

Eis o que diz a noiva: “Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ‘Vistes porventura o amor de minha vida?’ E logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida”.
Irmãos, o amor de Cristo nos pressiona, pois julgamos que um só morreu por todos, e que, logo, todos morreram. De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim, doravante, não conhecemos ninguém conforme a natureza humana. E, se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo.
Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam.
Responde-nos, ó Maria, no teu caminho o que havia? Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado!
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra celebra a festa de Santa Maria Madalena. Esta santa mulher e discípula de Cristo, Maria Madalena, foi uma daquelas mulheres que seguiram Jesus bem de perto, ao longo da sua vida pública, no sacrifício da Cruz e na sua ressurreição. Portanto, ela foi uma autêntica discípula de Cristo e verdadeira testemunha do Cristo morto na cruz e da sua ressurreição gloriosa!
Os Evangelistas, contudo, não nos derem muitas referências sobre estas mulheres que tornaram discípulas de Jesus, e nem a respeito de Maria Madalena. Foram-nos deixados alguns poucos e esparsos testemunhos sobre a verdadeira identidade de cada uma destas mulheres. E, para deixar tudo mais confuso ainda, haviam várias Marias…, ao lado de Maria Santíssima, a mãe de Jesus.
Entretanto, esta Maria Madalena nos deixou um testemunho admirável e comovente pelas suas demonstrações de grande intimidade e amor a Jesus Cristo. Ela se tornou, na verdade, a mais eminente discípula de Cristo – depois da sua mãe, Maria Santíssima – como testemunha de sua morte e da sua ressurreição! Pois, com certeza, ela foi uma das poucas pessoas corajosas que se manteve ao lado de Jesus, no caminho do Calvário, permanecendo lá, junto de Jesus na cruz, na hora de sua morte; bem como, ela o acompanhou no momento do seu sepultamento.
Além disto, o mais impressionante foi o seu testemunho de fé no Cristo Ressuscitado, por ter tido a graça de ser a primeira a ver o Jesus ressuscitado, inclusive antes dos apóstolos. Por isso, Maria Madalena foi reconhecida posteriormente pela Igreja como aquela figura feminina do “Cântico dos Cânticos”, que fazia o papel da noiva enamorada pelo seu noivo, com um amor apaixonado pelos seu bem-amado; como dizia o Livro do Cântico dos Cânticos: “Eu saí de madrugada procurando pelas ruas e praças o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ‘Vistes porventura o amor de minha vida?’ E logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida” (Ct 3, 1-4).
Foi ela quem saiu de madrugada ao encontro do Senhor, dizendo: “Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam” (Sl 62, 2-4). Foi, inclusive, a ela que um dos discípulos de Jesus lhe perguntou: “Responde-nos, ó Maria, no teu caminho o que havia? Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado” (Acl. ao Ev.)!
Conforme o testemunho de São João: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram” (Jo 20, 1-2).
Depois de ter anunciado aos apóstolos de ter visto o túmulo vazio, logo a seguir retornou ao local do túmulo de Jesus. E João continuou dizendo: “Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Os anjos perguntaram: ‘Mulher, por que choras?’ Ela respondeu: ‘Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram’. Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: ‘Mulher, por que choras? A quem procuras?’ Pensando que era o jardineiro, Maria disse: ‘Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar’. Então Jesus disse: ‘Maria!’ Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: ‘Rabunni’ (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: ‘Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus’. Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor!’, e contou o que Jesus lhe tinha dito” (Jo 11-18).
Maria Madalena foi a primeira discípula que amou e acreditou no Cristo Ressuscitado, com fé e confiança, depositando nele toda a sua esperança, conforme as palavras de Paulo: “De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. E, se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova” (2Cor 5,15-17).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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