

Paulo, Silvano e Timóteo, à Igreja dos tessalonicenses reunida em Deus nosso Pai e no Senhor Jesus Cristo: a vós, graça e paz da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. Devemos agradecer sempre por vós, irmãos, com toda justiça, porque progredis sempre mais na fé e porque aumenta a caridade que tendes uns para com os outros. Assim, nos gloriamos nas igrejas de Deus por causa da vossa perseverança e da vossa fé em todas as perseguições e sofrimentos que suportais. Estes constituem um sinal do justo juízo de Deus, pois servem para serdes julgados dignos do reino de Deus, pelo qual também estais sofrendo. Que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação. Que ele, por seu poder, realize todo o bem que desejais e torne ativa a vossa fé. Assim o nome de nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós nele, em virtude da graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios! Pois Deus é grande e muito digno de louvor, é mais terrível e maior que os outros deuses, porque um nada são os deuses dos pagãos. Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.
Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais, nem deixais entrar aqueles que o desejam. Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando o conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós. Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo Templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!’ Insensatos e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? Vós dizeis também: ‘Se alguém jura pelo altar, não vale; mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, então vale!’ Cegos! O que vale mais: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? Com efeito, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra nos ensina que, tanto a religião judaica quanto a religião cristã, ambas foram criadas por Deus, para levarem os seus fiéis a servirem o Senhor com fé e piedade, fazendo a sua vontade pela prática dos seus preceitos e mandamentos. Por isso, tanto os líderes religiosos quanto os fiéis seguidores destas duas grandes religiões, precisavam manter uma coerência de vida naquilo faziam, tanto na vida privada quanto pública; e deviam conservar uma honestidade moral entre aquilo que ensinavam e aquilo que praticavam.
Então, tendo isto bem presente em nossa reflexão, vejamos as críticas que Jesus teceu contra as lideranças religiosas judaicas. Diante disto, caros irmãos, é necessário que todos nós fiquemos indignados diante daquelas denúncias que Jesus Cristo fez contra os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os fariseus. Pois, naquele momento, tendo diante de si os ministros da Palavra do povo judeu, Jesus os acusava de serem hipócritas e incoerentes; incorrendo, assim, no grave delito da hipocrisia. Pois, os lideres do povo judeu, com esta prática infame e dissimulada, corrompiam a religião judaica, levando todo o povo a imitá-los nas suas dissimulações e hipocrisias; infringindo e distorcendo os mandamentos divinos de forma detestável e inescrupulosa. Pois, Jesus sabia muito bem que a hipocrisia e a soberba funcionavam no coração das pessoas como um veneno maligno e mortífero da fé e da piedade, corrompendo a vida dos ministros da Palavra e de todos os seus seguidores. Além disto, ela provocava graves distorções no ensino da Palavra de Deus, introduzindo sutilmente escandalosas perversões nas práticas religiosas de todo o Povo de Deus.
Por isso, Jesus precisava enfrentar com toda firmeza o problema da hipocrisia das lideranças religiosas, ao desmascarar o seus males publicamente, dizendo: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais, nem deixais entrar aqueles que o desejam. Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando o conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós. Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo Templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!’ Insensatos e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro” (Mt 23, 13-17)?
Entretanto, caros irmãos, estas palavras de Jesus dirigidas às lideranças religiosas judaicas, eram, igualmente, dirigidas aos apóstolos e às lideranças religiosas de sua Igreja, como graves advertências para que eles não repetissem, futuramente, as mesmas coisas. Indiretamente Jesus estava alertando os líderes de sua Igreja – os Apóstolos, os Papas, os Bispos e os Presbíteros – a não se deixarem levar por esta peste da hipocrisia. Além do mais, Jesus Cristo não alimentava grandes expectativas em corrigir aqueles homens, e nem pretendia reformar a religião judaica; pois ele sabia que estes homens não demonstravam nenhuma disposição de se converterem e de se curarem desta peste detestável. Por isso, ao combater publicamente a hipocrisia dos mestres da Lei e dos fariseus, ele estava, na verdade, alertando os seus discípulos e apóstolos contra esta praga mortífera e destruidora, provocada pela hipocrisia e pela presunção.
Jesus, entretanto, acreditava que os seus discípulos e apóstolos não seguiriam o mau exemplo das lideranças judaicas, mas seguiriam o exemplo de Jesus, que os exortava a seguirem as suas orientações. Diante disto, Jesus dizia com toda a confiança que: “As minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27).
Na carta que São Paulo enviou aos cristãos de Tessalônica, foram-lhes dadas úteis recomendações para que não se deixassem levar pela hipocrisia, mantendo-se firmes na verdade, na caridade, na fé e na esperança cristã que receberam dos apóstolos. Por isso, Paulo lhes disse: “Devemos agradecer sempre por vós, irmãos, com toda justiça, porque progredis sempre mais na fé e porque aumentais a caridade que tendes uns para com os outros. Assim, nos gloriamos nas igrejas de Deus por causa da vossa perseverança e da vossa fé em todas as perseguições e sofrimentos que suportais. Estes constituem um sinal do justo juízo de Deus, pois servem para serdes julgados dignos do Reino de Deus, pelo qual também estais sofrendo. Que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação” (2Ts 1, 3-5; 11).
Assim, perseverando neste espírito de fé e esperança, todos nós, caros irmãos, poderemos cantar ao Senhor, unindo a nossa voz à voz dos apóstolos e de todos os fiéis discípulos de Cristo que se encontram na glória celeste, dizendo: “Cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios” (Sl 95, 1-3)!
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