

Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. Germine e exulte de alegria e louvores. Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus. Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar”. Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos, assim como brotarão águas no deserto e jorrarão torrentes no ermo. Ali haverá uma vereda e um caminho; o caminho se chamará estrada santa: por ela não passará o impuro; mas será uma estrada reta em que até os débeis não se perderão. os que o Senhor salvou, voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos: cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto”.
Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.
Eis que o rei há de vir, Senhor da terra, ele mesmo de nós afastará o jugo do nosso cativeiro.
Um dia Jesus estava ensinando. E à sua volta estavam sentados fariseus e doutores da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E a virtude do Senhor o levava a curar. Uns homens traziam um paralítico num leito e procuravam fazê-lo entrar para apresentá-lo. Mas, não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o desceram com o leito no meio da assembleia diante de Jesus. Vendo-lhes a fé, ele disse: “Homem, teus pecados estão perdoados”. Os escribas e fariseus começaram a murmurar, dizendo: “Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados senão Deus? Conhecendo-lhes os pensamentos, Jesus respondeu, dizendo: “Por que murmurais em vossos corações? O que é mais fácil dizer: ‘teus pecados estão perdoados’, ou dizer: levanta-te e anda’? Pois, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder de perdoar os pecados – disse ao paralítico – eu te digo: levanta-te, pega o leito e vai para casa’ “. Imediatamente, diante deles, ele se levantou, tomou o leito e foi para casa, louvando a Deus. Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: “Hoje vimos coisas maravilhosas!”
Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo Senhor! A Liturgia da Palavra nos fala de muitos modos como Jesus Cristo foi realmente o Messias enviado por Deus, com poderes divinos. Muitos profetas antigos vaticinaram sobre ele comprovando, com isto, que Jesus era um homem escolhido por Deus. E, quando Jesus esteve em nosso meio, ele realizou tantas obras prodigiosas que somente um Deus poderia realizá-las.
O profeta Isaías, iluminado pelo Espírito Santo, conseguiu ver certas coisas e certas realidades a respeito de Jesus Cristo que os próprios apóstolos e evangelistas não perceberam. O Profeta enxergara, lá de longe, além dos fatos concretos, certas realidades espirituais que, propriamente, escapavam à percepção daqueles que estavam na presença de Cristo.
Deste modo, Isaías percebeu o quanto Deus havia derramado suas bênçãos e graças sobre aquele povo, que fora agraciado pela presença do Messias e Senhor. O Profeta proclamava, dizendo: “Alegre-se a terra que era deserta e intransitável. Germine e exulte de alegria e louvores. Os seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus. Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar” (Is 35, 1-4). Pois, o Messias pessoalmente haveria de conduzir o seu povo em seus caminhos, como disse o profeta: “Eis que o rei há de vir, Senhor da terra, ele mesmo de nós afastará o jugo do nosso cativeiro” (Acl. ao Ev.).
E ele afirmava que o Messias, quando estiver no meio do povo, haveria de realizar inúmeros prodígios, tanto espirituais quanto corporais, para reanimar e salvar as pessoas. Então, naqueles dias, dizia o profeta, “se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos, assim como brotarão águas no deserto e jorrarão torrentes no ermo. Ali haverá uma vereda e um caminho; o caminho se chamará estrada santa: por ela não passará o impuro; mas será uma estrada reta em que até os débeis não se perderão. Os que o Senhor salvou, voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos: cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto” (Is 35, 5-11).
E assim, naquele dia, quando o Senhor e Salvador vier, dizia o profeta, todos ouvirão de sua boca palavras muito amáveis, sábias e repletas de paz e bondade. Pois, quando o Messias vier todos os homens receberão uma mensagem de salvação e de vida, como anunciou o profeta, dizendo: “Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão” (Sl 84, 9-11).
No Evangelho que acabamos de ouvir, caros irmãos, nós vimos que multidões se reuniam em torno de Jesus, atraídas pela sua fama, vindos de todas as regiões da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. Jesus, com o firme propósito de revelar-lhes a sua condição divina, enquanto Messias e Senhor, realizou o milagre da cura do paralítico, concedendo-lhe, além disso, o perdão dos pecados. Por isso, Jesus disse à multidão de pessoas que ali estava diante dele: “Pois, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder de perdoar os pecados – disse ao paralítico – eu te digo: levanta-te, pega o leito e vai para casa’. Imediatamente, diante deles, ele se levantou, tomou o leito e foi para casa, louvando a Deus. Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: ‘Hoje vimos coisas maravilhosas!’” (Lc 5, 24-26). Portanto, Jesus Cristo era realmente o Filho de Deus!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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