
Irmãos, os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Outrora, vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, em consequência da desobediência deles. Assim são eles agora os desobedientes, para que, em consequência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia. Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos. Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele, a glória para sempre. Amém!
Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor! Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos. Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, reconstruindo as cidades de Judá, onde os pobres morarão, sendo seus donos. A descendência de seus servos há de herdá-las, e os que amam o santo nome do Senhor dentro delas fixarão sua morada!
Se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos.
Naquele tempo, dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje aparentemente sugere três assuntos muito distintos. Entretanto, há um aspecto em comum a todas as leituras, nas quais se mostra a atitude de misericórdia e de compaixão que Deus tem pelos humildes, pelos pobres, pelos fiéis discípulos e pelos pecadores arrependidos!
No Evangelho que ouvimos, Jesus deu um breve recado à todas as pessoas que estavam presentes num banquete que lhe fora oferecido por um chefe dos fariseu. Então, depois de ter feito a refeição, Jesus tomou a palavra, com muta delicadeza e sabedoria, dirigindo-se ao fariseu que o convidara e a todos os convivas que estavam ali presentes, dizendo-lhes que Deus olhava com muito agrado aquelas pessoas que soubessem distribuir aos pobres e necessitados aquilo estivesse sobrando e tivessem em abundância. Pois, quem fizesse isto, deveria estar certo de que não estaria apenas dando aos pobres a sua esmola, mas também estaria oferecendo ao próprio Deus. E, como Deus não se deixa vencer em generosidade, Jesus lhes garantia que o Senhor do céu e da terra, quem tudo vê e pondera com justiça e bondade, não deixaria de retribuir àqueles que distribuíssem os seus bens aos pobres e necessitados! Por isso, disse-lhes Jesus: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos” (Lc 14, 12-14).
A seguir, depois de deixar o local do banquete, Jesus dirigiu-se aos seus discípulos e lhes deu uma palavra de conforto e de estímulo, para que perseverassem firmes até o fim, guardando as suas palavras e recomendações, dizendo-lhes: “Se guardais minha palavra, realmente vós sereis os meus discípulos” (Jo 8, 31-32).
O Salmista, no salmo 68, elevou a Deus uma oração de louvor e gratidão, reconhecendo que o Senhor jamais abandona os seus filhos quando estiverem passando por necessidades na pobreza, no sofrimento e na indigência, dizendo-lhes: “Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e gradecido exultarei de alegria! Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos. Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, reconstruindo as cidades de Judá, onde os pobres morarão, sendo seus donos” (Sl 68, 30-31; 33-35).
E, além disto, o profeta Davi garantia que o Deus de Israel era um Deus que cuidava e protegia os pobres filhos de Judá. Ele os haveria de salvar e de reconduzi-los à Jerusalém celeste; onde os humildes morariam felizes e na abundância para sempre; como disse o profeta: “Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, reconstruindo as cidades de Judá, onde os pobres morarão, sendo seus donos. A descendência de seus servos há de herdá-las, e os que amam o santo nome do Senhor dentro delas fixarão sua morada” (Sl 68, 36-37)!
Por último, caros irmãos, o apóstolo Paulo, dirigindo-se aos cristãos romanos que vieram do paganismo, os exortava a permanecerem firmes na fé em Cristo e na esperança de salvação. Pois, Deus quis tratar a todos na sua grande misericórdia, para justificar a todos de seus pecados – tanto aos pagãos romanos quanto aos judeus -, e dar-lhes a gloriosa salvação em seu Reino Eterno. Por isso, Paulo exortava os romanos, dizendo: “Pois, outrora vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, em consequência da desobediência deles. Assim são eles agora os desobedientes, para que, em consequência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia. Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos” (Rm 11, 30-32).
E finalmente, ao terminar o seu discurso, o Apóstolo São Paulo conclui louvando o Senhor, dizendo: “Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele a glória para sempre. Amém” (Rm 11, 36)!
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