

Assim fala o Senhor: “Guarda o dia de sábado, para o santificares, como o Senhor teu Deus te mandou. Trabalharás seis dias e neles farás todas as tuas obras. O sétimo dia é o do sábado, o dia do descanso dedicado ao Senhor teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu boi, nem teu jumento, nem algum de teus animais, nem o estrangeiro que vive em tuas cidades, para que assim teu escravo e tua escrava repousem da mesma forma que tu. Lembra-te de que foste escravo no Egito e que de lá o Senhor teu Deus te fez sair com mão forte e braço estendido. É por isso que o Senhor teu Deus te mandou guardar o sábado”.
Cantai salmos, tocai tamborim, harpa e lira suaves tocai! Na lua nova soai a trombeta, na lua cheia, na festa solene! Porque isso é costume em Jacó, um preceito do Deus de Israel; uma lei que foi dada a José, quando o povo saiu do Egito. Eis que ouço uma voz que não conheço: “Aliviei as tuas costas de seu fardo, cestos pesados eu tirei de tuas mãos. Na angústia a mim clamaste, e te salvei. Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei.Â
Irmãos: Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz”, é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para tornar claro o conhecimento da sua glória na face de Cristo. Ora, trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós. Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; por toda parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal.
Vossa Palavra é a verdade; santificai-nos na verdade.
Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discÃpulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”. Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saÃrem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.
CarÃssimos irmãos e irmãs! Neste 9º Domingo do Tempo Comum a Liturgia da Palavra nos leva a refletir sobre o dia dedicado ao Senhor, o Domingo, como um Mandamento divino, registrado no Decálogo. Veremos logo a seguir como o Sábado foi transferido para o Domingo, por determinação de Cristo e do EspÃrito Santo, por intermédio dos apóstolos.
Como sabemos, os judeus guardavam o Sábado, que foi instituÃdo por Deus, através de Moisés, conforme o que foi estabelecido no 3º mandamento da Lei de Deus. “Pois, assim falou o Senhor: “Guarda o dia de sábado, para o santificares, como o Senhor teu Deus te mandou. Trabalharás seis dias e neles farás todas as tuas obras. O sétimo dia é o do sábado, o dia do descanso dedicado ao Senhor teu Deus” (Dt 5, 12-14).
Este descanso sabático estabelecido no terceiro mandamento, também servia como memória da libertação da escravidão e dos trabalhos forçados no Egito, conforme as palavras do Profeta, que disse: “Porque isso é costume em Jacó, um preceito do Deus de Israel; uma lei que foi dada a José, quando o povo saiu do Egito. Eis que ouço uma voz que não conheço: “Aliviei as tuas costas de seu fardo, cestos pesados eu tirei de tuas mãos. Na angústia a mim clamaste, e te salvei” (Sl 80, 5-8).
Porém, para os cristãos, o dia do Senhor passou a ser guardado no Domingo, por ser o dia da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Esta prática foi introduzida na Igreja Católica desde o tempo dos Apóstolos. Foram eles que se sentiram autorizados – por ordem de Jesus Cristo e por inspiração do EspÃrito Santo -, a transferirem o dia do Sábado, que era guardado no sétimo dia semana, para o primeiro dia da semana, afim de comemorar o dia da ressurreição do Senhor. Assim, os cristãos, desde o inÃcio, passaram a guardar o seu sábado não no sétimo dia da semana, mas no primeiro, chamando-o de Domingo (Dies Dominus). A partir de então, para os cristãos, o dia santo de guarda, determinado pelo 3º Mandamento da Lei de Deus seria o Domingo.
No Evangelho que acabamos de ouvir, vimos que Jesus, entrando em polêmica com os judeus a respeito do Sábado, foi repreendido pelos fariseus por ter permitido aos seus discÃpulos, em dia de Sábado, colherem trigo para comer. Pois, este gesto seria um trabalho servil, proibido na Lei. E, além disto, os fariseus a muito tempo tinham estabelecido regras muito rÃgidas a respeito do descanso sabático. Assim sendo, “Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discÃpulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido” (Mc 2, 23-24)? E logo a seguir Jesus lhes respondeu: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc 2, 27-28).
Jesus, então, aproveitou-se desta circunstância para dirimir um outro problema em relação ao Sábado. Ele declarou aos judeus e aos seus discÃpulos que as obras de misericórdia e de caridade estariam acima da Lei que ordenava o descanso sabático. Por isso, ele fez as seguintes perguntas: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer” (Mc 3, 4)? E Jesus ficou muito triste e desapontado com a reação dos chefes dos judeus que estavam na sinagoga; pois, “eles nada disseram. Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: ‘Estende a mão’. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saÃrem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo” (Mc 3, 5-6).
Estas palavras e atitudes de Jesus foram muito bem compreendidas pelos discÃpulos, que guardaram este ensinamento do Mestre, como doutrina evangélica a respeito do Sábado. Lembraram-se, então, das palavras que Jesus havia dito: “O Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc 2, 28). E ainda aquelas outras palavras ditas por Jesus ao Pai, em sua oração: “Vossa Palavra é a verdade; santificai-nos na verdade” (Jo 17, 17).
São Paulo, diante desta questão, deu um testemunho muito interessante! Ele dizia que todos os dias da semana deveriam ser guardados como dia do Senhor. Pois, deverÃamos caminhar sempre sob a luz do Senhor, santificando o nome do Senhor em tudo o que fizermos, para que o Salvador, quando ele vier, nos encontre dignos de sermos conduzidos ao seu Reino Eterno. Por isso, ele dizia: “Irmãos: Deus que disse: ‘Do meio das trevas brilhe a luz’, é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para tornar claro o conhecimento da sua glória na face de Cristo. De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal” (2Cor 4, 6; 11).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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