

Irmãos, é por Cristo que temos tal confiança perante Deus, não porque sejamos capazes, por nós mesmos, de ter algum pensamento como de nós mesmos, mas essa nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos tornou capazes de exercer o ministério de uma aliança nova. Esta não é uma aliança da letra, mas do Espírito. Pois a letra mata, mas o Espírito comunica a vida. Se o ministério da morte, gravado em pedras com letras, foi cercado de tanta glória, que os israelitas não podiam fitar o rosto de Moisés por causa do seu fulgor, ainda que passageiro, quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito? Pois, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais glorioso há de ser o ministério a serviço da justificação. Realmente, em comparação com uma glória tão eminente, já não se pode chamar glória o que então tinha sido glorioso. Pois, se o que era passageiro foi marcado de glória, muito mais glorioso será o que permanece.
Exaltai o Senhor nosso Deus, e prostrai-vos perante seus pés, pois é santo o Senhor nosso Deus! Eis Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes. E também Samuel invocava seu nome, e ele mesmo, o Senhor, os ouvia. Da coluna de nuvem falava com eles. E guardavam a lei e os preceitos divinos, que o Senhor nosso Deus tinha dado. Respondíeis a eles, Senhor nosso Deus, porque éreis um Deus paciente com eles, mas sabíeis punir seu pecado. Exaltai o Senhor nosso Deus, e prostrai-vos perante seu monte, pois é santo o Senhor nosso Deus!
Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”.
Caríssimos discípulos e discípulas do Evangelho de Cristo! A Liturgia da Palavra de hoje nos apresenta uma das questões mais difíceis e espinhosas da Igreja de Cristo, que foi o seu relacionamento com o judaísmo e as suas posições diante da Lei de Moisés. Pois, o povo da nova Aliança veio superar e substituir o povo da antiga Aliança. Assim como o perfeito veio em lugar do imperfeito, o eterno e perpétuo veio em lugar do provisório e temporário, também o Evangelho de Cristo veio para aperfeiçoar e dar pleno cumprimento da Lei de Deus que foi dada a Moisés; prometendo, assim, a salvação eterna aos que sinceramente a praticarem!
Deste modo, caros irmãos, o jeito como a Igreja devia tratar o judaísmo e a Lei de Moisés foi estabelecido por Jesus e pelos Apóstolos. Jesus Cristo deixou registrado solenemente em seu Sermão da Montanha o modo correto de tratar o judaísmo e a Lei mosaica, dizendo: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus” (Mt 5, 17-19).
E assim, levando os preceitos divinos a tal perfeição, Jesus Cristo se tornou o modelo de conduta de vida evangélica para todos os seus discípulos e para a sua Igreja. E, finalmente, ao ordenar o cumprimento da Lei Jesus estava submetendo a salvação eterna à prática dos seus mandamentos, dizendo: “Quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus” (Mt 5, 18-19). E Jesus completou dizendo: “Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos céus” (Mt 5, 20).
São Paulo, seguindo estas mesmas determinações dadas por Jesus Cristo, e iluminado pelo Espírito Santo, revelou-nos, em sua Segunda Carta aos Corintos, o modo como deveriam ser tratadas a religião judaica e as coisas da Antiga Aliança. De forma respeitosa e sincera, Paulo dizia: “Pois foi Deus quem nos tornou capazes de exercer o ministério de uma aliança nova. Esta não é uma aliança da letra, mas do Espírito. Pois a letra mata, mas o Espírito comunica a vida. Se o ministério da morte, gravado em pedras com letras, foi cercado de tanta glória, quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito? Pois, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais glorioso há de ser o ministério a serviço da justificação” (2Cor 3, 6-9).
As diferenças que existiam entre o judaísmo e o cristianismo eram tão grandes quanto eram diferentes as promessas que Deus havia dado a cada um deles, na medida em praticassem os seus preceitos. Os judeus receberam de Deus as promessas de bem-estar e de glórias terrenas e passageiras; ao passo que os cristãos receberam de Jesus Cristo promessas bem maiores e sublimes, que foram dadas aos seus aderentes e àqueles que cumprissem os seus preceitos, oferecendo-lhes a glória e a bem-aventurança no Reino dos Céus. Com efeito, assim se pronunciou o apóstolo Paulo: “Pois, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais glorioso há de ser o ministério a serviço da justificação. Realmente, em comparação com uma glória tão eminente, já não se pode chamar glória o que então tinha sido glorioso. Pois, se o que era passageiro foi marcado de glória, muito mais glorioso será o que permanece” (2Cor 3, 9-11).
Que todos nós cristãos, perseveremos no caminho de salvação e nos preceitos da nova Aliança, dizendo ao Senhor Deus: “Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza” (Sl 24, 4b.5a)! “Exaltemos todos juntos o Senhor nosso Deus, e prostremo-nos perante seu o monte, pois é santo o Senhor nosso Deus” (Sl 98, 9)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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