

Caríssimos, o que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida, – de fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós -; isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria fique completa.
Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito. As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo nome!
A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva o exército dos vossos Santos Mártires!
No primeiro dia da semana, Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra, neste tempo do Natal, deu prioridade à celebração festiva do Apóstolo e Evangelista São João. Celebramos hoje, na Liturgia da Palavra, o testemunho de São João, que confessou a perfeita humanidade e a perfeita divindade de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Depois de ter passado uma longa vida exercendo o ministério apostólico, São João entregou a sua vida ao Senhor, entrando na glória da Vida Eterna. Ocupando, assim, lá no Reino dos céus, um dos Doze Tronos diante Cordeiro, o seu amado Salvador Jesus Cristo!
João fez questão de dizer que ele era a testemunha pessoal e fidedigna de Jesus Cristo, manifestando, assim, o excelso mistério da Encarnação do Verbo de Deus que se fez homem no ceio da Virgem Maria. João declarou que ele, pessoalmente havia contemplado a sua face, tocou no seu corpo e ouviu a sua voz, dizendo: “Caríssimos, o que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida” (1Jo 1, 1). Pois, o Verbo de Deus que se encarnou no seio da Virgem Maria, apareceu no mundo, e foi visto por João.
E João, o discípulo que Jesus amava, deu o seu testemunho, dizendo que o Senhor fora visto por ele com todas as características de uma pessoa humana. Bem como, este Jesus que devia ser o Senhor e Salvador de todo o gênero humano, deveria, com certeza, ter poderes divinos de conferir a si mesmo a ressurreição dos mortos, a salvação e conferir a si mesmo a imortalidade e a Vida Eterna, como ele havia dito no prólogo de seu Evangelho. Por isso, João proclamou com alegria Jesus Cristo, o Filho de Deus que veio a este mundo trazendo-nos vida e salvação, dizendo: “De fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós! Portanto, isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo” (1Jo 1, 2-3).
São João, dentre todos os apóstolos, se destacou como aquele que tinha uma conexão e uma afinidade muito especial com Jesus Cristo, o Divino Mestre. Ele demonstrou sempre uma afeição muito grande por Jesus, dedicando-lhe uma fidelidade e uma fé à toda prova. Vivia todo inteiro por causa de Jesus Cristo! E ele o amava intensamente! Foi o único dos apóstolos que acompanhou Jesus no seu sacrifício da cruz, ao lado da Virgem Maria. Mas ele também foi um dos primeiros a acreditar na ressurreição de Jesus; tendo sido agraciado por Cristo, logo a seguir, de vê-lo vivo e ressuscitado. Ele mesmo, em seu Evangelho, disse: “Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou” (Jo 20, 3-8).
O apóstolo são João, depois do Pentecostes, permaneceu algum tempo em Jerusalém junto com os outros Apóstolos. Posteriormente, levando consigo a Virgem Santíssima, ele realizou o seu trabalho apostólico na região da Acaia e da Ásia. Tendo Éfeso como sua cidade principal, onde ele se estabeleceu, e ali teve uma casa na qual ele morava com Maria, a Mãe de Jesus, conforme o testemunho dos santos Padres.
No final de sua longa vida teve que amargar duras perseguições e um exílio na ilha de Patmos. Ali, naquela ilha, ele teve inúmeras visões e escreveu o livro do Apocalipse. Lá, em meio às suas orações e encontros místicos com o Senhor Jesus, ele louvava o Rei dos céus e o Senhor Altíssimo, dizendo: “Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito. todos os povos podem ver a sua glória. Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações” (Sl 96, 1-2; 10-11).
E por fim, dando a sua vida pelo seu amado Senhor Jesus Cristo, são João alcançou a glória celeste, fazendo parte do coro dos Apóstolos, cantando ao Senhor, dizendo: “A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva o exército dos vossos Santos Mártires e Apóstolos” (Acl. ao Ev.)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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