

Naqueles dias, Deus pronunciou todas estas palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que existe em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante destes deuses, nem lhes prestarás culto, pois eu sou o Senhor teu Deus, um Deus ciumento. Castigo a culpa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas uso da misericórdia por mil gerações com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não deixará sem castigo quem pronunciar seu nome em vão. Lembra-te de santificar o dia de sábado. Trabalharás durante seis dias e farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu gado, nem o estrangeiro que vive em tuas cidades. Porque o Senhor fez em seis dias o céu, a terra e o mar e tudo o que eles contêm; mas no sétimo dia descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia do sábado e o santificou. Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença”.
A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes. Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz. É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. Mais desejáveis do que o ouro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos.
Irmãos: Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, esse Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. Pois o que é dito insensatez de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
Glória e louvor a vós, ó Cristo. Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; todo aquele que crer nele há de ter a vida eterna.
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aà sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Seus discÃpulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” Ele respondeu: “DestruÃ, este Templo, e em três dias o levantarei”. Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discÃpulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro.
CarÃssimos irmãos e irmãs, em Cristo nosso Senhor! A Liturgia da Palavra deste terceiro domingo da Quaresma nos revela que a Palavra de Deus no Antigo Testamento foi-nos dada por Moisés, e que consistia nos Dez Mandamentos da Lei de Deus. Já a Palavra de Deus, que nos foi dada no Novo Testamento, foi anunciada por Jesus Cristo, que consistia na revelação da pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo e nas palavras de seu Evangelho! Pois, caros irmãos, “Deus amou tanto o mundo, que lhe deu seu Filho único; e todo aquele que crer nele há de ter a vida eterna” (Jo 3, 16).
PoderÃamos dizer, caros irmãos, que o coração e o centro da fé judaica consistia no culto e no amor a este Deus que se revelara a eles, e que fizera uma aliança com o povo de Israel. E nesta aliança o povo devia cultuá-lo como o seu Deus e devia cumprir os Dez Mandamentos, que o Senhor lhes havia dado no monte Sinai. Ou seja, todo fiel judeu devia guardar com fidelidade e temor as palavras que o Senhor Deus pronunciara, dizendo: “Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses além de mim. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não deixará sem castigo quem pronunciar seu nome em vão. Lembra-te de santificar o dia de sábado” (Ex 20, 2-3; 7-8).
Ao lado da crença e do culto deste Deus, todo judeu que fizesse parte do Povo Eleito devia seguir as normas de conduta que foram estabelecidas por Deus nos Dez Mandamentos, tais como: “Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença” (Ex 20, 12-17).
O judeu fiel e piedoso tinha em grande estima e consideração as palavras do Senhor que se encontravam nos Dez Mandamentos. Ali estavam registrados os fundamentos de sua fé e da sua religião, bem como ali estavam as principais leis e normas de conduta da Povo de Deus; como cantava o salmista: “A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes. Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz” (Sl 18, 8-9).
Já a religião dos cristãos do Novo Testamento estava fundamentada em outros princÃpios. A palavra de Deus do Novo Testamento foi revelada por Jesus Cristo. Com isto, a própria pessoa de Jesus Cristo e o seu Evangelho se tornaram o fundamento desta nova crença e desta nova religião, dando-lhe uma nova Lei, que consistia no exemplo de vida do próprio Salvador Jesus Cristo e no seu Evangelho. Deste modo, Jesus apresentava aos cristãos, os seu discÃpulos, novos princÃpios de conduta, que lhes permitiriam viver na santidade e que poderiam mais facilmente alcançar a salvação eterna.
Certo dia, quando Jesus estava no templo de Jerusalém pregando, ele disse aos que vendiam pombas: “‘Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!’ Seus discÃpulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: ‘O zelo por tua casa me consumirá’. Então os judeus perguntaram a Jesus: ‘Que sinal nos mostras para agir assim?’ Ele respondeu: ‘DestruÃ, este Templo, e em três dias o levantarei’. Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discÃpulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele” (Jo 2, 16-22). Deste modo, Jesus revelou a todos os judeus que ele trazia em seu corpo a presença da divindade, assim como o Templo era o santuário de Deus. E que eles haveriam de destruir o templo de seu corpo, levando-o á morte, porém, ele haveria de ressuscitá-lo em três dias.
São Paulo disse que a sua pregação e a nova religião que ele estava divulgando no mundo, através de seu Evangelho, consistia numa só coisa: O seu Evangelho consistia em anunciar Cristo Crucificado, que deu a sua vida pela redenção e pela salvação de toda a humanidade! Por isso, ele dizia: “Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, esse Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor 1, 22-24).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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