
Meus irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus. Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus. Que ninguém, nessa matéria, prejudique ou engane seu irmão, porque o Senhor se vinga de tudo, como já vos dissemos e comprovamos. Deus não nos chamou à impureza mas à santidade. Portanto, desprezar estes preceitos não é desprezar um homem e sim, a Deus, que nos deu o Espírito Santo.
Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito. As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. O Senhor ama os que detestam a maldade, ele protege seus fiéis e suas vidas, e da mão dos pecadores os liberta. Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo nome!
Vigiai e orai para ficardes de pé, ante o Filho do homem!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.
Caríssimos irmãos e irmãs! Na Liturgia da Palavra de hoje Jesus Cristo voltou a nos exortar para que perseveremos na nossa vigilância, na nossa fé e na nossa esperança. E a vigilância que Jesus Cristo nos propõe consiste num cuidado todo especial para que nós tenhamos uma conduta de vida irrepreensível e isenta de todo pecado grave. Isto significa que existe um conjunto de atitudes que nos tornam aptos a entrar no Reino dos Céus e que serão considerados na hora do Juízo Final.
No Evangelho que ouvimos Jesus contou uma parábola para explicar estas coisas, contando-nos a parábola das dez jovens, dentre as quais cinco eram prudentes, que perseveravam fiéis, levando uma vida de justiça e santidade, mantendo-se vigilantes e iluminadas pela graça divina. Por sua vez, as outras cinco eram jovens que levavam uma vida fútil e relaxada, fazendo com que se tornassem insensatas e imprudentes, pois viviam ocupadas com as coisas deste mundo, sem dar a menor atenção às coisas eternas e com a vida após a morte. Por isso, no dia em que o Senhor as veio visitar elas acabaram sendo abandonadas nas trevas deste mundo.
Assim, quando chegou a hora de as dez jovens irem ao banquete no Reino dos Céus, cada qual foi julgado de acordo com o seu procedimento, como disse Jesus: “Enquanto as imprevidentes foram comprar óleo, o noivo chegou, e as previdentes que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora” (Mt 25, 10-13).
Portanto, caros irmãos, este apelo que Jesus fez à vigilância sobre a nossa conduta de vida era um chamado todo especial que ele fazia para despertar a nossa atenção, afim de que não venhamos a ser surpreendidos pelo Senhor, quando ele viesse naquele último dia, do Juízo Final. Embora Jesus Cristo não quisesse que ninguém se perdesse e que todos se salvassem! Contudo, esta salvação eterna não podia ser dada automaticamente a ninguém! Visto que esta salvação, segundo a vontade de Deus Pai, devia ser dada aos que dignamente a merecessem e fossem aprovados pelo nosso Salvador, no Juízo Final. Por isso, Jesus Cristo tem-nos chamado frequentemente a atenção para que estejamos preparados e vigilantes, afim de estarmos dignamente em condições de o receber naquela hora derradeira. Por isso, Jesus dizia: “Vigiai e orai para ficardes de pé, ante o Filho do homem” ( Lc 21, 36)!
São Paulo, na leitura da carta aos tessalonicenses, dizia que os vigilantes e previdente eram aqueles que estavam aptos a entrar no Reino dos Céus. Pois, somente aqueles que estivessem vivendo uma vida na santidade e na castidade, pautada nas normas do Evangelho do Senhor, agradariam a Deus e seriam salvos! “Pois, como dizia Paulo, vós aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus. Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito. Portanto, desprezar estes preceitos não é desprezar um homem e sim, a Deus, que nos deu o Espírito Santo” (1Ts 4, 2-4; 8),
Já o profeta Davi, no Salmo 96, dizia-nos que os vigilantes e previdentes seriam os que levassem uma vida na justiça e no direito, evitando todo tipo de pecado. Deste modo, louvando a Deus, ele dizia: “Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito. O Senhor ama os que detestam a maldade, ele protege seus fiéis e suas vidas, e da mão dos pecadores os liberta. Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo nome” (Sl 96 1-2; 10-12)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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