

Assim diz o Senhor Deus: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão. Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar — oráculo do Senhor Deus —. Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito. Quanto a vós, minhas ovelhas, eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”.
O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda. Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.
Irmãos: Na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte, e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. Pois é preciso que ele reine, até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.
É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o Reino que vem, seja bendito; ao que vem e a seu Reino, o louvor!
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos.Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste último domingo do Ano Litúrgico de 2023, nos apresenta o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sob as seguintes imagens: 1 – o Messias, Rei e Senhor do universo; 2 – o Bom Pastor; 3 – o justo e misericordioso Juiz do Juízo Final; 4 – o Salvador e o primeiro ressuscitado dos mortos! Em todas estas situações, Jesus Cristo é apresentado na Liturgia da Palavra deste domingo, revestido de toda a sua majestade como Rei do Universo, sentado em seu trono de glória à direita de Deus Pai.
O profeta Ezequiel profetizou, dizendo que o próprio Senhor Deus estava se colocando no meio de nós, na figura humana de um bondoso pastor, extremamente dedicado e amável, que iria pessoalmente em busca de suas ovelhas para cuidar delas. Esta profecia tanto pode ser aplicada a Jesus, o Bom Pastor, apascentando suas ovelhas na sua Igreja neste mundo, quanto apascentando as suas ovelhas, já redimidas e salvas, no Reino dos céus. Como disse o Senhor Deus, o Bom Pastor, em tempos muito antigos, através do profeta Ezequiel: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão. Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar” (Ez 34, 11-12; 15)
Ao lado destas palavras tão amáveis do Senhor Deus, ditas por meio do profeta Ezequiel, nós encontramos o glorioso rei Davi, profetizando da mesma forma, atribuindo a Jesus Cristo a gloriosa condição de ser o Divino e Bom Pastor das ovelhas de seu rebanho. Conforme o testemunho de Davi, ele mesmo, o Bom e Divino Pastor, haveria de conduzir pessoalmente as suas ovelhas aos prados do seu Reino Eterno, dizendo: “O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos” (Sl 22, 1-3; 6).
No Evangelho que ouvimos, Jesus Cristo nos revelou num de seus últimos pronunciamentos, às vésperas de sua Paixão e Morte de Cruz, dizendo que ele haveria de voltar no último dia da história da humanidade. E que naquele, momento antes do Apocalipse no qual se daria a destruição do mundo, ele pessoalmente viria revestido de glória e de majestade real, investido dos poderes judiciais, para realizar o Juízo Final de toda a humanidade. Conforme as palavras de Jesus, dirigidas aos saduceus que o questionavam sobre a ressurreição dos mortos, dizia-lhes abertamente com toda clareza: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna” (Mt 25, 31-34; 41; 46).
E, finalmente, Jesus Cristo, nosso Senhor, revelou toda a sua glória e a sua majestade como Rei, Senhor e Salvador, na sua ressurreição do mortos, conforme o testemunho de São Paulo, que disse. “Pois, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. Pois é preciso que ele reine, até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte” (1Cor 15, 20-26).
Então, caríssimos irmãos, naquele grande dia, todos nós que tivermos a graça da salvação, tanto os vivos quanto os mortos, haveremos de aclamar o nosso Salvador Jesus Cristo, como o Rei dos reis e Senhor dos senhores, dizendo-lhe: “É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o Reino que vem, seja bendito; ao que vem e a seu Reino, o louvor” (Cfr. Mc 11, 10)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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