

O Senhor falou a Moisés e Aarão, dizendo: “Quando alguém tiver na pele do seu corpo alguma inflamação, erupção ou mancha branca, com aparência do mal da lepra, será levado ao sacerdote Aarão, ou a um dos seus filhos sacerdotes. Se o homem estiver leproso é impuro, e como tal o sacerdote o deve declarar. O homem atingido por este mal andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: ‘Impuro! Impuro!’ Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento”.
Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade! Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta. Regozijai-vos, ó justos, em Deus, e no Senhor exultai de alegria! Corações retos, cantai jubilosos!Â
Irmãos: Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Não escandalizeis ninguém, nem judeus, nem gregos, nem a igreja de Deus. Fazei como eu, que procuro agradar a todos, em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim mesmo, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.
Um grande profeta surgiu, surgiu e entre nós se mostrou; é Deus que seu povo visita, seu povo, meu Deus visitou!
Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste domingo nos quer revelar que assim como a lepra, que é uma doença devastadora que corrompe o corpo ainda em vida, da mesma forma o pecado corrompe a alma. E Jesus, o nosso Deus, veio a este mundo como o único médico capaz de curar-nos da lepra do corpo e do pecado da alma. Portanto, caros irmãos, acolhamos a este nosso Senhor, dizendo: “Um grande profeta surgiu, e entre nós ele se mostrou; é Deus que seu povo visita, seu povo, meu Deus visitou” (Lc 7, 16)!
No livro do LevÃtico, Moisés deu algumas normas ao povo de Israel a respeito de algumas enfermidades contagiosas. Para que elas não se tornassem uma peste que contaminasse e devastasse todo o povo, era necessário tomar algumas providências sanitárias. Assim, como a lepra era uma doença horrorosa que, na época, não tinham recursos medicinais para curá-la, tomou-se algumas providências para evitar o contágio. Assim sendo, disse Moisés: “Se o homem estiver leproso é impuro, e como tal o sacerdote o deve declarar. O homem atingido por este mal andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: ‘Impuro! Impuro!'” (Lv 13, 44-45).
Infelizmente esta enfermidade da lepra, sendo identificada como uma impureza, ela adquiriu uma conotação de pecado e de impureza espiritual. Por isso, os leprosos, além de sofrerem os tormentos desta enfermidade, eram, infelizmente, maltratados, sofrendo uma cruel e humilhante discriminação, ao serem excluÃdos do convÃvio comunitário. Por isso, “durante todo o tempo em que estiver leproso, conforme a lei mosaica, será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento” (Lv 13, 46).
No Evangelho que ouvimos, Jesus, demonstrando compaixão pelo leproso, deu-lhe a cura de sua enfermidade de forma miraculosa. Dando-lhe, assim, a entender que Jesus, investido de poderes divinos, tinha o poder de livrá-lo desta pavorosa enfermidade. Assim sendo, como disse São Marcos: “um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado” (Mc 1, 40-42).
Porém, Jesus estava muito mais interessado em curar a lepra da alma – o pecado – do que curar a lepra do corpo. Ele estava mais interessado em livrar o leproso das impurezas da alma do que das impurezas do corpo, provocadas pela enfermidade da lepra. Por isso, disse o EspÃrito Santo: “Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade! Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer” (Sl 31, 1-2; 5).
E para manter a alma dos cristãos distante de qualquer impureza ou de qualquer pecado que provocasse escândalo, bastaria fazer como aconselhou São Paulo, dizendo: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Não escandalizeis ninguém, nem judeus, nem gregos, nem a igreja de Deus. Fazei como eu, que procuro agradar a todos, em tudo, a fim de que sejam salvos. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1Cor 10, 31-32; 11, 1).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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