

Irmãos: Que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. A este respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.
Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração. Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia. Afasta-te do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre. Porque o Senhor Deus ama a justiça, e jamais ele abandona os seus amigos. A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida.
Naquele tempo, os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. Vinho novo deve ser colocado em odres novos. E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra nos adverte de diversas formas a fazermos tudo para agradar a Deus; visto que, somente a ele é que devemos adorar, obedecer e dar-lhe satisfação de nossas palavras, de nossos atos e de nossos pensamentos. Pois, no dia em que o Senhor Jesus vier em sua glória, ele nos julgará com toda a justiça, dando a cada uma segundo os seus méritos. Por isso, disse São Paulo: “Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido” (1Cor 4, 5).
Assim sendo, caros irmãos, da mesma forma que o Apóstolo Paulo se considerava e se julgava a si mesmo, ele igualmente aconselhava os cristãos de Corinto a se julgarem da mesma forma. Paulo se referia, sobretudo, à sua missão de Apóstolo e pregador da Palavra de Deus. Mas, este juízo que Paulo realizava sobre o seu ministério, ele também o fazia sobre si mesmo em particular e sobre a sua conduta de vida. Portanto, com toda sinceridade e sem querer ofender ninguém, ele dizia que não precisava dar satisfação a ninguém sobre o seu comportamento, pois, tudo o que ele fazia era para agradar ao Senhor seu Deus e Salvador. E ele esperava ser julgado pelo Senhor Jesus, o Justo Juiz que virá para julgar os vivos e os mortos, com toda a justiça.
Por isso, Paulo disse aos irmãos de Corinto: “Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido” (1Cor 4, 3-5).
Jesus Cristo, ao ser questionado pelos fariseus e mestres da Lei sobre o seu procedimento em relação aos seus discípulos, ele lhes respondeu – sem ofendê-los – de que a conduta dos discípulos, em relação às práticas de piedade, seguiam estritamente as suas orientações. Pois, relacionar-se com Deus pela oração e pelo jejum seriam atos próprios de quem estivesse na presença do Deus invisível e distante. Porém, enquanto os seus discípulos estivessem face-a-face na sua presença, eles poderiam dialogar e interagir com Deus, sem fazer uso destes recursos de piedade. Por isso, Jesus lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão” (Lc 5, 34-35). Portanto, de forma sutil e discreta, Jesus lhes revelou que nele habitava, de forma invisível e misteriosa, a divindade do Filho de Deus! E, além disto, ele via com muito agrado a obediência e a humildade dos seus discípulos. Pois ele sabia que os seus fiéis discípulos haveriam de orar e fazer jejum, no dia em que Jesus, o Filho de Deus, fosse levado aos céus, tornando-se novamente invisível e misteriosamente distante!
Assim sendo, todos os discípulos do Senhor deveriam depositar nele a sua confiança e estar sempre prontos a dar-lhe satisfação de sua conduta. Conforme as palavras do profeta, que disse: “Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração. Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. Porque o Senhor Deus ama a justiça, e jamais ele abandona os seus amigos. A salvação dos piedosos vem de Deus” (Sl 36, 3-5; 28; 39).
E quem caminha nos caminhos deste mundo junto com Jesus, caminha iluminado pela sua graça e pela sua luz. Por isso, Jesus disse aos seus discípulos:“Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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