

Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, o profeta Elias entrou numa gruta, onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida nestes termos: “Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar”. Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. Passado o terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo, ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa. Ouvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta.
Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus!
Irmãos: Não estou mentindo, mas, em Cristo, digo a verdade, apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha consciência. Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor contínua, a ponto de desejar ser eu mesmo segregado por Cristo em favor de meus irmãos, os de minha raça. Eles são israelitas. A eles pertencem a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas e também os patriarcas. Deles é que descende, quanto à sua humanidade, Cristo, o qual está acima de todos, Deus bendito para sempre! Amém!
Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança e amor; eu espero em sua palavra, hosana, ó Senhor, vem, me salva!
Depois da multiplicação dos pães, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
Caríssimos irmãos e irmãs, em Cristo nosso Senhor! As leituras da Liturgia da Palavra deste Domingo nos apresentam três momentos nos quais Deus revelou a sua presença, afim de manifestar aos seus eleitos a sua glória e o seu poder divino, das seguintes formas: 1º– Deus se revelou a Elias na gruta do Monte Horeb. 2º – Jesus Cristo se revelou aos Apóstolos na barca em alto mar. 3º – Deus se revelou ao Apóstolo Paulo e ao Povo de Israel.
1º- Elias na gruta do Monte Horeb! O profeta Elias foi refugiar-se de seus inimigos que o perseguiam no monte de Deus, o Monte Horeb. Ali, entrando numa gruta, a mão de Deus o protegeu de todos os perigos e fenômenos assustadores, tais como: “Um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Depois do vento, houve um terremoto. Passado o terremoto, veio um fogo” (1Rs 19, 11-12). Porém, depois de tudo isto, o Senhor se manifestou a Elias por intermédio de uma brisa suave: “Então, ouvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta” (1Rs 19, 13).
O profeta Elias, percebendo-se diante da face do Senhor, exultando de alegria, elevou o seu coração ao Senhor, dizendo-lhe: “Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; e a salvação há de seguir os passos seus” (Sl 84, 9-11; 14)!
2º – Jesus e os Apóstolos na barca em alto mar! “Naquele tempo, chegando ao final daquele dia, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem à sua frente, para o outro lado do mar. Jesus, então, subiu ao monte para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”” (Mt 14, 22-27).
Neste momento o Evangelista apresentou duas atitudes de fé bem distintas da parte de Pedro, que se lançou ao mar para se encontrar com Jesus caminhando sobre as águas e da parte dos outros apóstolos que permaneceram na barca. Pedro, assim que ouviu dizer que aquela figura que andava sobre as águas não era um fantasma mas era Jesus, ele imediatamente, de forma impetuosa e incerta, pediu para fazer a experiência de andar sobre as águas, para certificar-se que era realmente o Senhor que estava andando sobre as águas. Porém, depois de alguns passos, soçobrou na fé, por não confiar nos poderes divinos de Jesus. Deste modo, depois de alguns passos ele começou a duvidar e a afundar nas águas! Vendo que estava perecendo, gritou por socorro ao Senhor, dizendo-lhe: “Senhor, salva-me!” Jesus logo estendeu-lhe a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste” (Mt 14, 30-31)?”
E a seguir, os outros apóstolos, que permaneceram na barca, perseveraram firmes na fé, professando a fé no Cristo Senhor e Salvador, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus” (Mt 14, 33)! Desta vez, Pedro, que fraquejou na fé, foi sustentado pela firmeza da fé dos outros apóstolos, que proclamaram todos justos: “Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança e amor; eu espero em sua palavra, hosana, ó Senhor, vem, me salva” (Cfr. Sl 129, 5)!
3º – O Apóstolo Paulo e o Povo de Israel! O apóstolo Paulo disse que estava profundamente confuso e desapontado com o Povo de Israel, por não ter se convertido a Cristo, excluindo-se, assim, por própria culpa, da salvação que o Senhor Deus lhe havia trazido. Ele estava sinceramente triste e decepcionado com os seus irmãos de sua raça, pois Deus os havia cumulado de todas as graças e de todos os meios de salvação, para que eles pudessem acreditar e acolher o Senhor Jesus na fé.
São Paulo, contudo, era testemunha de tudo aquilo que o Senhor havia feito ao Povo de Israel. Pois, o Senhor Jesus Cristo havia se revelado aos israelitas em sua humanidade e em sua divindade com toda clareza. Como disse o próprio Paulo: “Eles são israelitas. A eles pertencem a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas e também os patriarcas. Deles é que descende, quanto à sua humanidade, Cristo, o qual está acima de todos, Deus bendito para sempre! Amém” (Rm 9, 4-5)! Porém, apesar de tudo isto, somente alguns poucos – dentre eles o próprio Paulo – se converteram e acolheram o caminho de salvação, abraçando com fé o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
WhatsApp us