

Disse Deus a Noé e a seus filhos: “Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência, com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saÃram convosco da arca. Estabeleço convosco a minha aliança: nunca mais nenhuma criatura será mais exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”. E Deus disse: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra. Quando eu reunir as nuvens sobre a terra, aparecerá meu arco nas nuvens. Então eu me lembrarei de minha aliança convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura”.
Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação. Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.Â
CarÃssimos: Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo EspÃrito. No EspÃrito, ele foi também pregar aos espÃritos na prisão, a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construÃa a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas — oito — foram salvas por meio da água. À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundÃcie, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo. Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades.
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, palavra de Deus. O homem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus
Naquele tempo, o EspÃrito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aà foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”
CarÃssimos irmãos e irmãs, em Cristo nosso Senhor! A Liturgia da Palavra deste primeiro domingo da Quaresma nos leva a refletir sobre o efeito devastador da presença do Diabo neste mundo e do pecado em nossas vidas. Isto fez com que o pecado humano atraÃsse sobre todos os filhos de Adão a justiça divina, que puniu o pecador com a morte Entretanto, Jesus Cristo – o Verbo de Deus que se fez carne – veio até nós, assumindo a nossa condição humana para nos redimir do pecado e nos proteger contra as tentações do Maligno.
Na verdade, caros irmãos, Deus não quer a morte do pecador, mas que ele viva e se salve! Por isso, a sua bondade infinita o cerca de cuidados, conferindo-lhe dons e graças para fazer o bem, para perseverar na justiça e para alcançar a salvação. Porém, as más inclinações da carne, os atrativos do mundo e as tentações do Maligno induzem-no ao pecado. Por isso, quando Jesus colocou-se à nossa frente no combate ao pecado e à s tentações do Maligno, “o EspÃrito levou-o para o deserto para ser tentado. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aà foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam” (Mc 1, 12-13).
Embora a misericórdia divina, por sua imensa compaixão, relevasse muitas coisas, entretanto, a justiça divina exigia uma devida reparação e um justo castigo dos nossos pecados e iniquidades! Por isso, em um certo momento, quando a humanidade chegara a um tal nÃvel de iniquidade, Deus decidiu, então, exterminá-la pelo Dilúvio, salvando apenas um grupo de oito pessoas: Noé e a sua famÃlia (Cfr Gn 9, 8-15).
Depois do Dilúvio, Deus decidiu que não puniria mais a humanidade daquela forma, como ele mesmo disse: “Estabeleço convosco a minha aliança: nunca mais nenhuma criatura será mais exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”. E Deus disse: ‘Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra'”‘ (Gn 9, 11-13). E assim, graças ao nosso Deus Salvador, eles foram resgatado da morte e foram salvos, pois, o Senhor havia ido ao encontro daqueles justos, como disse São Pedro: “No EspÃrito, ele foi também pregar aos espÃritos na prisão, a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construÃa a arca, que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construÃa a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas — oito — foram salvas por meio da água. À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação” (1Pd 3, 19-21).
Conforme o plano divino de salvação e de redenção da humanidade, era necessário que o Verbo de Deus assumisse a condição humana para libertá-la da morte e do poder do pecado. Pois, a humanidade somente poderia ser libertada do pecado e obter a salvação, mediante a morte e ressurreição de um homem, ou seja, o nosso Senhor Jesus Cristo; conforme o testemunho de São Pedro: “Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo EspÃrito” (1Pd 3, 18).
Porém, a redenção dos nossos pecados, obtida pela morte redentora de Cristo, exigia uma certa participação nossa, demonstrando sinceramente o nosso arrependimento, pela conversão de vida e pelo resoluto afastamento de todo pecado. Conforme a pregação evangélica de Jesus que dizia: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1, 15)! E, uma vez convertidos, deverÃamos receber a graça do Sacramento do Batismo, que nos daria a salvação e a redenção dos nossos pecados, como disse São Pedro: “À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundÃcie, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo” (1Pd 3,21).
Perseverando neste caminho de salvação e de redenção poderemos, então, caros irmãos, elevar a Deus a seguinte oração, dizendo: “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação. Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores” (Sl 24, 4-8).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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