

Naqueles dias, Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juÃzes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. Então Josué falou a todo o povo: “Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha famÃlia, nós serviremos ao Senhor”. E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor, para servir a deuses estranhos. Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo, é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodÃgios diante de nossos olhos, e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de todos os povos pelos quais passamos. Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”.
Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espÃrito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta. Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege, e nenhum deles haverá de se quebrar. A malÃcia do inÃquo leva à morte, e quem odeia o justo é castigado. Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera.
Irmãos, vós que temeis a Cristo, sede solÃcitos uns para com os outros. As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. Mas como a Igreja é solÃcita por Cristo, sejam as mulheres solÃcitas em tudo pelos seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensÃvel. Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; e nós somos membros do seu corpo! Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja.
Ó Senhor, vossas palavras são espÃrito e vida; as palavras que dizeis, bem que são de eterna vida.
Naquele tempo, muitos dos discÃpulos de Jesus que o escutavam, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” Sabendo que seus discÃpulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O EspÃrito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espÃrito e vida. Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o inÃcio, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A partir daquele momento, muitos discÃpulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste Domingo nos convoca a fazermos uma renovação de nossa fé naquele que é o nosso Deus único e verdadeiro; e também naquele que é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Nas leituras que ouvimos, se apresentaram diferentes tipos de pessoas e de comunidades inteiras que deram o seu testemunho de fé. Desta forma, o Povo de Israel renovou a sua fé no Senhor seu Deus. E a Igreja de Cristo, por sua vez, renovou a sua fé em Cristo, seu Senhor e Salvador. Da mesma forma, o Justo também renovou a sua fé no Senhor Deus que o protegeu e que lhe deu a vida. E inclusive os apóstolos e os discÃpulos de Cristo renovaram a sua fé em Jesus Cristo, no Senhor e Salvador, reconhecendo-o publicamente que ele tinha palavras de vida eterna (Cfr. Jo 6, 68)! Portanto, as leituras que nós ouvimos apresentaram quatro grandes testemunhos de fé e de confiança no Senhor nosso Deus!
Assim sendo, o Povo de Israel foi desafiado por Josué a manifestar a sua fé em algum Ãdolo qualquer ou no Senhor Deus que os tirou do Egito, dizendo-lhes: “‘Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha famÃlia, nós serviremos ao Senhor”‘ E o povo respondeu, dizendo: ‘Longe de nós abandonarmos o Senhor, para servir a deuses estranhos. Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo, é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodÃgios diante de nossos olhos, e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos”” (Js 24, 15-17).
O profeta Davi apresentou-nos o testemunho de um homem justo e piedoso que declarou publicamente a sua fé no Senhor Deus, que o libertou, o protegeu e o salvou da mão dos inÃquos, dizendo: “Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor! O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta. Pois o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera” (Sl 33, 2-3; 16; 20; 23).
E, por sua vez, os apóstolos e os discÃpulos de Cristo, quando se sentiram abalados em sua fé e ficaram escandalizados com as palavras de Jesus, foram provocados pelo próprio Jesus a tomarem uma decisão. Conforme o testemunho do Evangelista São João, que disse: “A partir daquele momento, muitos discÃpulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos Doze: ‘Vós também vos quereis ir embora?’ Simão Pedro, então, respondeu: ‘A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus'” (Jo 6, 66-69). Deste modo, Pedro, representando todo o grupo dos Doze Apóstolos, professou a sua fé no Cristo Senhor, declarando que Jesus, por ser Deus, era aquele que dava sentido ao seu viver e que o haveria de salvar!
Finalmente, São Paulo, ao fazer uma comparação entre o relacionamento que a Igreja dos discÃpulos de Jesus (o Corpo de Cristo) deveria ter com o Senhor e Salvador Jesus Cristo (a Cabeça da Igreja), seria semelhante ao relacionamento entre o marido (Cabeça) e a mulher (Corpo), que formam um casal cristão, pelo sacramento do matrimônio. Falando sobre a relação entre a Igreja (Corpo) e Jesus Cristo (Cabeça), São Paulo convidou a todos os cristãos a renovarem a sua fé, confirmando aquele vinculo de amor com Cristo, que fora estabelecido no batismo, dizendo: “Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. Mas como a Igreja é solÃcita por Cristo, sejam as mulheres solÃcitas em tudo pelos seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja” (Ef 5, 23-26; 39).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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