

Caríssimos, para saber que conhecemos Jesus, vejamos se guardamos os seus mandamentos. Quem diz: “Eu conheço a Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Naquele, porém, que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado. O critério para saber se estamos com Jesus é este: quem diz que permanece nele, deve também proceder como ele procedeu. Caríssimos, não vos comunico um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que recebestes desde o início; este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. No entanto, o que vos escrevo é um mandamento novo – que é verdadeiro nele e em vós -, pois que as trevas passam e já brilha a luz verdadeira. Aquele que diz estar na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. O que ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar. Mas o que odeia o seu irmão está nas trevas, caminha nas trevas, e não sabe aonde vai, porque as trevas ofuscaram os seus olhos.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios! Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus: diante dele vão a glória e a majestade, e o seu templo, que beleza e esplendor!
Sois a luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo.
Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.
Caríssimos irmãos e irmãs! Neste 5° dia do Natal, a Liturgia da Palavra nos apresenta Jesus, conduzido por seus pais, José e Maria, seguindo docilmente as tradições religiosa do judaísmo, cumprindo os preceitos mosaicos com toda piedade e devoção. Pois, logo após o seu nascimento, José e Maria levaram o menino Jesus para ser consagrado a Deus no Templo de Jerusalém, seguindo os ritos de purificação instituídos por Moisés! Eles praticavam religiosamente os mandamentos da Lei de Deus e andavam na luz do Senhor!
São João, o fiel discípulo e apóstolo de Jesus, mais tarde, ensinando o Evangelho do Senhor, dizia que havia uma conexão muito estreita entre o conhecimento que se deveria ter de Jesus e os seus mandamentos. Pois era necessário que todo aquele que dissesse que amava o Senhor Jesus deveria, igualmente, proceder como ele procedia, aplicando em sua vida os seus mandamentos. “Pois, como disse São João, todo aquele que guardar a palavra do Senhor e os seus mandamentos, o amor de Deus é plenamente realizado nele” (cf. 1Jo 2, 4).
Desta forma, caros irmãos, Jesus, Maria e José demonstraram que o amor a Deus e o respeito às tradições religiosas do povo Judeu, eram as melhores formas de expressar o amor à Palavra de Deus e às suas Leis. Com esta atitude tão humilde e tão terna, Jesus quis mostrar que, embora ele fosse Deus e Senhor, ele assumia a sua condição humana em toda a sua plenitude e fragilidade, pois ele precisava aprender de seus pais a praticar a Lei de Deus e observar as tradição religiosa de seu povo.
Assim sendo, seguindo religiosamente os ritos judaicos, Maria e José, no oitavo dia do nascimento do Menino, foram cumprir os preceitos de purificação e de apresentação do Menino no Templo de Jerusalém, para ser consagrado ao Senhor. A Família de Belém, deu um exemplo maravilhoso de obediência, de docilidade, de solicitude e amor às tradições religiosas judaicas e aos preceitos divinos. “Pois, quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na Lei do Senhor: ‘Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor. Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor'” (Lc 2, 22-24).
E logo após, ao concluírem os ritos de apresentação do menino no Templo, veio ao encontro deles o profeta Simeão, que revelou-lhes a natureza divina do Menino Jesus, declarando-lhes que ele era o Messias e o Salvador de todo o povo de Israel! “Pois, Simeão, que era um homem justo e piedoso, esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: ‘Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel'” (Lc 2, 26-32). Deste modo, José e Maria, ao ouvirem tais palavras, ficaram maravilhados com tudo o que Simeão lhes dizia a respeito do Menino, exaltando a sua condição divina!
E todos nós, que fomos iluminados por esta Luz divina que irradiava no rosto do Menino Deus, abandonemos com coragem as obras das trevas e caminhemos na luz do Senhor, como disse São João: “Pois as trevas passam e já brilha a luz verdadeira. Aquele que diz estar na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. O que ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar” (1Jo 2, 8-10). Por isso, irmãos, “cantai ao Senhor Deus um canto novo! Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai a sua salvação! Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus: diante dele vão a glória e a majestade, e o seu templo, que beleza e esplendor” (Sl 95, 1-6)! “Pois vós sois, ó Senhor Jesus, a luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo” (Acl ao Ev.).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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