

Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.
Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens. Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa. No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.
O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. E pregava nas sinagogas da Judeia.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra alguns detalhes da obra missionária de nosso Senhor Jesus Cristo e dos Apóstolos. Externamente e publicamente o Senhor ia convertendo as pessoas, mediante a pregação da sua Palavra, realizada por ele pessoalmente em Cafarnaum e em todas as cidades da Galileia e da Judeia; e posteriormente através de seus apóstolos. Internamente, no coração de cada pessoa, o Espírito Santo ia suavemente inspirando a fé, a esperança e a caridade, levando-os a abraçar o caminho de salvação!
Na passagem do Evangelho de São Lucas, que acabamos de ouvir, ele nos descreveu a atividade evangelizadora de Cristo durante um dia inteiro. Por sinal, era um dia de sábado, enquanto ele e os seus discípulos estavam em Cafarnaum. Tudo começou, bem sedo, quando Jesus e os discípulos se reuniram com todos os judeus da cidade de Cafarnaum na sinagoga. Ali, Jesus fez uma pregação e expulsou um demônio. A seguir, “Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los” (Lc 4, 38-39).
Tendo feito a refeição do meio-dia em casa de Simão, Jesus e os apóstolos permaneceram reunidos naquela casa. A seguir, durante toda a tarde daquele dia, Jesus recebeu com toda atenção e delicadeza as pessoas que vinha até ele para se encontrarem com Jesus e receberem dele alguma graça. “Assim, ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: ‘Tu és o Filho de Deus’ Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias” (Lc 4, 40-41). Depois de ter passado boa parte do dia evangelizando e atendendo as pessoas, após um breve descanso, logo “ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado” (Lc 4, 42-43). E depois Jesus acrescentou, dizendo: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim, pois ele enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho” ( Lc 4, 18).
São Paulo também nos descreveu alguns detalhes a respeito de seu trabalho missionário em Corinto, na região da Grécia. Primeiramente ele disse que encontrou muitos obstáculos para ensinar uma doutrina mais robusta e sólida aos fiéis da comunidade de Corinto, por apresentarem certas resistências e limitações. Conforme as palavras de Paulo, que lhes disse: “Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, visto que ainda sois carnais” (1Cor 3, 1-3).
A seguir, ele provou isto, dando o exemplo das rivalidades e disputas que haviam entre eles, ao dizer-lhes que “as rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? Quando um declara: ‘Eu sou de Paulo’, e outro: ‘Eu sou de Apolo’, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais” (1Cor 3, 3-4)? Portanto, isto eram coisas que, segundo Paulo, deveriam ser corrigidas urgentemente!
Por fim, ele falou sobre o seu enorme esforço pessoal nesta obra de evangelização, dizendo o seguinte: “Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois a lavoura de Deus, a construção de Deus” (1Cor. 3, 5-6; 9).
Contudo, caros irmãos, é Deus quem realiza toda a obra de evangelização, iluminando internamente os corações dos fiéis, mediante o seu Espírito. Por isso, todos juntos devemos aclamar o Senhor, dizendo: “Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa. Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança” (Sl 32, 12-13; 15; 21).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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