

Isto diz o Senhor, o teu libertador, o Santo de Israel: “Eu, o Senhor teu Deus, te ensino coisas úteis, te conduzo pelo caminho em que andas. Ah, se tivesses observado os meus mandamentos! Tua paz teria sido como um rio e tua justiça como as ondas do mar; tua descendência seria como a areia do mar e os filhos do teu ventre como os grãos de areia; este nome não teria desaparecido nem teria sido cancelado de minha presença”.
Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
O Senhor há de vir, acorrei-lhe ao encontro; é o Príncipe da paz!
Naquele tempo, disse Jesus às multidões: ″Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ Veio João, que não come nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra nos faz um grande apelo de conversão! Embora o Senhor soubesse, de antemão, que o seu discurso profético não seria bem recebido, contudo, era necessário que as pessoas ouvissem e fossem interpeladas pela Palavra de Deus! Pois, somente aqueles que estivessem, de fato, dispostos a se converterem haveriam de receber de bom coração o Senhor quando ele haveria de vir, dando-lhe ouvidos à sua palavra, como disse o profeta: “O Senhor há de vir, acorrei-lhe ao encontro; é o Príncipe da paz” (Acl. ao Ev.)!
No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus fez uma avalição muito triste sobre o modo apático e indiferente das pessoas em receberem o seu Evangelho. Desta vez Jesus não reclamava apenas dos seus inimigos e opositores, que eram os escribas e fariseus. Agora, naquele momento, Jesus estava desapontado com a reação negativa dos judeus de modo geral, percebendo que o problema era bem maior. Pois as multidões estavam demonstrando uma indiferença esquisita, que não se manifestava apenas numa apatia generalizada, mas também numa flagrante antipatia, que as fazia rejeitar de forma hostil o Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo.
Portanto, mesmo percebendo que grande parte do povo de Israel demonstrasse uma resistência enorme em aceitar e acolher o Evangelho de Jesus, Jesus persistiu na sua pregação, confiante de que alguns haveriam de ouvir a sua Palavra e se deixariam converter por ela. Por isso, em tom de desabafo, Jesus disse: “Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ Veio João, que não come nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras” (Mt 11, 16-19).
Com efeito, Jesus demonstrou que ficara muito angustiado com esta atitude tão esquisita das pessoas diante da sua pregação. Pois, o seu anúncio era, na verdade, tão suave e atraente, tão repleto de sabedoria, que lhes transmitia um conhecimento tão útil e necessário para a vida e para a salvação deles. Nada justificava esta reação tão estranha! Como dissera o profeta Isaías, falando a respeito do Evangelho de Jesus: “Isto diz o Senhor, o teu libertador, o Santo de Israel: ‘Eu, o Senhor teu Deus, te ensino coisas úteis, te conduzo pelo caminho em que andas. Ah, se tivesses observado os meus mandamentos! Tua paz teria sido como um rio e tua justiça como as ondas do mar’” (Is 48, 17-18).
Além disso, o seu Evangelho – conforme Davi já havia profetizado – propunha a todas as pessoas um estilo de vida que as conduziria à uma vida feliz e repleta de realizações, sob a condição de darem ouvidos à Palavra do Senhor. O próprio Davi já as advertia a não se meterem nos caminhos perversos e tenebrosos da infidelidade. “Pois, é feliz todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte” (Sl 1, 1-6).
Apesar de tudo, e de todas as absurdas e injustificáveis resistências e oposições, O Senhor Jesus insistia em recordar a todo o povo as palavras de Isaías, que os convidava a ir ao encontro do Senhor, dizendo-lhes: “Pois o Senhor há de vir, acorrei-lhe ao encontro; pois ele é o Príncipe da paz” (Cfr. Is 48,17-19)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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