

O Senhor respondeu a Jó, do meio da tempestade, e disse: “Quem fechou o mar com portas, quando ele jorrou com Ãmpeto do seio materno, quando eu lhe dava nuvens por vestes e névoas espessas por faixas; quando marquei seus limites e coloquei portas e trancas, e disse: ‘Até aqui chegarás, e não além; aqui cessa a arrogância de tuas ondas?'”
Os que sulcam o alto-mar com seus navios, para ir comerciar nas grandes águas, testemunharam os prodÃgios do Senhor e as suas maravilhas no alto-mar. Ele ordenou, e levantou-se o furacão, arremessando grandes ondas para o alto; aos céus subiam e desciam aos abismos, seus corações desfaleciam de pavor. Mas gritaram ao Senhor na aflição, e ele os libertou daquela angústia. Transformou a tempestade em bonança, e as ondas do oceano se calaram. Alegraram-se ao ver o mar tranquilo, e ao porto desejado os conduziu. Agradeçam ao Senhor por seu amor e por suas maravilhas entre os homens!Â
Irmãos: O amor de Cristo nos pressiona, pois julgamos que um só morreu por todos, e que, logo, todos morreram. De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim, doravante, não conhecemos ninguém conforme a natureza humana. E, se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo.
Um grande profeta surgiu, surgiu e entre nós se mostrou, é Deus que seu povo visita, seu povo, meu Deus visitou.
Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discÃpulos: “Vamos para a outra margem!” Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava, na barca. Havia ainda outras barcas com ele. Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discÃpulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O ventou cessou e houve uma grande calmaria. Então Jesus perguntou aos discÃpulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos dá um grande testemunho de fé em Deus, o Todo-poderoso e Criador de todas as coisas. Ele é o único que tem um domÃnio sobre todas as suas criaturas, com um poder onipotente! Com a finalidade de despertar em nós esta fé inabalável em Deus; e em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, todas as leituras da celebração deste domingo pretendem mostrar alguns aspectos deste poder onipotente de Deus sobre todas as criaturas, manifestado em nosso Senhor Jesus Cristo!
Por isso, quando Deus quis mostrar aos homens o seu poder onipotente, ele tomou como testemunha o seu poder de controlar a imensidão das águas dos mares, e de acalmar as suas ondas agitadas pelo vento. Por esse motivo, quando Deus tomou a palavra para explicar a Jó que ele estava na origem de todas as coisas criadas, como o seu Criador. Deste modo, ele quis mostrar-lhe o seu domÃnio sobre os mares, por mais potentes que eles fossem. “E o Senhor, então, respondeu a Jó, do meio da tempestade, e disse: ‘Quem fechou o mar com portas, quando ele jorrou com Ãmpeto do seio materno, quando eu lhe dava nuvens por vestes e névoas espessas por faixas; quando marquei seus limites e coloquei portas e trancas, e disse: Até aqui chegarás, e não além; aqui cessa a arrogância de tuas ondas'” (Jó 38,1.8-11)?
O profeta, através do Salmo 106, quis dar o seu testemunho do quanto era eficaz a fé daquele fiel que temesse a Deus, e que clamasse ao Senhor para livrá-lo dos perigos de um mar revolto, em meio à s ondas agitadas. Por isso, ele disse: “Os que sulcam o alto-mar com seus navios, testemunharam os prodÃgios do Senhor e as suas maravilhas no alto-mar. Ele ordenou, e levantou-se o furacão, arremessando grandes ondas para o alto. Mas gritaram ao Senhor na aflição, e ele os libertou daquela angústia. Transformou a tempestade em bonança” (Sl 106, 23-25; 28-29).Â
No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus Cristo serviu-se do mar agitado, com suas ondas fortes que ameaçavam afundar a barca dos apóstolos, para demonstrar aos seus discÃpulos os seus poderes divinos sobre os elementos da natureza. Assim sendo, “enquanto os apóstolos navegavam em alto mar, foram surpreendidos por uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discÃpulos o acordaram e disseram: ‘Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?’ Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ O ventou cessou e houve uma grande calmaria. Então Jesus perguntou aos discÃpulos: ‘Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé'” (Mc 4,37-40)?
Com este gesto, Jesus mostrou que ele não era apenas um profeta, mas era o próprio Deus que estava se manifestando no meio deles, realizando tais prodÃgios, pois: “Um grande profeta surgiu, surgiu e entre nós se mostrou, é Deus que seu povo visita, seu povo, meu Deus visitou” (Lc 7, 16).
Jesus repreendeu os discÃpulos pela sua falta de fé, em não acreditarem nos seus poderes divinos. Pois, deixando-se levar pelo pavor da morte, eles não acreditaram que Jesus os pudesse salvar daquele perigo. Por isso, naquele momento de angústia diante dos perigos de um mar agitado, Jesus aproveitou-se desta circunstância para mostrar-lhes que ele era o Senhor onipotente e o Salvador. E assim, servindo-se de seus poderes divinos de controlar os elementos da natureza, Jesus demonstrava aos apóstolos que ele tinha o poder divino de salvá-los de qualquer perigo, sobretudo do perigo da morte.
Da mesma forma, Jesus Cristo iria demonstrar o seu poder salvador na sua morte, conforme as palavras de São Paulo, que disse: “De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova” (2Cor 5, 15-17).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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