitor de suas vidas, passaram a segui-lo como fiéis discÃpulas. E Jesus, vendo a sua fé e o seu amor por ele, as acolheu como suas discÃpulas, dando-lhes a graça de poder acompanhá-lo em suas jornadas missionárias, e segui-lo bem de perto, ao lado dos apóstolos, pois, “Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discÃpulos com os bens que possuÃam” (Lc 8, 3).
Estas mulheres eram pessoas simples e humildes, embora fossem de famÃlias nobres e abastadas, que passaram a acompanhar Jesus e os apóstolos em suas jornadas missionárias, num perfeito espÃrito de pobreza, com um toque caracteristicamente feminino. Pois, elas mantinham-se discretas e atentas, cuidando generosamente de todos, dando-lhes um suporte financeiro para os sustentar em suas necessidades corporais. Estas atitudes de generosidade e de piedade destas santas mulheres fez com que Jesus elevasse a Deus uma oração de ação de graças, dizendo: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores” (Mt 11, 25)!
São Paulo deixou bem claro que a mensagem de salvação que foi transmitida por Jesus Cristo e pelos Apóstolos era fundamental para a religião e para a fé dos cristãos. Pois, toda a fé cristã, conforme as palavras do apóstolo Paulo, tinha em vista a salvação e a ressurreição dos mortos, afim de entrar na vida eterna do Reino dos Céus! E, além disto, a nossa ressurreição dos mortos dependia inteiramente da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. E, caso contrário, se não existisse a ressurreição dos mortos, também não teria acontecido a ressurreição de Jesus Cristo. E se Cristo não ressuscitou, a nossa fé era simplesmente uma coisa falsa e a nossa religião cristã não teria nenhum sentido e nenhum valor! Se Cristo não tivesse ressuscitado, nós também não haverÃamos de ressuscitar e nem haveria qualquer salvação para nós, como disse Paulo: “Irmãos, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão” (1Cor 15, 12-14; 17; 19).
Entretanto, felizmente as coisas não aconteceram deste modo! Pois, Jesus ressuscitou dos mortos, e nós haveremos de ressuscitar junto com ele, se perseverarmos unidos a ele como fiéis discÃpulos. Pois, nós todos dependemos inteiramente de Jesus Cristo, como o nosso Salvador e Redentor, tanto para a remissão de nossos pecados, quanto para sermos salvos por ele, para alcançarmos a ressurreição da vida eterna. “Portanto, caros irmãos, por certo Cristo ressuscitou dos mortos como primÃcias dos que morreram” (1Cor 15, 20).
O Salmista, de forma profética, acreditava que o Senhor era o seu Salvador e o seu Redentor. Por isso, ele depositava nele a sua confiança, como o seu protetor e salvador, dizendo: “Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós. Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença” (Sl 16, 6-7; 15).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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