

Naqueles dias, Saulo chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discÃpulos. Mas todos tinham medo dele, pois não acreditavam que ele fosse discÃpulo. Então Barnabé tomou Saulo consigo, levou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo tinha visto o Senhor no caminho, como o Senhor lhe havia falado e como Saulo havia pregado, em nome de Jesus, publicamente, na cidade de Damasco. Daà em diante, Saulo permaneceu com eles em Jerusalém e pregava com firmeza em nome do Senhor. Falava também e discutia com os judeus de lÃngua grega, mas eles procuravam matá-lo. Quando ficaram sabendo disso, os irmãos levaram Saulo para Cesareia, e daà o mandaram para Tarso. A Igreja, porém, vivia em paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria. Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do EspÃrito Santo.
Sois meu louvor em meio à grande assembleia; cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão; “Seus corações tenham a vida para sempre!” Lembrem-se das palavras do Senhor os confins de toda a terra, para que se voltem ao Senhor e se convertam! E se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famÃlias das nações. Somente a ele adorarão os poderosos, e os que voltam para o pó o louvarão. Para ele há de viver a minha alma, toda a minha descendência há de servi-lo; à s futuras gerações anunciará o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!”
Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade! Aà está o critério para saber que somos da verdade e para sossegar diante dele o nosso coração, pois, se o nosso coração nos acusa, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas. CarÃssimos, se o nosso coração não nos acusa, temos confiança diante de Deus. E qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo EspÃrito que ele nos deu.
Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanece, esse dá muito fruto.
Naquele tempo, Jesus disse a seus discÃpulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discÃpulos.
CarÃssimos irmãos e irmãs do Cristo Ressuscitado! A Liturgia da Palavras deste Quinto Domingo da Páscoa declara com toda firmeza que todo ser humano neste mundo só consegue perseverar na justiça, na caridade e na santidade se ele estiver estreitamente unido a Cristo, que é o nosso Senhor e Redentor.
Certo dia, durante uma pregação, Jesus Cristo mesmo disse a seu respeito: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. É nisto que meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discÃpulos” (Jo 15, 5; 8). Jesus Cristo, o nosso Senhor e Redentor, nos convocou, com estas palavras tão simples e persuasivas a estabelecermos uma comunhão de vida com ele. Para que, desta forma, unidos estreitamente a ele – assim como o ramo está unida à árvore para receber dela a seiva -, também nós possamos receber do Senhor as graças necessárias para vivermos na justiça e na santidade. Pois, somente desta forma seremos capazes de perseverar na justiça e na caridade, mantendo uma conduta de vida aprovada por Deus, realizando toda sorte de boas obras. Pois, como disse Jesus: “Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discÃpulos” (Jo 15, 8).
Para que as sua palavras fossem mais facilmente compreendidas, Jesus usou a metáfora da “videira e dos seus ramos”. Pois, assim como os ramos da videira não podem subsistir se não estiverem unidos ao tronco, recebendo dele a seiva, também o cristão não pode perseverar no bem e na justiça, se não estiver unido a Cristo, recebendo dele as suas graças. Por isso, “Jesus disse a seus discÃpulos: ‘Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer'” (Jo 15, 1; 44-5).
São Paulo, depois de sua conversão, voltou-se inteiramente ao Senhor Jesus, permanecendo unido a ele, por toda a sua vida. Depois de passar um certo tempo cultivando e consolidando a sua comunhão espiritual com Cristo, num lugar deserto na região de Tarso, Paulo sentiu-se fortalecido e animado a compartilhar com os seus irmãos do judaÃsmo esta mesma fé que o fazia tão feliz e realizado. Logo começou a divulgar o nome de Jesus, com muita fé e coragem, conforme o testemunho de Lucas em Atos do Apóstolos: “Então Barnabé tomou Saulo consigo, levou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo tinha visto o Senhor no caminho, como o Senhor lhe havia falado e como Saulo havia pregado, em nome de Jesus, publicamente, na cidade de Damasco. Daà em diante, Saulo permaneceu com eles em Jerusalém e pregava com firmeza em nome do Senhor” (At 9, 27-28).
O apóstolo São João, por sua vez, exortava os cristãos de todo o mundo a perseverarem numa conduta de vida em conformidade aos mandamentos de Cristo. Pois, o discÃpulo que quisesse perseverar na comunhão com Cristo era necessário que ele se mantivesse numa vida de santidade, guardando os seus mandamentos. Por isso, disse João: “Com efeito, caros irmãos, qualquer coisa que pedimos recebemos do Senhor, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele” (1Jo 3, 22-24).
Portanto, caros irmãos, todo fiel cristão que estiver em comunhão de fé com Cristo, guardando os seus preceitos, deverá cantar o seguinte hinos de louvor a Deus, dizendo: “Sois Vós o meu louvor em meio à grande assembleia; e cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão; “Seus corações tenham a vida para sempre!” Para ele há de viver a minha alma, toda a minha descendência há de servi-lo; à s futuras gerações anunciará o poder e a justiça do Senhor” (Sl 21, 26-27; 31-32).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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